Foto: Sofi Gamache
Gato: Bom dia, meu nome é Frederico e eu sou um gato arranhador.

Coro: Bom dia, Frederico.

Gato: Eu quero compartilhar com vocês a minha experiência de vida, e vocês vão entender porque eu me tornei um gato arranhador. Eu não gostaria de ser chamado de gato arranhador, na verdade ninguém gosta, só aqueles gatos metidos a lutadores ninjas que...

Coro: blergh

Gato: ...é amigos, desses a gente nem comenta. O meu nome é Frederico porque a minha mãe, e não minha humana, me batizou com esse nome. Eu sou um gatão, bonito e forte, e esse é o meu nome. A minha humana insiste em me chamar de Floco de Neve. Primeiro, eu nunca vi neve e, até pouco tempo atrás, nem sabia o que era, segundo, eu sou preto, não sou branco. Quando eu era jovenzinho, no auge das minhas brincadeiras, a minha humana insistia em me deixar no colo, e queria que eu ficasse dormindo. Eu queria brincar, mas ela não entendia. Depois a minha humana começou a me entender e até cumpria as minhas ordens: café da manhã, almoço, janta e lanches nos horários certos, ou eu arranhava as suas canelas; banheiro limpo, ou eu defecava e urinava fora do banheiro.

Coro: ohhhhhhhhh!

Gatinho no fundo da platéia: Que coisa feia!

Gato: Eu sei amigos, e eu também me envergonho. Mas vocês sabem como as nossas almofadinhas fedem depois de entrar naquela caixa suja. Ela acabou se adequando ao meu sistema e eu já não precisava arranhá-la tanto. Até que um dia ela me levou em uma espécie de caixa plástica para visitar outro humano, que também me chamava de Floco de Neve, aliás, pior, Floquinho. Nesse humano eu fui violentado, tive minha barriga apertada, ele abriu minha boca e colocou aquela mão imunda na minha gengiva, nas minhas orelhas. Deu-me um pedacinho de alimento amarguíssimo e, enquanto outro humano fedido a cachorro me segurava, ele deixou que abelhas malditas me picassem as costas e o pescoço. Eu fiquei indignado e não contei conversa, arranhei pela primeira vez outro humano que não a minha. Esse humano fingiu um sorriso amarelo e disse “esse Floquinho não gosta de vermífugo, vacina ou de coletar sangue, heim? Menino mau”.

Coro: tsc tsc tsc.

Gatinho no fundo da platéia: Isso pra mim já é frescura.

Gato: Eu não sou mau. E o pior ainda está por vir. A minha humana saiu, foi embora, e me deixou naquele centro de tortura. Em seguida eles me pegaram e me sujeitaram a um banho de chuva forçado, com essências fortíssimas que me deixaram confuso. De repente eu estava coberto de bolhas de saliva com odores insuportáveis e, por mais que eu chamasse, ninguém parecia me ouvir. Então, novamente eu arranhei outro humano maldito. Esse foi mais esperto e me soltou. Eu me escondi no canto daquela caixa gigante e comecei a tirar do meu corpo toda aquela meleca, para me secar. Então vieram três humanos, cada um me segurou por um lugar e então eles prenderam as minhas unhas com uma espécie de fita branca, como quatro luvas que me impediam de arranhar. Os três continuaram me segurando, me forçando ficar naquela chuva, depois me levaram a uma mesa com um vento muito forte e barulhento, que, de tão quente, queimou os meus bigodes.

Coro: ohhhhh, pobrezinho... snif.

Gatinho no fundo da platéia: Adoro banhos em salões de beleza.

Gato: (engasgo) pois é, amigos. Depois que eu estava seco, todo arrepiado, com um cheiro horrível, longe de ser o meu, eles me colocaram em uma prisão, ao lado de cães fedidos e burros. E, ali eu fiquei, esperando a morte. Eu fechava os olhos e via: Aqui jaz Frederico, um gato que nunca foi chamado pelo seu nome correto e sofreu ataque de abelhas, tempestade e tufões no dia da sua morte. Acreditem amigos, depois de ter perdido todas as esperanças, a minha humana chegou sorridente e me levou para casa. Eu nunca fiquei tão feliz e grato. Fui contando para ela tudo que aconteceu no caminho, e ela dizia “Foi mesmo Floquinho? Estava com saudades? Tá tão cheiroso, não é Floquinho? Semana que vem tem mais”.

Coro: .... O.o

Gato: Desde então, gente, eu tenho afiado minhas garras todos os dias. Podem até me levar para a tempestade novamente, mas eu não cederei com facilidade. Envergonho-me em dizer que tenho feito uso diário de catnip para esquecer-me dos problemas. Até o Trajano, o meu rato arquiinimigo/amigo, tem estranhado o meu comportamento. Essa foto que eu trouxe foi tirada por uma gata que estava na mesma situação que eu, lá na prisão. Ela me enviou pelo e-correio felino há poucos dias, e eu compartilho com vocês todo o meu humor.


(choro na platéia)

Gatinho no fundo da platéia: Por causa de tipos como esse os gatos ficam mal falados, olha a cara dele.

Gato: (debulhando-se em lágrimas) sei que não há muita esperança, a não ser ficar preparado para a próxima. Ouvi dizer, inclusive, que tem por aí uma humana escrevendo histórias sobre essas sessões de tortura e chamando de Consulta Engraçada. A minha humana me disse que em breve a visitaremos, e ela vai ver o que é engraçado quando me conhecer pessoalmente!

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Quem vai visitar a Pet South América? Recomendo a todos os moradores de São Paulo ou os que estarão por lá na mesma época, de 18-20 de Outubro. Na próxima sexta-feira (14/10/11) eu vou falar um pouco sobre os expositores e os congressos, o que espero encontrar por lá, o que não deve deixar de ser visitado. Para os que não vão, resta acompanhar os artigos sobre o evento, que somente o Tudo Gato vai trazer para vocês, com tudo em novidades para nossos rebentos.

Até mais, gente.

Alice Ribeiro
diarioveterinaria.blogspot.com
twitter: @alicevet



Nem tudo são flores na vida do veterinário e atendimento emergencial pode ser sempre o mais engraçado como o mais trágico. Todas as vezes que uma emergência me liga, eu fico quieta, em um momento de reflexão, pensando o que vem por aí. Como tudo acontece comigo, pode entrar um cliente maluco ou um gato alucinado, mas nunca eu pensei que poderia um dia levar de dentro da minha própria casa o motivo da minha vergonha maior para um atendimento. Vejam a história a seguir:

Ontem eu fiz um atendimento que, com certeza, vai me marcar para o resto da vida profissional. Era emergência? Sim.. De gato? Óbvio... Gordo? Mas é claro...

Esse era o Felpudo, chefe de uma quadrilha felina que envolvia outros quatro gatos, e pesava exatos 9,8 kg de mimos.

Na noite passada o felino em questão quebrou um vaso, cortou a pata e sangrou pela casa inteira.

Um adendo especial nesse atendimento, ao me ver me arrumar para a emergência, o digníssimo esposo logo se prontificou: Quer que eu vá contigo?

Eu estranhei tamanha bondade e logo pensei: ou está com ciúmes, ou sem sono.

Nada comentei, afinal, poderia afugentar o prince charming que me acompanharia.
Após 20 minutos da ligação recebida, exatamente às 23:20, chega a proprietária esbaforida:

- Bom dia doutora... ops!
Eu respondo: Ainda não senhora, mas daqui a algumas horas!

Ela sorri e entra consultório adentro.

Ao ver o digníssimo, o dona do gato logo diz: Vixe, doutora, achei que estivesse sozinha, vim bem à vontade.

A senhora vestia uma camisola mais curta que meu salário, carregando o gato com cara de susto, dedos abertos e uma pata toda suja de sangue. Atrás vinha sua filha, suando e respirando com dificuldade.

- Não tem problemas, senhora, vamos ver o que temos aqui.

A hemorragia já havia estancado e após limpar a lesão com água oxigenada eu localizei corte em questão. Tive um pouco de dificuldade, era minúsculo e estava compromentendo apenas pele.

Realizei tricotomia ao redor e passei uma pomada com antibiótico.


Enquanto isso a mãe dizia: Minha filha, segure um pouco o Felpudo.

Ela respondia: Não mãe, você não fala para todo mundo que carregou esse gato na barriga nove meses? Então agora segure a senhora. É verdade doutora, ela fala isso para todo mundo. O gato não pode ter nada que ela fica maluca. Eu estou aqui, com febre, acabei de tomar a vacina contra H1N1 e .... olha aqui, doutora, estou suando. Esse gato faz o que quer, ele entra no meu carro e mija no painel e...

Nesse momento o meu marido fez um comentário do tipo daqueles que precederam acontecimentos históricos importantes como, por exemplo, a Segunda Guerra Mundial... "Se fosse meu gato eu dava um tiro".

Eu quis entrar no minúsculo corte na pata do gato de tanta vergonha.. comecei a rir como uma abestalhada:

"Como assim um tiro... ahaha, você está hilário essa noite!" E lhe lancei um olhar mortal que toda mulher sabe fazer e congela o peito de qualquer homem... Mas ele não olhava para mim.

"Um gato mijar no painel do meu carro?? Tomava um tiro".

A proprietária sorriu e eu acrescentei: Dava tiro nada, vocês sabem porque que eu tenho 6 gatos? Ele quem os pegou na rua, os gatos fazem o que querem com ele...

Não satisfeito ele completou: "Mijo de gato fede demais".

E eu aproveitei: Fede, fede mesmo, mas você não liga quando os seis dormem com você... ahaha, ele adora gatos.

Claro que os únicos 4 gatos que temos não dormem com ele, mas ele entendeu na hora.

"Sim, sim, ehehe adoro gatos... por mim criava mais... Mas esse Felpudo é lindo mesmo".

A proprietária voltou a sorrir e abraçar seu felino enquanto meu digníssimo o enchia de elogios.

Ao final do atendimento, ela agradeceu, pediu para ver minha tatuagem de gato e eu logo acrescentei que o digníssimo também possuía uma, de tanto amá-los, mas estava por baixo da roupa.

Ela saiu feliz, eu saí feliz e o único que não estará feliz, pelo menos por várias noites, será o meu acompanhante especial.

Colegas veterinárias: nunca levem seus maridos para um atendimentos a não ser que seja muito necessário ou se os mesmos forem mudos.

Esse artigo foi baseado em uma publicação original do Blog www.diarioveterinaria.blogspot.com




Era Sexta-feira da Paixão e eu estava iniciando a minha vida de mestre cuca. Nada melhor do que preparar um delicioso bacalhau e levar na casa da sogra, até para fazer a média com a família. “Meu filho está tão magrinho... será que ele anda comendo bem?” Aposto que todas as noras já ouviram isso.

Eu preparei um bacalhau ao molho branco com pimentão vermelho, verde, amarelo e batatas. Assim que coloquei no forno, ansiosa e faminta, eu recebi uma ligação no celular de emergência. Claro que não poderia ser diferente, todos os seres dessa profissão já têm um lugarzinho reservado no céu. E não é porque somos bonzinhos e apaixonados pelos animais, mas por situações como essa. Pedi perdão a Deus pelas palavras proferidas antes de atender a ligação e ouvi:

- Alô, doutora Alice, eu preciso muito da senhora, alguém espancou a minha gata, ela está sofrendo muito.

Sim, eu vou para o céu. Seguimos para a clínica.

Ao chegar no atendimento a dona Amélia entrava com a Princesa. A gata estava enrolanda em um pano e muito tranquila.

Dona Amélia disse que a Princesa já estava mais calma, tinha recebido uma massagem em casa e até comeu, e começou a narrar a história:

- Doutora Alice, a Princesa fez seis meses e finalmente estava mais entrosada com as pessoas na casa. Parou de me evitar, pedia carinho o tempo todo, acho que ela me reconheceu como sua mãe. Ela é um amor e eu até me arrependi de todas as vezes que briguei com ela por arranhar o sofá e o pé da mesa. Ela estava dormindo comigo, fez amizade até com o Tupã, o boxer. Mas eu acho doutora Alice que esse amor excessivo aborreceu o meu vizinho. Tenho certeza que ela foi na casa dele e pediu carinho. Eu não gosto desse vizinho, na verdade eu não vi nada, mas hoje pela manhã, doutora Alice, ela começou a se contorcer e a gritar. Eu fiquei muito assustada, coloquei gelo nas costas dela e ela não gostou. Tive que pedir para o meu filho segurar e fui massageando até ela se acalmar. Depois ela passou a gritar por socorro onde quer que eu fosse, quando eu parava, ela se enroscava nas minhas pernas e caía no chão, rolando de dor e desespero, o que me deixou aflita. Doutora Alice, eu sei que não devo encarar tudo como o último suspiro mas sinto que ela está se despedindo de mim, aposto que aquele vizinho deu uma paulada nas costas dela porque não é possível que um gato se contorça tanto. Pelo amor de Deus, cura a minha gatinha, eu nunca tive gatas, a senhora sabe, e eu não aguento mais vê-la chorando assim.

Ao desenrolar a Princesa, ela fez logo amizade comigo, pedindo carinho e miando.

- OLHA DOUTORA ALICE, ela reconheceu a senhora como alguém que vai ajudá-la.

A gata estava com a cauda levantada, miando e rolando pela mesa de atendimento. Eu calcei uma luva, peguei um cotonete, umideci com solução fisiológica, inseri na vulva da gata, levemente, girei nos dois sentidos durante um minuto. A gata miou, olhou para trás, lambeu os beiços e deitou na mesa.

- O que foi isso, doutora Alice?

- Pronto, sua gata ovulou. Ela estava no cio. Ela não sofreu pancada ou chorava de dor, ela chamava algum macho. O cio das fêmeas se encerra depois que elas ovulam e as gatas ovulam durante a cópula, por estimulação do pênis do gato.

A dona Amélia não podia acreditar no que ela ouvia, me fez milhares de perguntas e agendamos a castração.
Na hora de pagar a conta, a dona Amélia chiou mais que pneu de caminhão.

“Que isso doutora Alice, tudo isso por uma consulta emergencial só porque é feriado? A senhora não gastou nada, um cotonete custa no máximo cinco centavos.”

“Dona Amélia, leia a conta assim:
- Cotonete R$ 0,05
- Saber o que fazer com o cotonete e onde colocar R$ 99,95
- Sossego do proprietário e seus vizinhos: não tem preço.”

Fui para casa, terminei o bacalhau, cheguei quatro horas da tarde para o almoço, todos já haviam comido e ninguém provou o melhor bacalhau do mundo.


Alice Ribeiro
diarioveterinaria.blogspot.com
twitter: @alicevet





Gatos, cães e crianças nos colocam em situações difíceis. As crianças sempre sabem o que falar para deixar seus pais envergonhados, os cães nunca mancam ou tossem durante a consulta, deixando seus proprietários com fama de mentirosos e os gatos... ah, os gatos não se comportam como o esperado, NUNCA.

Eu fui trabalhar às 8:00 h como de costume, abri os cadeados, a porta, desliguei o alarme e entrei no consultório. Fiquei petrificada com a cena que eu vi. O monitor estava rachado, havia álcool iodado pelas paredes, uma cadeira no chão, a agenda cheia de papeis espalhados pela mesa, tinham gotas de sangue para todo lado, as gavetas abertas com seringas de 1, 3, 5 e 10ml pelo chão. Era segunda-feira e o plantão anterior havia sido da minha sócia, para a qual eu liguei imediatamente.

- Alô, Renata, acho que entraram na clínica, o consultório está um pandemônio!

- Relaxa, Alice, deixa eu te contar. Eu atendi um gato.

Eram 20:30 h e o telefone de emergência tocou. Era a dona do Anjinho, aquele gato SRD preto e branco, sabe? Ele estava sem comer há mais de 24 horas e muito inapetente. Sem brincar, sem beber água, sem se cuidar, apenas no canto, quieto.


Eu disse que poderia atender, que iria para a clínica imediatamente, afinal de contas, 24 horas sem comer não é bom para gatos.


Ao chegar à clínica ela já estava na porta, com o Anjinho dentro da caixa de transporte. Nem parecia que havia um gato ali dentro. Entramos no consultório e a proprietária fez menção de abrir a caixinha, quando eu falei:


- Calma, senhora, me deixa fechar as portas e janelas, isso é um gato.


- Eu sei, Dra Renata. Mas ele é comportado, não sai do meu colo, fica tranquila.


- Tudo bem, mas me deixa fechar, eu sei o que eu estou fazendo.


Alice, depois de fechar tudo então eu estava na minha mesa, digitando o histórico e a proprietária levou a caixa até a mesa de atendimento e abriu.


Eu não sei como te explicar, mas parecia lançamento de foguete da NASA. O gato saiu da caixa aos berros, pulou na minha mesa, derrubou o monitor e me olhou com cara de assassino. Eu subi na cadeira que, sendo de rodinhas, não consegui me equilibrar, caindo por cima da mesa e derrubando a agenda no chão. A proprietária gritava “Anjinho, Anjinho” e eu pensava “Anjinho o caramba”.


Ele decolou pelas janelas, tentando sair, e eu fiquei no canto mais canto da sala. A proprietária tentava pega-lo pelo rabo e eu falei “Assim nãããoooo” enquanto o Anjinho virava e arrancava bifes das mãos dela.


Ele então se lançou em direção aos gaveteiros e ao tentar subir abriu a gaveta das seringas, espalhando tudo pelo chão. Dali ele pulou no carrinho de enfermagem, fazendo essa pintura de álcool iodado que você está vendo aí. Então eu sai devagarzinho até o Banho e Tosa e peguei uma toalha.


Quando eu voltei a proprietária estava sentada na cadeira e o gato estava fora de vista.


- Ué, cadê o Anjinho?


Ela olhou para cima e ele estava pendurado no ventilador de teto.


Alice, depois de muito sacrifício eu consegui fazer com que ele pulasse para o basculante, sem ligar o ventilador, é claro, mesmo sabendo que assim seria muito mais fácil, entretanto outras lesões seriam tratadas no final. E do basculante ele pulou gentilmente na cabeça da proprietária, onde eu joguei a toalha e peguei o Anjinho.


Na mesa de atendimento ele nem parecia aquele felino selvagem. Coletei as informações, mediquei e mandei para casa. Ah, só para avisar, o mandei voltar hoje às 8:30 h. BOA SORTE!

Eu comecei a arrumar as coisas, chegou a Sra. mãe do Anjinho, com band-aid até na testa, dizendo:

- Bom dia Dra Alice, hoje o Anjinho está bem melhor.

Eu respirei fundo e disse: É? Que coisa boa. Então vamos lá coletar sangue.

Deixa essa coleta para outro artigo, me diz aí Bea, isso é história para Dia da Veterinária ou para o Foco Felino Selvagem?

Feliz dia dos Namorados atrasado a todas as mamães e papais dos Anjinhos.

Alice Albuquerque
diarioveterinaria.blogspot.com
twitter @alicevet



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