Hoje teremos um papo muito especial com o Henrique Luís Tavares, Zootecnista da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, que nos concedeu essa entrevista tão rica sobre o mundo dos felinos selvagens do Zoo e sua alimentação.

Foto: Carlos Nader/Arquivo Zoo SP

Tudo Gato: Quando decidiu que gostaria de trabalhar com animais, você sempre teve vocação ou foi algo "acidental"? E como foi a progressão da sua carreira?

Henrique: Desde criança tenho contato e grande afinidade com animais. Sempre tive muito interesse em qualquer espécie deles. Já criei peixes, aves, coelhos, cães, gatos, répteis e até insetos. Na adolescência comecei a pesquisar as profissões ligadas ao mundo animal e encontrei na Zootecnia um curso completo, complexo e dinâmico que me proporcionou uma formação técnica especializada para atuar na criação racional dos animais em todos os seus ramos e aspectos. Graduei em Zootecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e me especializei na área de Alimentação e Nutrição de Animais Silvestres. Atuo desde 2006 como Zootecnista da Fundação Parque Zoológico de São Paulo (FPZSP) e tenho como atribuição planejar, implementar e controlar a alimentação e a nutrição dos animais da Fundação.


TG: Quais os animais que estão sob a sua responsabilidade no zoológico?

Henrique: O Zoológico de São Paulo possui atualmente mais de 3.000 animais, representados por espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados. Conta com um corpo técnico científico capacitado e multidisciplinar formado por biólogos, engenheiros agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas. Possuímos um Programa Completo de alimentação para animais de zoológicos compreendendo vários aspectos de manejo de dietas incluindo todos relacionados com a aquisição, armazenamento, preparação e distribuição dos alimentos.


TG: Alguns gatos domésticos gostam de variar o cardápio, com diferentes sabores e texturas, sempre atrás de novidades! Que tipo de alimentação fornecida aos felinos, carne de vaca, frango, porco etc? A carne é servida crua ou cozida? E com ossos, pelos, penas ou é previamente limpa?

Henrique: O hábito alimentar e o comportamento do gato doméstico ainda permanecem semelhantes aos dos pequenos felinos selvagens. Alguns destes comportamentos, como se alimentar de pequenas refeições durante o dia todo, é resquício de seus ancestrais selvagens que caçam diferentes presas (pequenos vertebrados e invertebrados) necessitando de várias caçadas durante as 24 horas do dia para obter suficiente alimento. O instinto predatório é tão forte nos felinos domesticados, que ainda mantêm o hábito de caça, embora sejam bem nutridos e não necessitem buscar os alimentos na natureza, como seus ancestrais.
Como os gatos domésticos, os felinos silvestres são considerados carnívoros estritos e, portanto, apresentam uma alta necessidade de proteína na dieta. Utilizamos como parte da dieta uma variedade de carnes cruas de diversos animais como: o dianteiro bovino com osso, pernil de porco com osso; músculo e coração bovino; frango e peixes nos quais retiramos o excesso de gordura antes de enviarmos aos animais para evitarmos obesidade e suplementamos com vitaminas e minerais. Quanto mais diversificado de alimentos de origem animal na dieta dos felinos maior a variabilidade e complementaridade de nutrientes essenciais.
Outro aspecto que levamos em conta para estipular o cardápio dos felinos são seus hábitos naturais. Na natureza ao se alimentarem de presas inteiras consumem além da carne (músculo), os ossos, vísceras, sangue e cérebro que fornecem todos os nutrientes necessários para a vida saudável do animal. Por isso a Fundação Parque Zoológico de São Paulo mantém um biotério onde são criados ratos, camundongos, porquinhos da índia, gerbis, esquilos da mongólia, pintinhos, galinhas caipiras, codornas e coelhos que após abatidos são enviados como fonte alimentar.
O fornecimento de um alimento equilibrado e completo em termos nutricionais é importante para promover um crescimento saudável, sucesso reprodutivo, prevenção de doenças, aumento da longevidade e o bem estar tanto dos felinos domésticos quanto dos silvestres.


TG: Como é feita a alimentação, todos os dias ou em dias alternados, sempre no mesmo horário? O meu gato, por exemplo, parece que tem um relógio embutido, chega a hora da comida e ele senta na frente do potinho esperando
a refeição, acontece o mesmo com os grandes gatos do zoológico?

Henrique: Para os felinos de pequeno e médio porte como o gato do mato, gato maracajá, gato palheiro, gato mourisco, jaguatirica, serval a alimentação é diária e em horários predeterminados. Os felinos de grande porte como leão, onça, suçuarana e tigre fazem jejum duas vezes por semana para simularmos o padrão natural de sua alimentação, pois em seus habitats estes animais não se alimentam todos os dias ou em intervalos fixos. Os felinos daqui do Zoo também aguardam ansiosos a chegada da comida trazida pelos tratadores do setor de mamíferos que as oferecem em comedouros apropriados para cada espécie.

Foto: Carlos Nader/Arquivo Zoo SP

TG: Geralmente quais as quantidades que cada espécie come por dia ou semana? Qual a diferença na quantidade entre um adulto normal, filhote e fêmea grávida?


Henrique: A família Felidae é um dos grupos com maior diversidade de carnívoros e inclui espécies que variam em tamanho que vão desde 1 kg até mais de 230 kg. As quantidades de alimentos variam desde alguns gramas de um pequeno ratinho ou pintinho consumidos por um gato do mato chegando a 15 Kg de carne bovina ingeridos por um tigre.
Para formular uma dieta para os felinos atentamos para as diferenciações nutricionais que ocorrem nas diversas fases da vida, sendo uma importante ferramenta para garantir, entre outros pontos, a longevidade do animal. Um animal em fase de crescimento, gestante ou lactante tem maiores necessidades nutricionais devido às mudanças fisiológicas imensas e rápidas destas fases, exigindo um manejo nutricional mais criterioso que um animal adulto na fase de manutenção. Adequamos as quantidades estimando o teor de energia do alimento e a necessidade energética do animal em cada uma das fases fisiológicas: crescimento, gestação, lactação, manutenção e geriatria.


TG: Hoje em dia muitos animais domésticos têm problemas de excesso de peso, pois alguns donos não seguem as recomendações de quantidade de comida ou exageram nos petiscos, além da falta de exercício, especialmente em gatos que já são dorminhocos por natureza. Existe diversificação em como a alimentação é dada aos animais, por exemplo colocar em lugares diferentes, altos ou
dentro de caixas para que eles se exercitem física e mentalmente?


Henrique: Considera-se hoje, também, que para animais silvestres o processo de alimentação não serve somente à nutrição, este também propicia interações sociais e entretenimento, o que deve ser considerado no estabelecimento do regime alimentar e no enriquecimento ambiental. Sendo assim, o Zoo mantém o Programa de Enriquecimento Comportamental Animal que tem por objetivo possibilitar um ambiente mais complexo e interativo. Este programa foi criado para melhorar a qualidade de vida dos animais mantidos em cativeiro, permitindo que assim possam apresentar comportamentos mais naturais de sua espécie. Na prática o enriquecimento ambiental alimentar consiste na introdução de variedades criativas, originais e simples nos recintos como o tipo de alimento e a maneira como ele é oferecido camuflado, inteiro, picado, congelado, dificultando o acesso, variando o tipo e frequência ou tornando a alimentação mais imprevisível. A maior parte das intervenções alimentares para felinos enfoca o modo de aquisição do alimento natural pelos carnívoros: procura, localização e captura dando ao animal oportunidade de desempenhar comportamento de caça.


TG: Gatos domésticos adoram brincar com bolinhas, penas, ratinhos e às vezes aprendem truques como trazer o brinquedo de volta ou aparecer correndo quando ouvem um sininho! Existe algum tipo de treinamento comportamental a
fim de facilitar exames físicos simples sem necessidade de tranquilizar o animal ou para facilitar a limpeza dos habitats, por exemplo, fazendo o animal ir para certa área quando chamado?

Henrique: O Zoológico de São Paulo criou no ano de 2002 o Programa de Enriquecimento Comportamental Animal (P.E.C.A.) para oferecer rotineiramente atividades de enriquecimento aos animais do Parque, do Zoo Safári e do Hospital Veterinário. Mais recentemente, o P.E.C.A. passou a desenvolver um trabalho sistemático de treinamento com algumas espécies de mamíferos visando facilitar as atividades de manejo e os procedimentos veterinários de rotina.


TG: A maioria dos nossos gatinhos ficam loucos com catnip, isso afeta os grandes felinos também?


Henrique: Existem alguns estudos demonstrando a utilização do Catnip como enriquecimento para felinos silvestres cativos como onças, leões, pumas e leopardo das neves, mas são escassos. Os felinos mordem, mastigam, esfregam ou rolam sobre a erva e fazem isso para libertar a essência das folhas, a substância química nepetalactone, que age como um ferormônio, atraindo, relaxando ou estimulando a maioria dos felinos, inclusive os grandes.


TG: Eu li em algum lugar que felinos que rugem não ronronam e vice-versa. É verdade? Você sabe qual e a explicação fisiológica?

Henrique: Alguns felinos selvagens ronronam como a suçuarana e a jaguatirica. Há uma discussão na comunidade científica de que grandes felinos que rugem não podem ronronar, mas os resultados são controversos. Segundo notícia publicada no site Pet Imagem intitulada ‘Especialistas explicam por que os gatos ronronam’ existe uma série de teorias que explicam como o ronronado acontece. Uma delas diz que o processo envolve a ativação dos nervos dentro da caixa de voz. Esses sinais nervosos causam a vibração das cordas vocais enquanto o diafragma atua como uma bomba, empurrando o ar dentro e fora das cordas vibrantes, criando assim um zumbido musical. Além dessa parte mecânica, em seu livro Feline Husbandry, o veterinário Neils C. Pederson defende que o ronronado começa com um sinal do sistema nervoso, o que significa que a atitude é voluntária, ou seja, o gato ronrona quando quer. Uma pesquisa recente revelou, ainda, que o ronronado está relacionado à liberação de endorfina no cérebro. Essa substância é liberada em situações de prazer e de dor e nervoso, isso explica porque os gatos ronronam em ambas as ocasiões.


TG: Muita gente que gosta, e as vezes até tem seus gatos domésticos, tem pavor de gatos selvagens, acha que são assassinos sanguinários e atacam tudo que se move. Eu penso que qualquer animal só é especialmente perigoso
quando ameaçado ou assustado, e normalmente animais selvagens fazem de tudo para evitar contato com os humanos, qual a sua opinião?

Henrique: Qualquer animal para se defender pode atacar por instinto seja silvestre ou doméstico. Animais selvagens normalmente fogem quando percebem a presença humana.
A Wildlife Conservation Society diz que a grande maioria dos casos de predação de animais domésticos por felinos selvagens refletem algum tipo de desequilíbrio no ecossistema local. Os felinos não têm como hábito natural atacar animais domésticos e muito menos humanos. Se o ambiente onde vivem lhes oferece áreas suficientemente grandes para sobreviver, com recursos alimentares suficientes e pouca ou nenhuma influência humana, eles tendem a evitar o homem e seus animais domésticos.


TG: O zoológico faz parte de algum programa de conservação de espécies?

Henrique: Nos últimos anos, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo vem ampliando significativamente sua participação em comitês e programas de conservação em colaboração com outros zoológicos e organizações conservacionistas do Brasil e do exterior. Algumas das espécies protegidas por esses programas fazem parte da nossa lista de fauna ameaçada de extinção, como a harpia, o tamanduá-bandeira, o tamanduá-mirim, o mico-leão-preto, o mico-leão-de-cara-dourada, a arara-azul-de-lear, a arara-azul-grande e a ararinha-azul, esta já extinta na natureza.

Foto: Carlos Nader/Arquivo Zoo SP

TG: O que você acha do fato que a grande maioria dos gatos selvagens estão ameaçados de extinção? O que cada um de nós pode fazer para ajudar a causa dos grandes felinos?

Henrique: Dados da Associação Pró Carnívoros do IBAMA demonstram que os carnívoros, notadamente os felinos, são vítimas constantes de praticamente todas as formas de ameaça, como a caça furtiva para troféu, caça predatória para o comércio de peles, comércio de animais vivos e principalmente, eliminação de indivíduos que estejam causando prejuízo econômico a proprietários rurais, e destruição e fragmentação de habitats.
Para combater isso, devem ser instituídos mecanismos de dissuasão que impeçam a matança ilegal dos felinos selvagens e de suas presas, assim como mecanismos de fortalecimento da vigilância e do cumprimento das leis de proteção à fauna, já que atualmente os caçadores furtivos e ilegais atuam em condições de completa impunidade.
Acredito que a Educação para a Conservação é a melhor ferramenta para conservação das espécies.
Existe pouca consciência da importância dos predadores na manutenção das comunidades de suas presas naturais e da integridade dos ecossistemas naturais. Por estarem no topo da pirâmide alimentar, os carnívoros têm uma grande importância ecológica, pois podem regular a população de presas e, desta forma, influenciar toda a dinâmica do ecossistema em que vivem. Na ausência de predadores, suas presas naturais, como mamíferos herbívoros (veados), roedores (capivaras, ratos), aves (pombas), répteis (cobras) e insetos (gafanhotos) tendem a se multiplicar exponencialmente, podendo trazer sérios prejuízos à agricultura e consideráveis perdas financeiras (Leite-Pitman e Oliveira em Manual de identificação, prevenção e controle de predação por carnívoros). Portanto, a concepção de que os carnívoros são prejudiciais e que devem ser mortos sempre que possível é completamente errônea. Os carnívoros têm um importante papel na manutenção de ecossistemas estáveis e balanceados.


TG: Você tem animais de estimação? E a pergunta mais difícil de todas: qual o seu animal (selvagem ou doméstico) preferido?

Henrique: Já criei várias espécies de animais, atualmente tenho um gato e uma iguana. Dos animais selvagens tenho grande admiração pelos predadores, os carnívoros em geral como leões, lobos, aves de rapinas, jacarés, cobras, sapos entre outros. Desde pequeno sou fascinado pelos programas de televisão que mostram a interação da cadeia alimentar e da relação presa x predador. Meus preferidos aqui no Zoológico de São Paulo são os tigres, os maiores felinos do mundo.


TG: E finalmente gostaria de deixar uma mensagem aos maravilhosos leitores do Tudo Gato?

Henrique: Que cuidem bem de seus animais de estimação, domésticos ou silvestres legalizados. Dêem sempre ração balanceada e de qualidade que animais bem nutridos raramente ficam doentes. Quando tiverem dúvidas sobre alimentação e nutrição animal, consultem um Zootecnista.


Agradecemos toda a atenção que o Henrique e a equipe da Fundação Parque Zoológico São Paulo nos deu para realizar esta entrevista.

Vale a pena conferir o site do Zoo e curtir a página no Facebook! Muitas fotos e programação pra lá de especial!


Bea
twitter: @Foco_felino




Retratar animais através da arte é bastante comum, mas nenhum outro bicho foi tão constantemente grafado quanto o gato. Esses bichanos encantadores seduzem artistas desde o Egito antigo. Na Pérsia, na Índia e até mesmo na China é fácil encontrar exemplos de estátuas e pinturas dos felinos. E estão presentes também nos populares desenhos de Frajola, Garfield, Félix; passando pelas pinturas de artistas renomados como Cézanne, Renoir, Monet; imortalizados pelas esculturas de Camille Claudel ou então na literatura com Guimarães Rosa, Jorge Amado, T. S. Eliot e tantos outros.

Trinity Carolina com seu gato Gary
A inspiração que os gatos exercem sobre os artistas é tão grande que em 1990 foi inaugurado em Amsterdam, na Holanda, o Museu do Gato onde é possível apreciar um vasto acervo de obras e artefatos centrados única e exclusivamente nos felídeos.

Atualmente esse fascínio tem ampliado seus limites e as formas de inspiração surgem nas mais diversas peças, objetos, tatuagens e brinquedos.

Então nada melhor do que poder conversar diretamente com quem entende do assunto.

Foi durante um papo descontraído pelo comunicador do Facebook que Carolina, ou melhor, Trinity – uma multiartista de Piracicaba que vai do desenho à música - me contou muito mais do que apenas sua visão artística, mas compartilhou também histórias muito legais envolvendo arte, gatos e o que mais ela fosse lembrando...

Tudo Gato: Carolina?
Trinity: Olá Alison, tudo bem? Te atrasei muito?
TG: Tudo certo. Imagina, podemos conversar?
Trinity: Podemos sim.

Enquanto revisava as perguntas dava uma olhada em alguns ótimos trabalhos dela...

TG:  Então... pelo que dá pra ver pelas redes sociais seu envolvimento com a arte é grande, né?
Trinity: Ah é... estou envolvida até o tampo da cabeça sim... sou uma artista anônima ainda, mas sempre buscando participar dos concursos e divulgar a arte pela internet. O nome "Trinity" veio disso, da minha atuação em várias facetas das artes.

TG:  Ha, é um belo nome por sinal. Adorei a ideia.
Por isso queria começar com você contando pra gente um pouco sobre "quem é a Trinity", como começou esse amor pela coisa toda?
Trinity: Eu sempre estive envolvida com artes, desde menina. Comecei com 2 anos no ballet clássico; com 6 já comecei escrevendo poesias e livrinhos; com 9 cantei pela primeira vez para público num bar, com 15 montei a primeira banda de rock e com 20 fiz faculdade de criação. Acho que nem se quisesse conseguiria fugir desta propensão para a coisa. Mesmo não profissionalmente, vivi fazendo esculturas, bonecos e catando lixo da rua para transformar em artesanato. Quase deixando minha mãe louca e beirando aquela síndrome dos acumuladores de coisas, sabe? [risos]
Minha primeira busca de toyart pela internet foi por bonecos do tim burton. Foi aí que conheci a kidrobot, a primeira empresa de toyart com a qual tive contato e me apaixonei instantaneamente por este tipo de arte, mas o bolso não permitia comprar, infelizmente. Fiquei babando por um bom tempo até adquirir minha primeira peça.

ARTISTA: MARION PECK

TG: Sei bem como é porque além de trabalhar com design gráfico sou músico também e sei o quanto é difícil viver disso. Você consegue sobreviver do seu trabalho, é mais um hobby ou uma feliz mescla das duas coisas?
Trinity: Sem chance de sobreviver disto por enquanto... uma das coisas que poderia me proporcionar uma grana que me mantivesse viva seria a tatuagem [esqueci de dizer que também tatuo], mas não consigo abrir um estúdio e encarar a arte como linha de montagem, muito comercialmente, porque gosto de fazer em etapas, devagar e respeitando meu tempo... daí decidi fazer de tudo! E ao mesmo tempo! Sem pensar em retorno financeiro por enquanto, até quando eu conseguir manter minhas horas 100% destinadas para a Arte! Bom, eu deito e acordo pensando nisto... [risos]
Acho então que a "Trinity" é esta “mistureba” de artes de todos os tipos, com uma gateira inveterada e dona-de-casa!

TG: Acaba sendo até positiva essa mistura toda.  Mas como é seu ambiente de trabalho? Você tem um estúdio, um ateliê ou um cantinho bacana pra desenvolver suas peças?
Trinity: Tenho um canto em casa [um canto mesmo!], que é um armário de cozinha retrô de ferro, onde tem uma mesa embutida e portas e gavetas para eu enfiar tudo e mais um pouco das coisas que uso. O ideal seria um ateliê, mas ali eu consigo abstrair e me concentrar no que estou criando! Sempre com música compondo o ambiente, claro...

ARTISTA: FEMKE HIEMSTRA

TG: Pelo seu Facebook dá pra ver que você é uma exímia ilustradora...
Trinity: Ah, obrigada... Estou começando a levar o lance das pinturas e ilustras mais a sério agora...

TG: Nesse seu cantinho repleto de coisas, seus desenhos, as tatuagens, a música... como foi que os "bichanos" entraram na história? Você sempre curtiu gatos? Tem algum?
Trinity: Sempre gostei de animais... era daquelas crianças que ficava rolando no chão com cachorros e gatos em restaurantes, parques e etc. Minha mania de levar coisas da rua pra casa, se for pensar bem, teve start com a mania de levar gatos para casa! Doentinhos, fazendo cocô mole por todos os cantos, sabe? [Lembro que dei o nome de um deles de 'Danete' por conta disso].
TG: [risos!]
Trinity: Sempre escolho os nomes de acordo com as histórias deles, aliás. Tenho mil e uma histórias com cachorros, gatos, galos, pintinhos, passarinhos... os animais sempre foram minha paixão. Me voluntariei para trabalhar num gatil aqui em Piracicaba, que fica dentro da ESALQ [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz] há 3 anos atrás e lá havia um abrigo que recolhia gatos do campus e os tratava até estarem aptos para adoção. Eu já tinha gatos adotados entes de mudar para cá... os primeiros foram 3: Stuart, Lelloo e Calvin. Com as perdas por doenças [coisa muito triste de se ver acontecer com animais queridos e tão amorosos como os gatos], uns amigos foram indo embora e outros chegando, até o dia de hoje, com 7 gatunos. Os nomes atuais dos meus 7 gatos são: Gary, Mingau (que na verdade é mais coerente como Frank-einstein), Felícia, Vincent (Price), Sheldon, Pedrita e Tarzan.

ARTISTA: HUCK GEE
TEMA/NOME: 'The Golden Claw'
COLEÇÃO: Golden Life 2011 / KIDROBOT

 TG: Muito legal! Gatos são mesmo incríveis... em diversos aspectos...  Inclusive no Twitter você tem uma espécie de "coluna" chamada "Todo artista que conheço tem GATO em casa ou no atelier". Eles costumam mesmo ser muito atraentes pra quem lida com design, principalmente por causa dos seus movimentos precisos e toda aquela linha-de-ação... [risos] Focando um pouco mais nos toy arts, os gatos inspiram sua arte?
Trinity: Sim, com certeza! É verdade que todo artista por sua sensibilidade inerente acaba amando gatos. Eles são misteriosos e intrigantes... assim como o processo de criação, não acha?
TG: Sim, sim...
Trinity: Até você desvendar o que vem a criar, é um mistério... [risos]
Os gatos inspiram minha arte, com certeza principalmente pela sensibilidade que me transmitem. Estou com um sketch de pintura muito bacana com gato como personagem e outros a caminho. É uma responsa pintar um gato e saber imprimir tudo que deve vir com ele! Como eu pesquiso muito e vejo muita coisa na internet, me deparo infindáveis vezes com artes envolvendo gatos. Por isso e pela minha paixão por eles é que decidi compartilhar tudo que soma gatos + artes. Tenho um acervo infinito de imagens dentro deste tópico...

TG: O pessoal do blog te segue no Twitter e ali já tem uma quantidade absurda de informação!
Trinity: Hmmm, pois é. Por isso gostaria de ter muitos mais seguidores no Twitter porque acho um desperdício tanta arte, e no meu caso de divulgação, tanta arte bacana e instrutiva pelo mundo, sem ser apreciada! Artes relacionadas com gatos, digo...

 TG: Outra coisa: essa possibilidade de "tridimensionalizar" um layout que o toy art proporciona fascina. O que mais te agrada nesse tipo de arte? [tanto na produção quanto na apreciação mesmo]?
Trinity: O que fascina também é o desafio! Você tem em mãos uma peça não tão grande para passar sua ideia para 3D e isso é sensacional! Também poder ver o estilo daquele artista que você acompanha e conhece, adaptando sua arte para a plataforma, é mágico! E quando um artista escolhe o tema GATO para o layout? Existem MUITOS toy arts apresentando gatos!

ARTISTA: TARA MCPHERSON
TEMA/NOME: 'CARINA'
COLEÇÃO: GAMMA MUTANT SPACE FRIENDS 2009 / KIDROBOT

RELÓGIO SWATCH + DUNNY KIDROBOT 2011 DE 'CARINA'

TG: E você era uma garota que gostava de brinquedos?
Trinity: Colecionei TUDO do E.T! Colecionava figurinhas que vinham na bolacha; colecionava coisas em miniatura; colecionava papel de carta [como toda menina deveria poder fazer]... ah, eu ficava vidrada nas coleções de carrinhos Matchbox dos meus colegas meninos.
TG: E acha que isso te influenciou no trabalho?
 Trinity: Acho que as coleções que tive na infância foram as lembranças que me influenciaram mais a me identificar com este tipo de arte 3D, sem falar das outras vertentes...

Digo a ela que já estamos acabando e só vou "alugá-la"por  mais alguns instantes...

Trinity: Pode "alugar" mais um monte! Tenho um lance bem legal para contar para vocês, que não pode passar em branco.
TG: É mesmo? E o que é?
Trinity: Contarei... só que você vai precisar de muita paciência, porque falo horrores!
TG: [risos] Pode contar!

ARTISTA: AYA KAKEDA
TEMA: A LOUCA DOS GATOS (sem nome)
COLEÇÃO: DUNNY FATALE 2010 / KIDROBOT

Trinity: O artista e customizador de toyart Tim Munz resgatou no começo do ano uma gatinha aos berros do quiantal da casa dele. é uma tricolor de nome Maggy. Ela provavelmente foi atropelada e ele, no dia seguinte, a levou no veterinário - teve que ser operada e passar por um tratamento. Para custear os valores altíssimos de tudo isto, ele pediu aos amigos artistas que customizassem cada um um toyart para que ele fizesse uma série e vendesse rifas para os fãs! Pois essa série está completa e conta com artitas TOP! Se chama "All Cats"!
Nela constam artistas brasileiros que se destacam pelo talento no mundo da toyart, como o Sérgio Mancini, que venceu o concurso Munnyworld Megacontest do ano passado e vai ter um design seu na coleção oficial de Dunny 2012 da kidrobot. Outros brazucas em destaque são o Igor Ventura e o Luihz Unreal, dentro desta coleção All Cats e... Trinity Carolina!
TG: Que demais, isso!
Trinity: Através do querido amigo Igor Ventura, fui apresentada ao Tim Munz que abraçou um design meu que se chama "Tuxxy Tuxedo, the closet invader", inspirado no Gary, meu frajolão de 13 kilos!  A coleção não foi divulgada toda ainda, mas alguns designs já foram mostrados na rede. Assim que o Tim lançar o set todo, lá estará a foto do tuxxy com os outros tesouros de toyart. O meu toy ficou como um prêmio extra surpresa para quem achasse um certo cupom marcado, como o Golden Ticket da Fábrica de Chocolates!
TG: Não bastasse a linda iniciativa de resgatar e cuidar da Maggy ainda transformaram essa ajuda numa ação incrível! Muito legal!
Trinity: É. Estou MUITO feliz de ter juntado minha criação de um toyart com modelo de gato para esta iniciativa da coleção...
TG: E como está a Maggy?
Trinity: Ah, a Maggy está ótima! O Tim disse que ela está pulando, brincando e feliz como nunca!

ARTISTA: SQUINK!
TEMA/NOME: 'KEN, THE MISTERIOUS TIGER'
COLEÇÃO: DUNNY 2011 / KIDROBOT

 TG: E você tem alguma loja com toy arts?
Trinity: Na realidade é uma loja que se auto-alimenta! Ela existe para que possamos trazer sempre toys que não são acessíveis para todas as pessoas, porque os trâmites de importação são complicados. E é uma das atividades que me dá uma felicidade enorme - mandar um toy para alguém é sempre muito legal, e sempre vai com uma ilustra original minha, surpresa!
TG: E como a gente faz pra acessar?
Trinity: O endereço é www.inkgallery.com.br
Em breve quero lançar uma coleção de toyart com minha assinatura, e com certeza pelo menos uma das peças terá como inspiração: GATO!

TG: Você falou sobre alguns artistas... Você poderia citar alguns que você goste e/ou sirvam de inspiração? quais são os seus favoritos?
Trinity:  Artistas favoritos... é difícil citar nomes, porque são muitos, mas... vamos ver aqui...        TOP absoluta = Femke Hiemstra! Também tem Mark Ryden, Marion Peck, Kathie Olivas... tenho tattoo do johnny Crap [não terminada] e em breve terei da femke Hiemstra.

Trinity: To deixando vc louco de tanto escrever...
 TG: Que nada! To adorando, fica tranquila. Tenho certeza que os seguidores vão aumentar depois dessa entrevista.
Trinity: Opa, tomara! [risos]

 TG: Pra finalizarmos então: Você tem uma rotina definida ou gosta de ser mais flexível? Geralmente artista está sempre ocupado mas não gosta de estabelecer um horário fixo pra deixar mais dinâmico o processo de criação. Como funciona contigo?
Trinity: Faço muitas coisas ao mesmo tempo, então elas fluem sem horário fixo. Acabo até deixando muitas coisas sem terminar e esperando para serem finalizadas por causa disto... mas é legal porque sempre sai coisa nova.


TG: Carolina, muito obrigado! Foi um "prazerzão" falar contigo!
Trinity: Prazer total meu! Obrigado pelo interesse. De coração!
TG: Alguma consideração final, um recado pro pessoal:
Trinity: Bom, no mais acho que nunca vou parar de criar, de desenhar, pintar, cantar, tatuar... só vou parar de resgatar gatos da rua para ficarem aqui em casa, porque isso é muito feio = acumular animais e virar a crazy cat lady... [risos]
TG: [risos]

Trinity: Ah! Importantíssimo! Parte das verbas da loja e 100% de rifas que promovo online são para gatinhos que eu mesma resgato das ruas e deixo aptos para adoção. Três já foram adotados com tudo certinho neste meu esqueminha. É simples, mas aos poucos está funcionando... tenho duas gatas lindas na mira para serem resgatadas! Uma delas vive pelas ruas e sempre visita uma loja de plantas - tem uma historinha muito triste... e outra mora debaixo de uma gôndola de farmácia. Então, quem puder ajudar, com qualquer coisa, a Trinity Crazy Ca.... opa, digo, a Trinity aqui aceita lar temporário, ração, adotantes, etc.

TG: Poxa, bacana! Um beijão pra você!
Trinity: Beijo. A gente se fala em breve!

Quem quiser saber mais do trabalho e conhecer a Trinity é só segui-la no twitter pelo @CatSouvenir.


Alison
twitter: @menino_magro





Noutro dia, assistindo ao "Vídeo Show", vi Paola Oliveira falando sobre seus gatos... Aquela declaração me fez brotar a esperança de conseguir uma entrevista com ela, imaginando que você, que sempre nos acompanha, poderia achar um papo com a Paola algo, no mínimo, bem interessante.


Paola Oliveira está numa gradativa ascensão em sua carreira como atriz. Ganha destaques em filmes, seriados, campanhas publicitárias, programas de TV (como há poucas semanas no Arquivo Confidencial do Faustão, onde pudemos conhecer mais de sua história) e novelas, como na última novela das 09h, na qual protagonizou brilhantemente a personagem Marina Drumond.


Bem, voltando ao assunto dos gatos, já que pra falar da história dela muita gente fez isso por nós... Confesso que me surpreendi ao ver a quantidade de citações em sites e blogs sobre o amor da Paola aos seus gatos. Não que artistas não tenham gatos, mas parece que poucos têm a oportunidade de declarar o amor aos seus pets. Notamos que a Paola criou essas oportunidades em algumas situações, por isso insistimos em conseguir essa entrevista para vocês.


Ouvimos muito falar que ela é uma pessoa extremamente simpática e atenciosa com todos, e foi exatamente assim ao nos responder essas perguntas!
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Tudo Gato: O que todos querem saber, pra começar, é quantos gatos você tem e o nome deles!

Paola Oliveira: São 6 gatinhos. Dois gatos Pessoa e Bento, e quatro gatinhas Blanche, Shitara, Fortuna e Mel.


Foto: Arquivo Paola Oliveira
TG: Por que não tem graça ter apenas um gato em casa?

Paola Oliveira: Não diria que não tem graça ter um só, mas gato é um bichinho tão apaixonante que é difícil ter só um. São inteligentes, graciosos, carinhosos e super fáceis de cuidar. São independentes na medida certa.


TG: Soubemos que tem uma predileção por gatos SRD (aqueles de rua mesmo). É verdade? Acha importante a questão da adoção de animais?

Paola Oliveira: Sou apaixonada por todos os animais. Sempre tive cachorro e descobri os gatos ha menos tempo. Mas minha predileção pelos de rua é pela alegria de poder ajudar. São os mais necessitados, fora que são super inteligentes. Para alguém que quer um bichinho de estimação e ainda quer fazer uma boa ação, é uma opção mais do que feliz. Outra ajuda pode ser, de repente, uma visita a um lugar desses de doação de animais. Se a pessoa não puder ter um em casa,  contribuiria para a castração de um bichinho, ou somente carinho mesmo. Acho especialmente importante para as crianças aprenderem, desde cedo, a importância do respeito com os animais e com a vida. Sem dúvida seremos melhores com os seres humanos também


TG: Contei para uma amiga veterinária (Dra. Alice) que faríamos uma entrevista com você. Ela ficou muito contente e pediu pra lhe perguntar se leva os bichanos com frequência ao veterinário, qual a importância disso e se você não gostaria de contratá-la como vet particular (essa última parte foi de brincadeira rs).

Foto: Arquivo Paola Oliveira
Paola Oliveira: Hahahaha adoraria ter uma veterinária particular para eles. Bom, é claro que é muito importante leva-los ao veterinário, principalmente no início. Assim que peguei os bichanos, levei-os para castrar, que acho importantíssimo para deixá-los soltos em casa sem perigo de reprodução. Vacinei e depois eu mesma aprendi a cortar as unhas e até banho conseguimos dar em casa. Mas nada como um cuidado veterinário, que é totalmente diferente né.


TG: Qual característica você mais admira nos gatos?

Paola Oliveira: Todas hahaha!!! Brincadeirinha, acho que falei várias já, mas todos acham que são bichos impessoais e nojentos, mas não, são independentes e carinhosos ao mesmo tempo. E para mim são parecidos com qualquer outro animal, que adquire as caraterísticas do dono. O que é muito legal né.


TG: Se namorasse com um "gato", que não gosta de gato, você abriria mão de qual dos dois gatos?!

Paola Oliveira: hahahah Gato que é gato mesmo, iria dar um jeito de conviver em harmonia com os bichanos. Como o meu Gatão.


TG: Conte alguma situação interessante ou engraçada que presenciou com seus gatos!

Paola Oliveira: Eles são ótimos para se meter em confusões. Entram com a porta de vidro fechada, são várias vídeo-cassetadas, uma das gatinhas tem certeza que é um cachorro, heheh. Aliás,  meu cachorro, um boxer, convive super bem com todas elas. Mas a Fortuna se apaixonou por ele, dormem no mesmo lugar, senta como cachorro e me acompanha até em pequenas caminhadas. É engraçado. São super ciumentos e dormem nos lugares mais improváveis. Em cima do teclado de computador, ficam sempre trancados dentro de armários, etc.


TG: Como artista em evidência, muitas pessoas se espelham em você e certamente vão considerar as coisas que falou aqui. Acha que os artistas podem fazer a diferença na opinião da sociedade, ou seu testemunho a favor de causas como o "meio ambiente", por exemplo, se perderiam com o tempo?

Foto: Arquivo Paola Oliveira
Paola Oliveira: Causas como a do meio ambiente nunca vao se perder com o tempo, pelo contrário, vão ficar cada dia mais em evidência. E sou a favor de que todas as pessoas, independente de ser artista ou não, entendam a importância não só dos animais, mas do meio ambiente e da importância que tem tudo isso na nossa vida. Se cada um de nós fizermos um pouco e influenciarmos uma pessoa sequer, acredito que será um ótimo início para um mundo melhor e seres humanos melhores.


TG: Poderia deixar um recado para seus fãs, que estão lendo agora esta entrevista aqui no Tudo Gato?

Paola Oliveira: Deixo meu carinho enorme a todos os fãs por tudo. Que vocês possam curtir a sensação de fazer o bem e ainda receber  carinho incondicional de um bichinho. Tenho muito orgulho de poder ser ouvida e, de alguma forma, ser uma influência bacana para todos vocês. Ah! e para ajudar não precisa adotar, mas, tratar melhor os que vocês já conhecem ou já tenham e falar isso para outras pessoas. Castrar os bichinhos, principalmente os que vierem da rua, isso também é muito importante. E não é maldade não, pelo contrário, ajudamos a diminuir a população de bichinhos e assim mais pessoas podem adotar os que já existem. E muito, muito obrigada pelo espaço para falar uma coisa tão pessoal, mas que me dá  tanto prazer e me faz tão feliz.

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Como fã dessa carismática atriz desde a novela "O Profeta" (ok, ok... Eu assisti a novela, assim como várias outras! Ainda bem que estamos num mundo moderno e vários homens podem afirmar que assistem novela! rs), resolvi sair em busca do contato dela com sua assessoria de imprensa. Achei um caminho mais curto ao conversar com a Betinha, presidente do fã clube oficial da Paola. O "We Love Paola Oliveira". Poderão conferir o trabalho delas aqui: http://fcowelovepaolaoliveira.blogspot.com/ O pessoal do fã clube nos ajudou bastante! Obrigado gente!

Foto: Arquivo Paola Oliveira
Agradecemos MUITO a assessoria da Paola, por nos atender tão bem e facilitar a comunicação com ela.

E finalmente a Paola, que deixou-nos boquiabertos com sua simplicidade e bom humor nesse sonho de entrevista.


Você cat lover e fã da Paola, esperamos que tenha gostado de saber mais detalhes sobre particularidades dela, que nos prestigiou com revelações sobre seu afeto aos nossos queridos GATOS!

Deixe seu comentário aqui!


Abraços,
Laurence Esgalha - Tudo Gato



 
Não escondo de ninguém que sou APAIXONADO por História em Quadrinhos (HQ). Minha predileção no mundo artístico é assim... Tudo representado por figuras, com ou sem balões de fala, dentro de quadros que contam uma história.

Foto: Arquivo de Paulo Back
O entrevistado de hoje tem TUDO a ver com HQs e com GATOS!

Paulo Back! Roteirista e quadrinista dos Estúdios Maurício de Sousa. Isso mesmo! Aquele da Turma da Mônica que você sempre lê!

Um outro motivo para trazermos essa entrevista, é para comemorarmos o lançamento do livro MSP Novos 50. É o terceiro livro do projeto MSP 50, que começou em 2009, para homenagear os 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa e será uma das grandes atrações da Bienal do Livro que começa hoje no Rio!

O livro traz histórias de vários artistas representando, em seu próprio estilo, os personagens de Mauricio de Sousa nessa bela homenagem em forma de arte!

Além do mundo dos quadrinhos, Paulo Back é um artista completo! Mostra diariamente em redes sociais que tem grande afinidade com a música e outras formas de arte.

Agora, para ficarem fãs DE VERDADE do cara: Ele é um legítimo "Cat Lover" e defensor dos animais.

Confira a entrevista!


Tudo Gato: Paulo, tem pessoas que falam que "homem de verdade gosta é de cachorro"! Como um cara, roqueiro como você, começa a gostar de gatos?

Paulo Back: Não vejo porque. Gatos são independentes, caçadores, noturnos e mandões. Tem coisa mais roqueira do que essa?
Na verdade não sei de onde vem essa fábula de que homem gosta de cachorro e mulher de gato. É bobagem. Acho que a postura está mudando. Assim como na Europa e EUA, os gatos começam a tomar o lugar dos cães. Pessoas passam a viver em apartamento, não tem tanto tempo nem disponibilidade para agradar um bicho. Gatos se adaptam a esse tipo de vida. Cachorros necessitam de mais trabalho e atenção.


TG: Assim como você, muitos artistas e escritores preferem os gatos. Como é o caso de John Lennon, Laerte, Ferreira Gullar entre outros. Por que os artistas atribuem a preferência por gatos ao seu trabalho?

Paulo Back: Não sei... será a aura de mistério? Cachorros são esportistas, gatos são artistas. Acho que é por aí. Enquanto cães pedem atenção, o gato se contenta em ficar na mesa, olhando vc trabalhar, e de vez em quando dá um cabeçada ou tenta roubar o seu lápis.


TG: No twitter, nos disse que fazia roteiros para as histórias do Mingau, gatinho da Magali. Isso tem a ver com sua convivência com gatos? Faz histórias de outros personagens também?

Paulo Back: Sim. O Mingau é o 'gato' por excelência. Já sofria inspirações e aspirações dos gatos de casa. Mesmo quando tinha só um. Daí minha mulher, que adora gatos também, começou a trazer filhotes pra casa e hoje temos uma coleção de gatos. O temperamento do Mingau é o de um felino. Não é um personagem humanizado. Tanto que ele sabe o que a Magali diz, mas Magali 'tenta' adivinhar o seu diálogo. Acho que tudo que tem num gato, também está no Mingau, inclusive a teimosia e o exibicionismo.
Quanto aos outros personagens, sim. Temos que fazer historias de todos. Captar a essência e características de cada um. Alguns já vêm prontos, outros ajudamos a desenvolver, de acordo com a experiência de cada um. Mas tudo passa pela mão do Mauricio. Ele lê todos os roteiros, faz reuniões e assinala para onde devemos ir. Ele é o pai dos personagens.



TG: Nos disse também que já ilustrou diversas histórias. Conta pra gente como é isso nos Estúdios do Maurício de Sousa! Cada artista desenha um personagem ou há uma "rotatividade"? Quais histórias já ilustrou?

Paulo Back: Alguns sim, mas não foi um trabalho de ilustração como os desenhistas e arte finalistas fazem. Eu simplesmente dou uma capricada no desenho do roteiro, e de acordo com a aprovação do Mauricio, ele indica que o desenho deve pular a etapa final e ir direto para a cor. Ou seja, o desenho do roteiro é publicado do jeito original.
Uma que saiu do jeito que foi desenhada, foi a historinha 'O Lobisomem', que saiu ha poucos meses. Teve uma coloração nos moldes europeus e causou um certo burburinho por aí, ja que fugiu completamente do estilo da casa.
Mas outras têm também o meu desenho, na maioria dinossauros, bichos, heróis... que não sejam os personagens da casa, pois estes os desenhistas e arte finalistas é que dominam a técnica.


TG: Você tem personagens próprios?

Mingau boneco e Mingau 'real'.
Paulo Back: Tinha quando era criança. Hoje o mundo gira em cima dos personagens do Mauricio. Somos ( roteiristas ) as babás dos personagens do Mauricio. Responsabilidade grande.


TG: Você tem quantos gatos? Qual o nome deles?

Paulo Back: Vários... Some have gone and some remain. Yule, Ganesh, Vishnu, Krishna, Gaya, Kali, Brahma, Mina, Sabbat e Lune. Nos deixaram Wicca, Shiva, Samhein e Githa... ( minha esposa sempre coloca apelidos engraçados, então muitos a gente acaba nem chamando mais pelos nomes )


TG: Poderia relatar alguma situação muito engraçada que tenha vivido com seus bichanos?!

Paulo Back: Putz. São tantas. A maioria sempre acaba virando historinha do Mingau, como a hora da atacação. Saem correndo pela casa levando tudo junto. Tem os sustos. Teve um que levou uma picada de abelha no beiço, um que vomitou na cabeça do outro... Talvez a mais engraçada seja uma vez que estava sozinho em casa, tudo muito escuro e ouço uma voz tenebrosa me chamar... Pawwwllloooo.... Arrepiou os cabelinhos. Olhei para tras e não era fantasma nenhum... Era o Brahma, grunhindo porque ia vomitar. pawlllooooobrléeéé´...


TG: Várias vezes vemos manifestações suas a favor dos animais. Por que acha essa causa tão importante?

Paulo Back: São nossos vizinhos na terra. Dividimos o mesmo espaço. Merecem todo o nosso respeito. Não há porque tratar um animal como objeto ou algo criado para nos servir. Sentem frio, sede, fome... E principalmente dor. É cruel ver como os tratamos sem sensibilidade alguma.


TG: Finalizando! Manda uma mensagem para nossos leitores e seus novos fãs! Muito obrigado Paulo!


Paulo Back: Não deixem a crinança interior morrer nunca. Trabalhem como adultos, mas vivam como crianças.


Paulo Back é um cara extremamente carismático e nos deixou explodindo de felicidade ao aceitar nosso convite para esta entrevista.

Acompanhe o Paulo Back no twitter @pauloback

Esperamos que tenham gostado! Comentem aí!



Abraços a todos!
Laurence Esgalha



Muita gente admira artistas por se identificar com seu trabalho, claro, mas pouca gente sabe das paixões deles fora do mundo artístico. Ou seja, se você lê aqui curiosidades sobre gatos, é porque lhe interessa e, se gosta de uma personalidade e descobre que ela também admira os bichanos, aí você terá ainda mais motivos para acompanhar sua trajetória.

O que mais gosto nessas “celebridades” é sua facilidade em formar opiniões. Não sei se é simplesmente por supervalorizarmos quem está em evidência nas mídias, mas se eles chegaram onde estão, seja lá o que faça, é porque se esforçaram de alguma forma (a maioria pelo menos) e merecem certo crédito.

A entrevistada de hoje no Tudo Gato é a cantora Patricia Marx, que julgo uma dessas personalidades merecedoras da boa imagem que têm.

Não vamos falar do passado dela, que todos estão carecas de saber, mas sim de seu novo trabalho e paixão pelos animais.

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Tudo Gato: Patrícia Marx & Bruno E. é o novo projeto em que está envolvida. Numa recente apresentação sua num programa da TV Gazeta, você disse que é um disco que fala muito sobre ecologia e proteção dos animais. Essa intimidade com a natureza é algo que costuma cultivar há muito tempo?

Patricia Marx: Na verdade eu disse que esse disco se tratava de expressar a natureza externa como ecologia, meio ambiente e animais, e interna tal como nossa natureza interior, o cultivo do amor próprio e para com os outros, paz, harmonia e reconhecimento de que somos todos Seres de Luz e nosso dever em fazer somente o bem. E essa minha forte ligação com a natureza já vem desde pequena e cresce cada vez mais. Tanto que virei vegetariana há 12 anos. Não fazia sentido eu amar a natureza e os animais e comê-los. Para mim são todos iguais e merecedores do mesmo amor e compaixão.

TG: Conte mais alguma curiosidade desse seu novo trabalho!

Patricia Marx: Esse é um projeto especial que resolvi fazer com Bruno, meu marido e também produtor musical. Especial por ser diferente de tudo o que vínhamos fazendo na musica eletrônica desde então. A sonoridade é tranquila, acústica e simples. Também trabalhamos com o formato “canção” ao contrario do que propõe a musica eletrônica, que é minimalista e sem refrão. Queríamos voltar às raízes das musicas que eram feitas na década de 60 e 70 no Brasil principalmente. São 11 composições nossas, algumas com parceiros como Oswaldinho da Cuíca em “Carnaval de Ilusão”e também o nosso amigo nigeriano, radicado em Londres, XantonéBlacq em vocais, teclados e letras como “Three Short Stories”, “Minha Paz”e “You’reFree”. Fizemos também, uma regravação de “Passaredo”do Chico Buarque e Francis Hime por se tratar de uma música ligada à natureza e que fala sobre a relação do homem com os animais.

TG: Uma fonte segura me disse que você gosta de gatos! Você tem algum bichano em casa? Conte um pouquinho sobre eles e/ou outro animal que tenha em casa!

Patricia Marx: AMO!! Aliás, todos os animais!

Na verdade, minha mãe tem quatro gatos há muito tempo e eu nunca entendia o jeitão deles. Sempre achei que eles não estavam nem aí pra gente, rs! 

Até que um belo dia, fui sair com meus dois cachorros pra passear e quando abro a porta do meu prédio, lá estava ela do lado de fora. Uma gatinha linda, cinza, de olhinhos amarelos, com carinha de Persa olhando pra mim e miando. E eu soube depois, que ela já estava lá desde cedo parada na porta. Talvez estivesse perdida ou esperando por alguém. Enfim. Fiquei morrendo de dó, pois ela se esfregava na minha perna, me pedindo alguma coisa. 

Daí levei-a para a veterinária que sempre cuida dos meus bichos, para ver se doava pra alguém que gostasse e fosse cuidar bem dela. Mas ela estava com Rino-Traqueíte e haviam muitos gatos na clínica. E como essa doença é contagiosa somente de gato para gato, a Dra. Lúcia me perguntou se eu poderia ficar com ela provisoriamente em minha casa, dando os antibióticos que ela precisava para melhorar. 

Não tive dúvidas e me prontifiquei a cuidar, mesmo sabendo que a minha vira-lata não iria gostar nem um pouco de uma outra fêmea em casa. Foi um trabalhão, porque além de cuidar dela, ainda tinha que adaptar todos os animais juntos (uma vira-lata que resgatei da rua chamada Nina e um Yorkshire de 17 anos chamado Dizzie) em um apartamento.

Mas pedi ajuda a uma amiga que é adestradora da Cão Cidadão – a Patrícia Patatula e ela me deu várias dicas para melhor adaptá-los e foi uma aventura! rs

Por fim a gatinha foi melhorando, foi ficando bonitinha, os cachorros mais acostumados e eu não resisti...Fiquei com ela! 

Hoje a Yumi, nome que dei à ela, está linda, gordinha e muito brincalhona. É o xodó da casa. E eu passei a entender mais o jeito deles, que é muito diferente dos cachorros. Como diz o Bruno, meu marido, os cachorros são latinos e os gatos, saxônicos! rs

TG: Por que se identifica com eles? Acha que, de alguma forma, podem ajudar num “processo de criação”?

Patricia Marx: Passei a me identificar com eles pelo jeito reservado, misterioso e aquele famoso “só faço quando quero”rs

Acho que o que me ajuda a compor e criar, são todos os momentos de amor, carinho, brincadeira e descontração que eles nos dão. Posso estar nervosa ou mesmo ansiosa e elétrica

TG: Conte alguma situação interessante ou engraçada que presenciou com sua gata!

Patricia Marx: Ah, é sempre engraçado brincar com ela. Sempre dou boas risadas com a Yumi. Chega 6 horas da manhã, quando acordo meu filho para ir pra escola, ela quer comer e brincar muito. Então enquanto meu filho toma banho, eu fico brincando de pega-pega e esconde-esconde com ela pela casa. É o maior barato!!

TG: Acha que as ações/propostas do governo são suficientes para “salvar” o meio ambiente? As pessoas poderiam fazer algo diferente para contribuir com a natureza e os animais?

Patricia Marx: Claro que essas ações nunca serão suficientes, se todos nós enquanto indivíduos, não nos conscientizarmos das questões ÉTICAS com relação aos animais e ao meio ambiente. Eu muitas vezes dou uma de chata quando vejo alguém na rua com um saquinho plástico para recolher as fezes do animal. Eu acabo abordando a pessoa e falo sobre recolher com jornal, que desmancha e não agride o meio ambiente, que eu também tenho animais, etc, etc.

Infelizmente, as pessoas não pensam no coletivo, na rede que se interligam em nossas escolhas e ações. É tão simples... Será que é preguiça de pensar ou preguiça de mudar os velhos hábitos já não cabíveis a essa nova era da contenção do desperdício?

A alimentação com base na carne também é uma ação que muitos ainda não têm ideia do grande impacto que isso gera no planeta, na nossa saúde, na vida dos animais de abate e pela sociedade em si. Pois a metade da produção de alimentos é destinada à ração para animais de abate. E a carne desses animais é acessível a uma pequena parcela da população humana. Se o consumo de carne fosse abolido, e as safras de grãos e hortaliças antes destinadas aos animais fossem repassadas para as pessoas, o problema da fome mundial estaria solucionado, a preços mais baixos e com menos impacto ambiental, social e para a saúde humana.

Isso sem contar com o sofrimento de milhões de animais que são explorados pelo homem de forma inaceitável e numa escala insustentável. Animais que levam uma vida de sofrimento, medo e privação nas fazendas de abate. O holocausto para eles nunca acaba.


TG: Deixe uma mensagem para os seus fãs que acompanham a entrevista no Tudo Gato!

Patricia Marx: Gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui, falando dos animais e pelos animais também. Creio que a informação muda conceitos, influencia as pessoas e eu que sou um canal de comunicação, procuro sempre fazer pensar. Por isso agradeço muito pela atenção de todos vocês e que possamos assim, fazer de cada ação, cada escolha nossa, sempre a melhor para o Todo!
Também estarei mensalmente escrevendo na coluna do ANDA – Agência de Notícias dos Direitos Animais - http://www.anda.jor.br/2010/09/09/carceres-amorosos/



O novo trabalho de Patrícia Marx resgata o samba-jazz e afro-samba dos anos 60 e 70 com lindas levadas de violão e a bela voz da cantora. Recomendo!
Visite os links a seguir para ficar sempre por dentro do que está acontecendo na vida da Patricia!

www.myspace.com/patriciamarx
www.patricia-marx.blogspot.com
www.patriciamarx.com.br
www.facebook.com/patriciamarx

Grande abraço a todos!
Lauesg



10 de set. de 2010

TG Entrevista a cantora Pitty

Pelo jeito os gatos se perecem mesmo com quem os admira. Mais uma “rebelde” será entrevistada hoje pelo Tudo Gato. A cantora Pitty!

Destaque nacional dês de 2003 com a música “Admirável Chip Novo”, Pitty (e sua banda) coleciona merecidos méritos no cenário musical brasileiro. Já ganhou várias estatuetas do VMB, tocou no “Rock in Rio Lisboa”, DVD Musical entre os mais vendidos do país no período de lançamento, etc.

Pra quem curte um bom Rock, Pitty é sempre uma excelente opção!

Vamos lá!


Tudo Gato: Pitty, você associa, assim como algumas pessoas, os gatos como seres que têm ligação com “um outro universo” e podem “ver” coisas que não vemos? Ou acha que são apenas bichinhos carinhosos de personalidade forte?

Pitty: Acho que são mais sensíveis do que outros bicho; pela própria natureza misteriosa, introspectiva, libertária. Eles prestam mais atenção do que dão atenção. Isso não significa que não sejam carinhosos e solidários; meus gatos sentem de longe quando estou triste e nesses dias eles se esfregam em mim mais do que o normal. Personalidade forte sempre, o que eu acho muito bom.


TG: Por que gosta de gatos?

Pitty: Porque me vejo neles, porque os entendo. Sou igualzinha: adoro gente, mas preciso ser conquistada. E preciso que respeitem meus limites e estados de espírito. Posso num dia ronronar pra você e querer deitar no seu colo; e no outro simplesmente querer ficar na minha olhando pela janela. Não faço festa pra ninguém a toa a não ser que a identificação seja imediata, e nisso quem manda é a intuição e o instinto. Quando amo, amo muito e totalmente; e sou dengosa e preguiçosa. Durmo de dia e viro uma espoleta a noite. Acho que existe "gente-cachorro" e "gente-gato". E com os gatos parece que encontrei minha galera, minha turma.

TG: Quantos gatos tem? Poderia falar algo sobre eles?

Pitty: Tenho três: o Chaplin, a Billie e a Nêga.

Chaplin é o machinho da casa, e ele sabe disso. Tira a maior onda de "homem do pedaço", é metido a beça. Ele nasceu em casa mesmo, é filho de uma gata que eu tinha antes, a Frida. Peludão, charmoso e com uma manchinha preta acima da boca no formato do bigode chapliniano, daí o nome. Ele tem o olhar muito sério e profundo, e eu sei que ele olha daquele jeito e me lê inteira. É caçador e não pode ver um bichinho voando que fica doido, escalando paredes e móveis.

A Billie é a caçula e foi parar lá em casa por intermédio de uma amiga que a adotou pra mim depois que a Frida morreu. Não pensava em ter outra gata tão cedo, mas a Billie me derreteu no primeiro minuto. Ela é gatinha-amor, muuuito dengosa e carinhosa. Você passa e ela simplesmente se JOGA no chão de barriga pra cima- é impossível não parar e dar uma coçadinha. Mal você encosta a mão e ela já liga o motorzinho do ronron. Gosto especialmente do cheirinho do pescoço dela, logo abaixo da orelha. Cheiro muito ali e mordo a barriga; ela me morde de volta e nunca machuca.

A Nêga foi originalmente batizada de Gracie Jones, porque ela é toda preta e eu queria o nome de uma negona foda. Mas não pegou, e virou só Nêga mesmo. Quando a adotei ela era uma tripinha e tinha sido muito judiada, e até hoje é meio assustadinha com quem não conhece. Chega visita, ela corre pra debaixo do sofá e só sai quando se sente segura. É muito carinhosa e carente, e é a única que mia de verdade. Um miado-lamento, um pedido de "me ame". Ela é muito apegada comigo e é a única que dá beijinho: eu chego o rosto perto dela e ela encosta o nariz no meu repetidas vezes. Adora um colo e uma coçadinha no queixo. Todos são vira-lata, e a Billie é sialata vesguinha.

TG: Polêmica... Recentemente você e mais quatro artistas montaram, cada um, uma playlist no “Sonora” do portal Terra, nas quais a mais votada premiaria uma ONG para receber o prêmio de 75mil Reais. Na ocasião a sua foi a mais votada e, a ONG que indicou ajudaria gatos abandonados.
Sofreu alguma crítica por indicar uma entidade que beneficia animais e não pessoas? Por que fez essa escolha?

Pitty: Alguém comentou isso, mas a escolha era minha e era livre. E sempre vai ter alguém pra achar que você devia ter feito diferente. Não me importo. Fiz essa escolha porque conheço o trabalho da Adote Um Gatinho e sei o quanto eles precisam de ajuda, e porque pra mim animais precisam tanto de auxílio quanto gente. Pra te falar a verdade, tenho muito mais pena de bicho do que de pessoas. Pessoas ainda podem se virar e se comunicam de alguma forma; bicho não fala. E tem ONG pra ajudar todo mundo; bicho, gente, criança, velho. Uma coisa não exclui a outra, e se eu puder fazer algo em prol de todos será ótimo. Cada um na sua hora, no seu tempo, de acordo com a oportunidade.


TG: Fale um pouco para nós sobre as ONGs que gosta de ajudar!

Pitty: Todas as que sejam sérias e que estejam dentro das minhas possibilidades. De bicho, de gente, de tudo.

TG: Tem alguma história interessante envolvendo bichos em seu show ou nos bastidores?

Pitty: Nessas de beira de estrada sempre tem uns bichinhos abandonados. Uma vez tinha um cachorrinho muito fofo e faminto. Dei comida e ele ficou me seguindo pra lá e pra cá; me seguiu até o bibocasônibus. Quase levei ele comigo, tive que me controlar muito para não fazê-lo porque não teria como cuidar dele. Não dá pra ter cachorro com a vida que levo; viajo muito e eles precisam de mais tempo e atenção, e além disso moro em apartamento. Sempre aparece um bichinho pela estrada, e eu fico me segurando pra não carregar todos. Quando era criança tinha essa mania, não podia ver na rua que levava pra casa. Uma vez levei quatro gatinhos recém-nascidos e minha mãe ficou louca. A gata-mãe tinha morrido e eles estavam abandonados numa churrascaria perto de casa. Não pensei duas vezes: fiz uma caminha no quartinho de empregada e cuidei deles, dando leite na mamadeira chuquinha do meu irmão que também era bebê na época.


TG: Poderia deixar um recado para os seus (nossos) leitores amantes dos animais?

Pitty: Um beijo grande a todos, e que a gente aprenda cada vez mais com os bichos; porque se depender dos humanos o mundo vai pras cucuias. Uma cheirinho no focinho de cada um de vocês.
 

Pitty é super atenciosa com os fãs e dedica parte de seu tempo nas redes sociais interagindo com a galera!

Foi muito bacana receber um “sim” dela por essa entrevista que, garante a nós e a seu público, saber um pouquinho mais de sua vida fora dos palcos, alguns pensamentos e carinho com os animais.

Visite o site www.pitty.com.br e siga os perfis dela na web!

Abraços a todos!
Lauesg



Hoje a entrevista do Tudo Gato é com uma pessoa bastante famosa no mundo dos blogs e “bonequeiros”. O Tio .faso do .Marcamaria (Fábio Sousa).
Quem acompanha seus blogs e twitter logo percebe que é um cara de personalidade forte e com opinião muito bem formada sobre os assuntos, mas tem um coração que não cabe dentro do corpo (por isso ele é bem grandão! XD)

Uma definição segundo ele mesmo: “empresário-bonequeiro, nerd, pai de uma avó que só usa verde e Gulliver dos mini-mis liliputianos. É fundador da bonecaria .marcamaria e sonhador em tempo integral.”

Fiz um post sobre ele há um ano (Maio do ano passado), e para não deixar o post morrer, confira este link e conheça um pouco mais sobre o lindo trabalho dele.

Tudo Gato: Tio .faso, Quando começou a perceber sua preferência por gatos?

Tio .faso: Essa resposta vai surpreender muita gente: só percebi que ADORO gatos esse ano! Como assim!? Deixe-me explicar.

Minha caríssima irmã sempre foi uma “gatófila” (existe isso?). Ela adora gatos e sempre que possível compra coisas com gatos estampados, ajuda ONGs de gatos (e cachorrinhos também) e tudo que gira em torno do mundo felino. Analisando o meu passado, eu sempre convivi com gatos mas nunca dei muita bola para eles – os tratava bem, mas não me descabelava por eles.

Há mais ou menos sete anos compramos uma gatinha Siamesa/Himalaia (a Thina). Como ela estava muito sozinha adotamos em uma ONG aqui de São Paulo a gata-vaquinha Mica. Foi a partir desse momento que eu comecei a me preocupar com os felinos e oferecer a minha cama como puleiro de gato. Nesse ínterim minha mãe ganhou um cachorro (o Luke – um shitzu) e adotamos a doida da Suse (uma lhasa muito doce). Então passei a conviver com quatro bichinhos em tempo integral. “Espere! Mas como você só descobriu que adora gatos agora, sendo que tem gatinhos há mais de 7 anos?” – é aí que surge a minha Pipoca.

Em uma bela tarde de sábado fui lavar o meu carro. Por ter muita gente fazendo o mesmo, estava demorando muito. Ao olhar pelo retrovisor vi alguns homens procurando algo. Ao averiguar, descobri que um gato tinha “estava escondido e saiu de dentro de um carro quando o motorista abriu a porta”. Eu fiquei hiper mega preocupado em pegar o gatinho e levar para uma veterinária que havia ali perto. Quando consegui pegar o bichinho, pensei que não deveria deixar ela para outra pessoa e sim ficar comigo. É aí que eu descobri que era uma gatinha rajadinha, a qual batizei de Pipoca.

O “adorar gatos” foi conseqüência dos meus atos. Como no começo ela estava com muito medo e só ficava embaixo da cama, passei a dormir no chão para ela se acostumar comigo. Fiquei um mês e meio dormindo em um colchonete. Levantei minha cama para colocar a caixinha de areia – fiz uma “área da Pipoca” para ela.

Por mais que eu sempre convivi com todos esses bichos, foi a partir da Pipoca que eu me senti totalmente responsável por um – transformando-a na minha filha.

Eu adoro qualquer bichinho, tanto que sou do tipo que para o caro enviesado no meio de uma rua para um cachorrinho atravessar e não ser atropelado, mas eu não tenho perfil para ter um cachorro só meu. Um gato tem a independência necessária para ficar aonde quiser e surgir na minha frente, sobre o meu caderno, meio que dizendo: “oi! Esquece de tudo que eu cheguei”.


TG: Já aprendeu alguma coisa MUITO bacana com eles? Por que eles são especiais pra você?

Tio .faso: Até twittei um pensamento sobre os gatos: “Cachorros são frases ser ponto ou vírgula. Gatos são reticências, interrogações e pontos finais” – quem não gosta de gatos nunca vai entender essa frase.

TG: Por puro acaso, os entrevistados do Tudo Gato geralmente têm sido homens. O que acaba mostrando que não é uma preferência exclusivamente feminina. Por outro lado, há também o fato de haverem muitos homossexuais no meio gateiro e isso acaba tachando os muitos dessa forma.
Sendo você um gateiro e bonequeiro (costureiro), já sofreu algum tipo de “confusão” como essa? O que pensa sobre esses estereotipos? (nada contra homossexuais em galera).


Tio .faso: Já ouvi que homem que tem gato tende a ser homossexual. Meu deus! Como ter um bicho vai definir se você ama pessoas do mesmo sexo? Eu poderia ser homossexual e ter um cachorro, um porquinho, um elefante ou um dinossauro. O importante é você ser feliz consigo e amar muito o seu bichinho.

Se alguém já me tachou por isso? Nunca fui inquirido a respeito, mas não ligo não. Os gatos me tem e é isso que é relevante! X)

TG: Alguma situação engraçada que tenha presenciado com seus gatos?

Tio .faso: É coisa de gato: sua eterna mania de querer entrar em caixas. Uma das gatas queria entrar dentro de uma caixa de barrinhas de cereal... aquelas que vem com cinco unidades. Mal cabia a pata dela dentro e ela insistia em adentrar na caixinha.

TG: Você tem quantos bichanos? Quais os nomes?

Tio .faso: Três gatas. Thyna (Siamesa/Himalaia) que é toda delicada, a Mica (gata-vaquinha) que é doida e acha que é gente (quando comemos é preciso colocar um banquinho para ela ficar sentada à mesa) e a Pipoca (rajada) que é a caçula da turma e não tem um pingo de juízo atrás daquele focinho. Fora os dois cachorrinhos (Luke e Suse).

TG: Criou há um tempo o gato Froid. Esse personagem das histórias da Vovólima foi pensado simplesmente porque gosta dos bichanos ou acha que ele tem “algo a mais” para ensinar às pessoas que te acompanham?

Tio .faso: Quando criei o Froid eu só tinha as duas gatas (Thyna e Mica) e pude observar como um gato agia. Achei que seria legal colocar um gato na história para demonstrar como eles são criaturas profundas e enigmáticas, rompendo com aquele esteriótipo bobo que gato não liga pro dono. Escolhi um gato preto justamente pelo estigma que esse felino carrega.

TG: O nome dele foi inspirado em alguém? Há planos futuros para o Froid e a turminha da Vovólima?


Tio .faso: Como a própria brincadeira com o nome demonstra, o “Froid” surgiu do nome do psicanalista “Freud”. A idéia era mostrar gatos não são apenas bichos. São seres como nós (uma espécie de psicanálise às avessas).

Após um ano sem publicar nada, retomei novamente as estórias da Vovólima. Mais e mais contos sobre a relação dela com sua netinha serão escritos. Além disso, vou deixar o Froid seguir uma carreira solo. E finalmente vou lançar bonequinhos de todo mundo! XD


TG: Encerrando... Poderia deixar um recado ou frase pro pessoal que acompanha o Tudo Gato?!

Tio .faso: “Nunca desista dos seus sonhos” é o meu mantra e meu norte. É o que me faz seguir em frente e acreditar que tudo é possível, basta acreditar em si mesmo.



Agradecemos demais o carinho do Tio .faso ao aceitar dar essa entrevista ao TG e nos prestigiar com seu trabalho tão bonito! E além de tudo, ainda fez uma ilustra dedicada ao Tudo Gato!!!


Não deixe de conhecer o blog marcamaria.com/ e se esbaldar com tanta coisa bonita e edificante!

Abraços a todos!
Lauesg



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