Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão


Esta é uma questão que aflige aqueles que convivem com gatos e que pretendem viajar nas festas de fim de ano, mas ficam em dúvida sobre se devem, ou não, levar seu bichano junto.




Gatos não são como os cães, que se adaptam mais rapidamente a ambientes diferentes, especialmente se neles eles puderem brincar, cheirar e se divertir com outras pessoas e cães. Os gatos se sentem inseguros, a princípio, em locais desconhecidos, repletos de sons e cheiros diferentes, pois faz parte do comportamento deles conhecer e poder controlar totalmente o ambiente onde estão para, somente então, poderem relaxar e ficar à vontade. 


Assim, se possível, a melhor opção nas viagens da família seria deixar o gatinho em casa, no local onde ele já está totalmente familiarizado e habituado, desde que com os devidos cuidados para garantir o seu bem-estar.
Antes de qualquer coisa, é importante verificar como está a saúde do gato, principalmente se a viagem for longa. Para tanto, vale a pena fazer um checkup com o veterinário de confiança e ter certeza de que não há necessidade de nenhum tratamento antes das férias.

Mas, e quanto a ficar sozinho? Gatos, apesar de também desenvolverem fortes vínculos afetivos com os membros da família (quem tem gato, sabe!), são animais mais independentes do que os cães. Eles conseguem se adaptar melhor à casa vazia, sem que tal fato os deixe muito estressados.

Isso porque os felinos são caçadores solitários, que lutam pela sobrevivência individualmente, sem a necessidade da presença de um grupo para viverem bem. Por isso, a perspectiva de estar sozinho no ambiente não causa a eles grandes sobressaltos.   


Além das pessoas da família ou amigos, atualmente há excelentes profissionais denominados “cat sitters” (ou babá de gatos), que prestam serviços de cuidados a gatos na residência, durante a ausência dos tutores. O ideal é procurar indicação desse profissional, para averiguar suas credenciais, reputação e eficiência, além do conhecimento que tem com o manejo de felinos domésticos. 

Vale também solicitar que o profissional conheça os gatos antes do início dos serviços, para que os bichanos não estranhem totalmente uma pessoa nova dentro de seu território. 

Quem quer que seja a pessoas escolhida para cuidar do bichano, em cada visita, ela deve trocar toda a água e comida (lavando os potes previamente) e limpar as caixas de areia. O período máximo que se recomenda que sejam feitas essas visitas é dia sim, dia não, para garantir que tudo esteja bem com o gato e seus recursos essenciais, além de manter o ambiente limpo. 



Instrua a pessoa que cuidará do bichano a deixar bastante enriquecimento ambiental para ele, ou seja, atividades para ele desfrutar enquanto estiver sozinho.  Aqui, lembre de dispensadores de alimentos, brinquedinhos específicos para gatos, catnip nos arranhadores. Mas, deve-se ter cuidado para não deixar objetos lineares (fios, cordinhas etc.), para não haver risco de o gato se enrolar. 




Para bichanos sociáveis e já acostumados com a pessoa que cuidará deles, brincar, fazer carinho e jogar bolinha também é muito importante e apreciado pelos peludos. Assim, com todos esses cuidados, fica garantido que as férias serão bem desfrutadas por todos: bichano e família!

E para terminar, seu gato te ajuda a arrumar a mala também?






Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelos telefones (11) 3571-8138 (São Paulo) ou 4003-1410 (demais localidades). Acesse o nosso site: www.caocidadao.com.br.




Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Imagem: knowbetterpetfood.com
Sim, gatos são animais territorialistas. Entre os inúmeros mitos que envolvem a figura do fascinante felino doméstico, essa é uma afirmação que deve ser classificada como algo absolutamente verdadeiro.

Entender um pouco dos motivos que levam os gatos (e felinos em geral) a serem tão cuidadosos com o seu território, ajuda a decifrar algumas situações que podem se tornar um problema no cotidiano daqueles que convivem com gatos. 

Felinos são caçadores natos, disso não temos dúvidas. Mas são caçadores solitários, não necessitando de um grupo que os ajude a colocar em prática as suas estratégias de caça (como acontece com os lobos, por exemplo). 

Diante dessa perspectiva, fica claro que é essencial para a sobrevivência dos felinos ter, a sua disposição, abundância de presas, pois só assim ele poderá se manter vivo. 

Assim, fica mais fácil entender o motivo pelo qual gatos precisam ter absoluto controle sobre o território que habitam: se “permitirem” que seja invadido, haverá disputa pelas mesmas fontes de alimentação (caça), o que comprometerá a sobrevivência.

E como os felinos mantêm o controle sobre o território? Primeiramente, sinalizando de várias formas a sua presença por ali: com urina (borrifada em superfícies verticais, que não deixam a menor sombra de dúvida em relação à “marca”), arranhando (sinal visual de sua presença) e também atacando.

Imagem: Google

Trazendo esses comportamentos para dentro dos milhares de lares que mantêm um bichano como companheiro, pode-se começar a entender a causa de alguns comportamentos nitidamente territorialistas: urinar com borrifos na mobília e objetos, arranhar cortinas ou camas.

Aliás, em se tratando de urina borrifada próximo a janelas e/ou portas, basta investigar um pouco mais para constatar a existência de um “gato invasor” nas proximidades, sendo que o “gato residente” está buscando apenas sinalizar que ali é o seu território. Sem contar as situações em que um gato antigo na casa não aceita um novo morador e o ataca constantemente.

Assim, para resolver algumas dessas questões, que muitas vezes aborrecem sobremaneira os tutores, algumas medidas simples podem fazer toda a diferença:

• certificar-se de que os recursos essenciais para a sobrevivência do gato estão abundantes em seu território: água, comida, caixas de areia, locais de descanso.
• espalhar arranhadores pela casa (compatíveis com o tamanho do gato).
• não deixar atrativos acessíveis aos gatos não residentes, para que eles não sejam atraídos para próximo da casa.

Com essas providências, tomadas após um entendimento acerca do que origina determinados comportamentos, é provável que não sejam mais observados comportamentos que demonstram haver disputa por território entre gatos. 



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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.




Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.


Passear com o gato usando coleira e guia pode parecer uma ideia totalmente sem sentido para os mais desavisados. Mas está cada vez mais fácil se deparar com uma situação dessas no dia a dia.

Assim, antes de pegar uma coleira e guia, e sair para dar umas voltas na rua com o bichano, é preciso tomar alguns cuidados para evitar problemas, como fugas, pavor excessivo e até acidentes.

Em razão da natureza mais independente dos felinos domésticos, pode não ser nada fácil colocar uma coleira neles. Aliás, esse é um item muito importante: deve ser providenciado equipamento próprio para gatos, que consiste em uma espécie de peitoral melhor adaptada a sua anatomia, com um laço que fica ao redor do pescoço, outro ao redor do tórax e, nessa parte, prende-se a guia propriamente dita. 

www.ospaparazzi.com.br

Para que o gato se acostume a ter esse equipamento em seu corpo, o ideal é começar apenas brincando com a coleira, sem ainda prendê-la no felino. Fazer associações positivas com recompensas saborosas ou brincadeiras que o gato adore são medidas que ajudarão na adaptação.
Só se deve realmente colocar a coleira e a guia no gato quando ele já não demonstrar mais sinais de que se incomoda com esses itens. Uma tentativa de pular etapas nessa fase, ou seja, colocar a peitoral e já sair para a rua, pode levar o bichano a se assustar de tal forma que dificilmente aceitará usar a coleira no futuro. Afinal, ninguém (muito menos o gato) gostaria de um passeio assim:



Quando o bichano já estiver habituado à guia, é hora de explorar novos ambientes. O ideal é começar em locais pouco movimentados e sem muitos estímulos. O hall do prédio, por exemplo, é um bom ambiente para iniciar.

Lembrando que gatos são animais que necessitam estar à vontade nos lugares, para que possam dar vazão a seus comportamentos naturais. Assim, se ele estiver apavorado com o novo local a ser explorado, a experiência não será boa. Observando que isso está ocorrendo, o ideal é voltar um passo atrás, ou seja, diminuir os estímulos que estão deixando o gato inseguro.
Por isso, o recomendado é ir aos poucos, deixá-lo ficar totalmente à vontade em um local determinado, para somente então levá-lo a outro, com sessões curtas no início. Quando o gato estiver demonstrando segurança e curiosidade natural em relação aos novos locais, pode-se avançar um pouco mais, em lugares com mais estímulos visuais e sonoros.

É importante mencionar que nem todo o gato será capaz de lidar com essa situação: caminhar tranquilamente estando contido por uma guia, especialmente aqueles com temperamento mais medroso ou inseguro.

Mas gatos mais confiantes podem realmente aproveitar um bom passeio em um domingo de manhã, como no vídeo abaixo:

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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.





Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Google

Saber identificar se a interação entre dois bichanos é uma mera diversão ou uma briga feia é extremamente importante para os amantes dos felinos manterem a paz na residência. 

A dúvida surge já que gatos costumam praticar verdadeiros rituais de luta, que nada mais são do que brincadeiras, apesar de parecerem, muitas vezes, um tanto quanto violentas.

Já mencionamos no post anterior (link) os sinais que demonstram que dois gatos realmente são amigos. Esses mesmos gatos, que dormem e comem juntos, fazem limpeza mútua, entre outros comportamentos habituais, certamente também brincarão de perseguição e luta, exercitando seus rituais de caça, muitas vezes podendo confundir seus donos.

Nos vídeos abaixo, você pode observar que os gatos estão simplesmente brincando:


1:10 a 2:15


 0:18 a 1:05


É importante prestar atenção nas posturas corporais dos gatos nos vídeos  citados acima: apesar de se encararem vez ou outra, como que chamando para a brincadeira, o corpo se mantém relaxado, muitas vezes ficando um dos gatos deitado.

A barriga fica exposta, sem que a “vítima” demonstre receio de ser atacado em local tão vulnerável. As patadas geralmente não expõem as unhas, o que demonstra a intenção de não ferir o outro. E mais: não há vocalizações que demonstrem uma tentativa de afastar o outro. Finalmente, nenhum dos dois, apesar de ter tido oportunidade, foge da situação. Pelo contrário, eles se mantêm assim, nesse ritual, até um dos dois se cansar. E essas brincadeiras geralmente terminam da mesma forma que iniciaram: os felinos simplesmente se cansam e se afastam tranquilamente.

No dia a dia é fundamental observar se essas brincadeiras não estão deixando um dos gatos acuado demais: muitas vezes, um deles acaba sendo mais “empolgado” e, o outro, não reage bem à intensidade da brincadeira. Um sinal de que isso está ocorrendo é começar a ouvir o famoso “fuuuu”, durante essas interações. Isso indica uma tentativa clara de afastar o outro bichano.

Agora, para que fique clara a diferenciação entre brincadeira e agressão, a compilação abaixo não deixa dúvidas:


até 1:00


00:10 a 00:50

Perseguição feroz que culmina em um ataque intenso: certamente não se trata de brincadeira. Além disso, você pode ver claramente que as patadas e mordidas têm a clara intenção de machucar o oponente. As orelhas são mantidas para trás e os olhos, muitas vezes quase fechados, visando proteger esses órgãos de ferimentos. A vocalização é intensa e barulhenta, visando intimidar o outro. Os pelos ficam eriçados boa parte do tempo, para dar a impressão de que são maiores e mais fortes. Finalmente, fica nítida a tentativa de um acuando o outro, demonstrando sua força e poder, especialmente quando se encaram fixamente. Basta um vacilo do outro e pronto: o ataque é inevitável e certeiro.

Esse tipo de agressividade é muito comum para defesa de território. O gato que percebe algum tipo de ameaça invadindo o seu ambiente, provavelmente tentará espantá-la. Essas situações podem ocorrer entre gatos que vivem na mesma casa e não se dão bem. Nesses casos, não é indicado deixar que os bichanos se entendam por meio dos confrontos, como muitos preferem fazer. Esse tipo de situação pode levar a um estresse crônico, que por sua vez pode causar problemas de saúde, sem contar nos ferimentos que podem advir das brigas.

Por isso, na dúvida, o ideal é consultar um especialista em comportamento e seguir as orientações, para evitar episódios de agressão. Afinal, o que todos querem é paz e harmonia dentro de casa.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas


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Foto: Google
Esta é uma questão que costuma afligir aqueles que convivem com mais de um bichano: a convivência entre eles pode ser harmoniosa, mas também pode se tornar um verdadeiro martírio para todos, humanos e felinos. 

Assim, uma boa maneira de garantir que tudo está bem é observar como os gatos convivem no dia a dia, ou seja, saber identificar os comportamentos que demonstram que está tudo bem entre eles. 

Gatos são considerados animais mais independentes, mas isso não significa que não estabeleçam laços entre sim. Atualmente, diversos autores são unânimes ao afirmar que felinos domésticos são animais sociais, capazes de estabelecer vínculos afetivos com outros da mesma espécie, se houver abundância dos recursos essenciais para sua sobrevivência. 

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
Além disso, bichanos com temperamentos individuais compatíveis têm uma chance maior de conviverem harmoniosamente. Da mesma forma, a introdução gradual e supervisionada de um novo gato no ambiente onde já residiam outros aumenta a probabilidade de aceitação por parte dos moradores anteriores. 

Por outro lado, pensando na situação das pessoas que já convivem com mais de um gato na residência (realidade bastante comum atualmente), como saber se os gatos estão convivendo bem, se têm laços afetivos entre si e se nenhum deles está sendo submetido a estresse excessivo, em razão de um relacionamento ruim com outro gato? 

Bichanos com laços afetivos entre si apresentam comportamentos afiliativos (amigáveis). Mesmo dentro de uma colônia com vários gatos, eles são vistos frequentemente juntos em várias situações e contextos, mantendo-se juntos por conta do vínculo afetivo existente entre eles. Gatos amigos também dormem juntos, se aninhando confortavelmente no outro na hora da soneca.

Outro comportamento afiliativo é a limpeza mútua, ou seja, gatos que realmente têm um bom relacionamento costumam se lamber mutuamente. Muitas vezes, só um deles aceita a limpeza mútua, mas não a pratica no parceiro. Frequentemente, é possível perceber que estão ronronando durante esse processo, o que demonstra o quanto estão relaxados. A esfregação mútua e toques “focinho a focinho” também são entendidos como comportamentos afiliativos. Da mesma forma, a aproximação com a cauda em pé sinaliza intenções amigáveis quando um bichano está se aproximando do outro.
Comer espontaneamente próximo um do outro também é um sinal de que os gatos têm laço de amizade. Assim como usar as caixas de areia que estão à disposição no ambiente, sem que um fique “montando guarda” enquanto o outro usa.

Foto: Google
Finalmente, observar se os gatos ficam relaxados quando o outro está no ambiente, mesmo que seja correndo ou fazendo movimentos bruscos. Aliás, gatos amigos, especialmente os mais jovens, costumam brincar muito entre si. Mas, muitas vezes, os jogos podem parecer um pouco mais “violentos”, o que não é de todo anormal. Mas esse será o assunto do próximo post, já que é muito importante diferenciar brincadeira de comportamentos efetivamente agressivos. 

Conhecer as condutas afiliativas e saber distinguir comportamentos amigáveis daqueles que podem provocar agressividade é essencial para prevenir inúmeros distúrbios comportamentais.

Afinal, o que todos querem é a paz reinando dentro de casa, entre bichanos e humanos!

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Cassia Rabelo Cardoso dos Santos
Colabora com textos para diversas publicações como o Guia Universo Pet, a Revista Pulo do Gato e a Revista Expressão. É adestradora da Cão Cidadão, franquia criada pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, que há mais de 10 anos atua no mercado oferecendo serviços de adestramento e consultas de comportamento em domicílio para gatos, cães e outros pets.
Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3571-8138, ou acesse www.caocidadao.com.br 








Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Eis uma brincadeira muito divertida para ensinar aos bichanos: buscar uma bolinha! Parece algo impensável, até porque, no imaginário popular, somente cães seriam capazes de tamanha proeza.

Antes de mais nada, vale mencionar que muitos gatos já são naturalmente predispostos a buscar bolinhas, sem necessidade de qualquer treinamento. Esse comportamento está relacionado ao instinto caçador dos felinos, já que uma bolinha rolando ou “voando” é muito semelhante a qualquer presa que poderia ser caçada. A maioria dos que convivem com gatos já amassou uma folha de papel e jogou para o pequeno buscar: eles costumam adorar e se empolgar bastante com essa interação!

Mas é possível avançar ainda mais na diversão, treinando o gato para que, quando ele visualizar a bolinha sendo lançada, busque-a e a traga de volta! Mesmo gatos que não se interessam muito podem aprender. Basta seguir as dicas a seguir.

Para começar, a bolinha deve ser muito interessante, para que o gato fique motivado a “caçá-la”, toda vez que for jogada. Para tanto, basta colocar um petisco que o gato goste bastante em uma folha de papel embrulhada como bolinha, e jogar para ele. Se no início ele não se interessar tanto, deve-se deixar o petisco mais visível, fácil de ser comido. Vale testar se o gato se motiva mais com ela sendo jogada para o alto ou rente ao chão: gatos podem ser melhores caçadores de “coisas que voam” ou “rastejam”!

E, assim, começar a jogar a bolinha recheada várias vezes, para que o bichano sempre queira persegui-la e pegá-la com a boca, para comer o petisco que estará lá dentro. Assim que ele já estiver bem acostumado e interessado na brincadeira, a bolinha não precisará ser mais recheada, podendo ser somente jogada. Quando o gato estiver com ela na boca, deve-se rapidamente oferecer o petisco gostoso. Cuidado nessa fase, pois ele pode se desinteressar pela bolinha e querer somente o petisco. Para evitar que isso aconteça, o ideal é que ele fique escondido e só seja oferecido quando a bolinha estiver na boca do gato.

O próximo passo é somente recompensar quando o gato soltar a bolinha espontaneamente – provavelmente, já à espera da recompensa que foi usada tantas vezes nos treinos anteriores. Então, temos o comportamento completo: joga-se a bolinha, o gato busca e a traz correndo para o tutor, solta aos pés desse e recebe a recompensa! Pronto, mais um truque para divertir a todos!

Vale a pena investir algum tempo para ensinar o gato a buscar a bola, pois é uma forma divertida de incentivá-lo a exercitar seus instintos naturais de caçador, além de ser uma excelente atividade física e mental, que estreita o laço com o tutor. Tudo visando garantir o bem-estar do bichano!

A seguir, dois vídeos divertidos que mostram gatos brincando de buscar a bolinha:







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Ensinando comandos para o gato

Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
Como já foi mencionado no último post desta coluna, sabe-se que é perfeitamente possível e benéfico ensinar comandos a um gato. Assim, o assunto de hoje será o treino efetivo, ou seja, como começar?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que paciência é o item mais importante. Não adianta tentar forçar uma sessão de treinamento se o bichano não estiver motivado: acabará se tornando frustrante. Além disso, as sessões de treinamento devem ser curtas, para que o animal se mantenha motivado sempre.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
A utilização do que se denomina clicker auxilia bastante o treinamento. O clicker é um aparelhinho que emite um som metálico ao ser pressionado (lembrando que os gatos medrosos podem achar esse som muito alto, ou seja, é bom testar antes!). Pode-se também utilizar um estalo com a boca como sinalizador também.

Esse som marcará o exato momento em que o comportamento esperado ocorre, ficando ainda mais claro para o gato que é aquilo que se espera dele e que, logo em seguida, ele receberá a recompensa. Após algumas sessões de treinamento, o som do clicker significará “acertei, agora vou ganhar minha recompensa!”.

Como fazer para recompensar os comportamentos desejados, já que o gato não entende, no início, o que são os comandos e o que se espera dele? O segredo é induzir o movimento esperado e recompensar exatamente no instante em que ele ocorrer.

Tomando como exemplo o comando SENTA. Para induzi-lo, basta manter um petisco pequeno entre os dedos e bem perto do focinho, direcionando a cabeça do gatinho para trás. A tendência é que ele naturalmente se sente e, nesse momento, ele deve ser imediatamente recompensado! Após algumas repetições, quando o movimento se tornar praticamente automático, introduz-se o comando verbal.

Senta

O comando DEITA se ensina da mesma forma: com a recompensa entre os dedos, abaixa-se as mãos até que o gato literalmente se “largue” no chão e, nesse momento, deve-se clicar e recompensar.

Mas, aqui cabe uma observação importante: não se deve exigir que o gato acerte prontamente o comando que se deseja ensinar. Pode ser muito difícil, ao ensinar o DEITA, que ele logo se deite no chão. Então, o segredo para não desanimar o bichano é ir clicando e recompensando sempre que ele se abaixar um pouco. Assim, ele vai percebendo o “caminho das pedras”, ou seja, começa a notar que o que gera a recompensa é esse movimento de se abaixar.

Após algumas repetições, pode-se exigir um pouco mais e esperar que ele se deite mesmo. Essa regra vale para todos os truques ou comandos que se deseja ensinar, ou seja, valorizar e recompensar cada pequeno acerto, mesmo que ainda não esteja perfeito.

Deita

Outro comando fácil de ensinar é o DAR A PATA. Mas, cuidado: o início e, dependendo da motivação pelo petisco, o gatinho pode machucar as mãos da pessoa ao tentar pegar a recompensa!

Para induzir, basta segurar o petisco na mão e, quando o gato tentar pegá-lo com a boca, afastar a mão, para que ele tente com a pata – esse é um comportamento natural deles, tentar pegar o que interessa com as patas.

Quando a patinha tocar a mão do treinador, deve-se clicar e recompensar com a outra mão. Com o tempo, nem será necessário deixar um petisco na mão, bastará pedir a pata e o bichano gentilmente a colocará na mão da pessoa.

Dar a pata

Treinar os bichanos para o aprendizado de comandos é divertido e prazeroso, e uma ótima maneira de melhorar a relação deles com as pessoas com as quais ele que convive, além de ser uma atividade que entretém esse animal incrível!

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A grande questão: é possível adestrar um gato?


Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
É muito comum ouvir pessoas afirmando categoricamente que é impossível adestrar um gato, já que são animais que não se “submetem” jamais.

Por outro lado, os amantes dos comportamentos naturais dos felinos podem alegar que, ao ser adestrado, o gato perderia justamente o que mais agrega um número crescente de fãs: sua liberdade e independência.

A verdade é que, quando se analisa a questão sob o ponto de vista dos felinos domésticos, realmente se trata de um animal de estimação muito diferente dos cães, que foram domesticados de forma a cooperar muito mais com os seres humanos em vários aspectos: caça, proteção e farejamento. Já a história da domesticação dos gatos, apesar de muito incerta, leva a crer que sua companhia passou a ser tolerada e desejada pelos humanos em razão de serem caçadores natos, ou seja, eram ótimos para controle de roedores. Mas, para isso, não precisam cooperar com as pessoas, já que caçar presas menores é um comportamento natural dos felinos.

Por esse motivo, muitas vezes o adestramento de gatos tende a ser uma atividade que pode envolver um pouco mais de paciência, já que esses fantásticos animais não necessariamente estarão dispostos a uma cooperação efetiva com os seres humanos.

Mas, como quase tudo que envolve o universo dos gatos domésticos, trata-se de mais um mito dizer que gatos não podem ser adestrados. Eles podem aprender comandos e o melhor: de forma bastante prazerosa! E mais: o adestramento pode, inclusive, resgatar alguns comportamentos naturais de gatos menos ativos. Existem gatos habituados a passar a maior parte do tempo parados, dormindo, por terem sido criados assim, sem muitos estímulos ambientais. Esse estilo de vida compromete sua saúde e bem-estar. Com o adestramento, é possível resgatar comportamentos naturais da espécie, estimulando o bichano ao menos a se mexer um pouco mais!

Além disso, os treinos de adestramento se tornam uma forma bastante eficaz de se estabelecer um canal de comunicação com os animais de estimação, qualquer que seja a espécie, que atualmente estão cada vez mais inseridos na rotina das famílias. Eles começam a entender o que queremos e esperamos dele. E não poderia ser diferente com os gatos. É também uma forma de estreitar os laços com o bichano já que, durante o treinamento, a interação entre a pessoa e o gato se tornará muito mais próxima.

Por outro lado, considerando que, atualmente, a melhor e mais utilizada técnica de adestramento se baseia no reforço positivo, ou seja, o aprendizado ocorre através de recompensas apreciadas para premiar os acertos, o gato que está sendo treinado também passa a fazer uma associação positiva da interação com os humanos.

O grande segredo para o sucesso no adestramento de gatos é ter paciência e encontrar algo bastante motivador para servir como recompensa. Em geral, a utilização de ração úmida própria para gatos costuma ser bastante eficaz nesse sentido, pois os bichanos tendem a se interessar bastante por esse tipo de alimento. Mas, essa não é uma regra que funcione para todos. O importante é utilizar um item (preferencialmente alimentar) que o gato adore! As preferências variam de indivíduo para indivíduo.

Assim, fica claro que o adestramento de gatos não só é possível, como gera consequências muito legais para todos, humanos e bichanos. Treinar os gatos é, sim, possível, além de ser divertido e prazeroso, e uma ótima maneira de melhorar a relação deles com as pessoas com as quais convivem, além de ser uma atividade que entretém esse animal incrível!

E aqui, apenas para ilustrar, a branquela Lina, que aprendeu a sentar e a dar a pata em apenas algumas sessões de treino com o uso de um motivador inusitado: mamão papaia!


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O que fazer quando o gato não usa a caixa de areia?

Gatos são, naturalmente, animais bastante limpos, ou seja, não costumam fazer as necessidades fora da caixa de areia. Aliás, ao contrário do que ocorre com os cães, não é necessário um treinamento específico para que eles se acostumem a usar o “banheiro”: enterrar as necessidades é um comportamento instintivo. Assim, quando esse problema comportamental surge, é preciso identificar as causas, para saber qual a melhor forma de resolver a questão. 




A primeira providência é consultar um médico veterinário, para descartar qualquer problema de saúde como, por exemplo, doenças renais ou diabetes, que podem promover o aumento da produção e eliminação de urina. Assim, se for diagnosticada alguma doença, o médico veterinário prescreverá o tratamento e a tendência é que o gato volte a utilizar a caixa de areia. 


Outro motivo para fezes e urina fora da caixa de areia pode estar relacionado ao substrato. 

Cada gato pode ter preferência por essa ou aquela areia, entre as várias comercializadas no mercado. 

Uma boa dica é testar com duas caixas, cada uma com um tipo de areia: a que for mais utilizada, contém o substrato preferido do bichano! 

Além disso, substratos com odores artificiais são ótimos para os humanos, mas os gatos podem rejeitar a caixa, justamente pelo forte cheiro artificial!


A limpeza da caixa também é outro item importante: se ela estiver suja, os gatos certamente vão procurar outro local para fazer as necessidades. Dessa forma, o ideal é que sejam limpas, no mínimo, duas vezes por dia, dependendo do número de gatos na casa. 




As caixas podem estar também em menor número em relação à quantidade de gatos na casa. Nesse sentido, o ideal é que seja disponibilizada uma caixa a mais do que o número de gatos residentes no mesmo local. As caixas de areia devem ser grandes o suficiente para que o gato possa girar e cheirar, sem ficar muito apertado. A quantidade de areia deve permitir que ele possa cavar e enterrar suas necessidades. 





Finalmente, o local onde estão localizadas as caixas pode gerar aversão ao gato. 




Eles preferem fazer as necessidades de forma reservada, em locais silenciosos, de fácil acesso e que não tenham muita movimentação de pessoas ou animais. Ou seja, uma caixa colocada ao lado de uma máquina de lavar barulhenta pode ser horrível para o gatinho! 

Verificadas e descartadas todas as suposições acima, chega-se à hipótese de demarcação, cujas causas e providências para lidar com o problema foram detalhadas neste outro post.


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Cassia Rabelo Cardoso dos Santos
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Agressividade felina

Pessoas que convivem com gatos sabem o quanto pode ser assustador - e também perigoso – lidar com reações agressivas dos bichanos. Assim, é muito importante procurar entender os motivos dessas reações agressivas, conseguir prevê-las e saber como agir, caso ocorram. 




Antes de mais nada, é importante mencionar que a agressividade, por si só, não consiste em um comportamento anormal. Reações agressivas são perfeitamente normais em gatos, cães e outras espécies, dependendo do(s) estímulo(s) desencadeador(es). 

Gatos domésticos podem apresentar alguns tipos de agressividade (que pode ser direcionada a pessoas, outros gatos ou animais), sendo a seguir enumerados os mais comumente relatados pelos proprietários:


Foto por Giane Portal / Fofuras Felinas
 - agressividade lúdica (ou por brincadeira)

o instinto predatório é um dos mais marcantes dos felinos. 

Faz parte de seu repertório de comportamentos, como espécie, caçar, encontrar, espreitar e atacar a presa. 

Quando são criados em casa, gatos domésticos, especialmente os mais ativos, podem não ter como adotar esse comportamento natural e acabam atacando pessoas que estão andando pela casa, especialmente nos pés e calcanhares. 

Na verdade, eles estão buscando dar vazão à necessidade de caçar. 
Para evitar sustos e machucados, deve-se evitar brincar com o gato usando mãos e pés, desde o momento em que o animal chega à casa, ainda filhote. 

Também é importante proporcionar atividades que permitam a ele caçar outros objetos, como brinquedos que se movimentam, bolinhas e laser na parede. 



- agressividade por medo

um gato acuado, sentindo-se inseguro diante de determinada situação, e sem rota de fuga disponível, poderá atacar. Essa reação provocada pelo medo de uma pessoa ou outro gato (ou até um cão) pode gerar ferimentos sérios. 

Assim, para evitar esse tipo de situação, não se deve tentar pegar um gato que esteja demonstrando medo e, caso o bichano seja inseguro por natureza, é importante sempre garantir a ele locais seguros, onde ele possa se esconder, além de rotas de fuga alternativas, especialmente se há outros animais que podem persegui-lo na casa. 


Para evitar reações agressivas por medo, é importante também entender, através da linguagem corporal, se ele está com medo e, talvez, prestes a atacar, conforme quadro abaixo:




Nessas situações, é importante não punir o gato, pois, diante de uma nova situação similar e futura, a probabilidade de agressão é grande. O mais indicado é verificar os motivos que levaram ao medo e à reatividade, para evitar que ocorram novamente. 




- agressividade territorial: 

muito comum entre gatos, que são animais territorialistas por natureza. 

Bastante relatada em caso de introdução de um novo gato ao ambiente, sem que tenha sido feito um trabalho cuidadoso de introdução, associada a experiências positivas. 

Se já identificada, é necessário que seja feito um trabalho de reaproximação cuidadoso, como o que já foi postado no blog, neste post

Para evitar sua ocorrência, é importante seguir essas mesmas dicas, para que a convivência futura entre os dois gatos seja mais harmônica. 




Qualquer que seja o motivo dos comportamentos agressivos, é importante buscar auxílio de um especialista em comportamento felino, para que a identificação das questões e a forma com que elas devem ser tratadas sejam feitas da maneira correta, visando o bem-estar de todos. 


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Texto de Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da equipe Cão Cidadão.

Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 10 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3571-8138, ou acesse www.caocidadao.com.br.










O que é preciso saber sobre o comportamento dos gatos

O número de felinos domésticos nos lares brasileiros vem aumentando consideravelmente, ano a ano. Em alguns países, o número de gatos já supera o de cães como animais de estimação. O fascínio que esse pet exerce sobre aqueles que convivem com ele é notório. Por outro lado, o que dizer para uma pessoa que jamais conviveu com um gato, mas pensa em ter um como companheiro de quatro patas?

Há algumas características desses animais incríveis que devem ser destacadas, além do esclarecimento de alguns mitos que ainda perduram quando o assunto é comportamento dos gatos domésticos. 


Foto de Giane Portal / Fofuras Felinas

Independência

Há pessoas que desejam um gato como animal de estimação, pois já ouviram falar que são independentes, ou seja, seria um animal que não necessita de muito contato com a família ou outros animais. Apesar dos felinos serem realmente autossuficientes, em vários aspectos, isso não significa que eles não precisem de atenção e interação com os moradores da casa. Qualquer dono de gato sabe o quanto eles são capazes de demonstrar carinho e desejo de estar perto daqueles em quem confiam. 

Foto de Giane Portal / Fofuras Felinas
Mas, a maior questão nesse sentido diz respeito ao tempo que o gatinho leva para confiar, efetivamente, em uma pessoa (ou em outro animal de estimação). 

Diferentemente dos cães, sociáveis por natureza (em sua grande maioria), gatos precisam ter absoluta certeza de que a pessoa ou animal não causará a ele qualquer sensação desagradável para, daí sim, passar a demonstrar afeto. 

São desconfiados, precisam ter o controle do ambiente e da situação para, então, começarem a interagir com mais confiança. 

Esse comportamento não significa que sejam “traiçoeiros” ou “interesseiros”. São apenas diferentes e é preciso paciência para aceitá-los como são, no tempo deles.  

Daí também a importância de uma boa sociabilização na fase de filhote, o que significa permitir ao gatinho convívio com várias pessoas e animais, sempre com associações positivas, para que ele se torne um adulto confiante, capaz de estabelecer novos laços mais rapidamente.


Higiene

Essa é uma característica dos felinos que agrega fãs e mais fãs: são animais extremamente limpos. E, o melhor: naturalmente!  Gatos se limpam o tempo todo. Lambem-se e a saliva retira pelos mortos, poeira e outros detritos. Sua língua áspera auxilia nesse processo. É realmente muito difícil sentir cheiro desagradável provindo de um gato.



Fotos de Giane Portal / Fofuras Felinas

Quanto ao quesito necessidades, não é necessário treiná-los para utilizar um determinado local como “banheiro”: eles já nascem sabendo! Basta colocar uma caixa de areia (há vários tipos de substratos à venda em pet shops) e o gato naturalmente procurará esse lugar para cavar, fazer as necessidades e enterrá-las. Esse comportamento é inato e, uma das teorias para que isso ocorra provém da necessidade instintiva dos felinos de esconder seus resíduos e, assim, proteger-se de eventuais predadores. Ou seja, apesar de se tratar de um comportamento que tem origem em instintos ancestrais de proteção e camuflagem, facilita bastante a convivência dentro de casa.


Foto Fofuras Felinas
Atividades 

- caçador 
Felinos são caçadores natos e esse instinto prevalece de forma bem acentuada nos gatos domésticos. Por esse motivo, o bichano caça tudo que se movimenta: mosquitinhos, pássaros, insetos em geral, etc. 

Trata-se de um comportamento natural e cabe ao dono providenciar que seu gatinho possa exercitar essa sua habilidade. Aqui, valem bolinhas de pingue-pongue, brinquedos que se movimentam e podem ser “perseguidos”, laser refletido na parede de casa. 

Ou seja, providenciar bastante enriquecimento ambiental permitirá que ele faça exercícios e se divirta.  


- escalador
Controlar o mundo do alto é um dos maiores prazeres dos gatos. Assim, instalar prateleiras pelas paredes da casa, de forma a permitir que possam ser escaladas e servir de refúgio, será garantia de bem-estar ao gatinho.



Segurança

Finalmente, é muito importante assegurar que janelas e varandas sejam teladas, para evitar quedas, pois gatos certamente se aventuram por esses locais. Aliás, essa é uma providência que garantirá ao gato poder observar o mundo com segurança – e poder se deitar ao sol, em um peitoril de janela: é um comportamento bastante adotado por eles. 


Foto de Giane Portal / Fofuras Felinas

Disposto a desfrutar da companhia de um animal incrível? Um gato pode ser a escolha certa, desde que se esteja disposto a aceitá-lo como ele realmente é!



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Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora da equipe Cão Cidadão.

Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 10 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3571-8138, ou acesse www.caocidadao.com.br.




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