10 de mai. de 2016

A Inteligência do Gato

Gatos são muito instintivos e conservam muitos hábitos selvagens, mas há também alguns comportamentos que nos fazem pensar como animais como esses podem ser tão inteligentes.

Faço uma citação no vídeo sobre os cães que, muitas vezes, não têm o mesmo raciocínio lógico dos gatos, mas se saem muito melhor em outras tarefas, são inteligências diferentes, não dá pra comparar! Afinal, o Tudo Gato não pretende criar rivalidade entre "gateiros" e "cachorreiros" ;)

Participe dessa discussão!




Laurence Esgalha | Direção Tudo Gato

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4 de mai. de 2016

Gatos afiando as UNHAS | 2/3

Afiar as UNHAS é um comportamento Natural e Necessário! Neste 2º vídeo da série de 3 eu começo a explicar como "canalizar" esse comportamento dos Gatos de forma positiva!




Assista ao 1º vídeo caso ainda não tenha visto. As informações são importantes.
http://www.tudogato.com/2016/04/gatos-afiando-as-unhas.html


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26 de abr. de 2016

Gatos afiando as UNHAS!

Um comportamento que, muitas vezes, deixa os donos MALUCOS por destruir móveis e até por acabar machucando alguém.

Assista a esse primeiro vídeo, de uma Série de 3, sobre Gatos Afiando as Garras!



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19 de abr. de 2016

Gato Vomitando - O que fazer?

Oi pessoal! Tudo bem com vocês?

O meu nome é Ricardo Pereira e sou autor convidado no Tudo Gato. Hoje vou falar sobre “vômito de gatos”. Não é um assunto que dê muita vontade de ler pois não? Mas acredite que é importante ler desta vez.



Atenção: Lembre-se que se o seu gato começar a vomitar e, depois de ler isto, você acha que precisa de ajuda, não hesite em leva-lo ao veterinário, já que, em primeiro lugar, sempre deve vir a saúde do seu gato.

Minha História
 O meu gato uma vez começou a vomitar a ração e eu achei super estranho aquilo e fiquei preocupado, porque não sabia se era algo ruim. Então fiquei mais atento e sempre ficava de olho nele quando ele ia comer e, reparava que ele vomitava e voltava a comer. Sem entender o porquê, falei com o veterinário e ele me disse que era regurgitação e que eu poderia ficar calmo, que não tinha problema mas que nem sempre vomitar significa regurgitação e pode ser sinal de algo mais grave.

E o Seu gato? Começou a vomitar também e você não sabe porquê? Vamos lhe mostrar algumas das causas que podem ter como efeito esse mesmo problema, umas mais sérias que outras, e também iremos explicar como resolver ou o que fazer.


Regurgitação
Se o gato vomita só após a refeição deve ser apenas regurgitação. Pode parecer estranho, e nojento, para nós mas é um comportamento normal dos gatos, que acabam por voltar a engolir o que botaram pra fora.

O que fazer?
Se você o vir fazer isso, apesar de ser nojento, deve ir lá e limpar antes que ele volte a engolir, porque pode até ser algum objeto que estava no meio da comida o causador do vômito e não uma simples regurgitação.


Alergia
No caso de vomitar após a refeição, também pode ser algum tipo de alergia à ração que você está acostumado a oferecer. Se você tiver mudado a ração recentemente, é bastante provável que seja o caso. A forma de distinguir um do outro é que, se for alergia, ele vai fazer sempre após comer a nova ração.

O que fazer?
Deve mudar a sua ração para a que dava anteriormente e, se quiser mesmo mudar a ração, deve perguntar ao seu veterinário qual ração hipoalergênica ele recomenda.


Bolas de pelo
Ele vomita numa hora aleatória do dia, sem qualquer razão aparente. Uma das causas mais comuns são as bolas de pelo, que se acumulam no seu estômago e que ele esteja a tentar soltar porque lhe estão incomodando.

O que fazer?
Normalmente não precisa de fazer nada, pois o gato trata do assunto, mas, se quiser, pode comprar uma pasta comestível que ajude a lubrificar as paredes do estômago e ele possa assim eliminar a bola de pelo com mais facilidade.

Para prevenção que isto aconteça, especialmente em gatos de pelo médio/longo, deve-se  fazer uma escovação frequente para retirar os pelos mortos e, se for um gato de pelos longos, também pode ser interessante fazer a tosa do seu pelo periodicamente.


Medicamentos
Outra causa comum é ele começar a vomitar após começar a tomar algum tipo de medicamento que lhe foi receitado.

O que fazer?
Já sabe a causa mas não é por isso que deve parar a medicação. Contate o seu veterinário e peça para ele lhe aconselhar, sendo que, provavelmente, ele vai acabar por lhe passar outra medicação.


Pequenos objetos
Os gatos são muito curiosos e brincam com tudo que o que conseguem mexer e, muitos deles, podem acabar engolindo algum objeto que seja suficientemente pequeno e que você acidentalmente não tenha reparado que estava acessível para ele.

O que fazer?
Se você o vir a vomitar o objeto, não deve ter mais nenhum problema. Se não for o caso, deve ir ao veterinário que ele irá realizar o procedimento mais adequado.


Atenção: Lembre-se que se o seu gato começar a vomitar e, depois de ler isto, você acha que precisa de ajuda, não hesite em leva-lo ao veterinário, já que em primeiro lugar sempre deve estar a saúde do seu gato.

Texto escrito pelo autor convidado Ricardo Pereira




12 de abr. de 2016

Gato Bravo - Gato com MEDO!

Você já precisou lidar com um gato extremamente bravo e não soube resolver a situação? Eu já passei por isso e foi BEM Tenso! Contei a história neste vídeo abaixo e explico como agir!


https://youtu.be/wTuF_o7s5sM
Laurence Esgalha | Direção Tudo Gato

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21 de mar. de 2016

Meu Gato me deixando LOUCO!

Seu gato já te deixou muito louco!? Tem vezes que os gatos parecem saber o Nosso Ponto Fraco.

Nesse vídeo eu passo a você um ensinamento que aprendi no início da minha jornada como gateiro e que me salvou inúmeras vezes. Espero que essa dica possa te ajudar também, pois esse é sempre o primeiro passo antes de resolver problemas comportamentais de seu bichano.

Saiba o que fazer nos momentos de desespero!




Laurence Esgalha | Direção Tudo Gato

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13 de nov. de 2015

Conviva | L!nk Desvenda



Olá, pessoal! 

Estamos chegando em dezembro, e eu fiquei pensando... o que eu fiz de bacana em 2015? O que eu aprendi que vai deixar meu 2016 mais cheio de paz e alegria?

Bom, como felino charmoso que sou, posso dizer que tudo que fiz foi bacana e meu próximo ano será um sucesso rs! Porém, tenho observado bastante meus humanos e parece que nessa época parecem ficar um pouco mais chateados. Como se talvez não tivessem realizado tudo que esperavam realizar. É assim com vocês também? Se for, acho que posso ajudar. Venham comigo!

Primeiro, vamos recordar... nesse ano, comecei a investigar diversos mitos que prejudicavam a relação de gatos e humanos. Lembram quais?


Todo mundo respondendo não, né?! Nós, gatos, somos diferentes e, ao mesmo tempo, tão similares a vocês: cada um com seu jeito e personalidade, prezando sua independência, mas quando conquistados só temos amor para dar.






Ok, ok, eu admito que gosto do meu espacinho. Mas que graça tem possuí-lo sem dividi-lo com meus humanos? Se eu gosto da minha casa, pode ter certeza: é porque me sinto seguro nela – o que jamais seria possível sem afeto e confiança.




Nessa entrevista que dei pro meu querido e famoso amigo Gato Tô, falei bastante sobre a personalidade felina e um pouco da nossa história. Foi difícil explicar como num instante éramos literalmente adorados para em outro sermos perseguidos. Mais difícil ainda porque essa perseguição permanece até hoje... Em menor escala (pelo menos isso!), mas é muito comum ver notícias terríveis de crimes contra gatos no mundo inteiro – inclusive aqui mesmo no meu querido Brasil.



Confesso que esse foi o meu preferido. Não, não o mito! O mito é horrível! Mas poder falar sobre como é incrível a parceria entre nós, gatos, e crianças humanas me deixou muito feliz. Por que?Porque crianças que aprendem essas lições, se tornam pessoas capazes de tornar o mundo um lugar melhor. Tanto pra elas quanto pra nós.




Você deve estar pensando “Tá, L!nk, eu já sei disso tudo, eu vi sua coluna! Mas o que isso tem a ver com as resoluções de ano novo que preciso começar a preparar logo mais, pra dessa vez botar pra quebrar?”

Pois então, por que a maioria dos humanos fica tão pra baixo quando analisam o ano que se passou? Porque não fizeram uma porção de coisas que planejaram. E essas coisas, foram planejadas por qual razão? Porque os humanos querem ser felizes. Você está pensando “isso é óbvio”. Será que é? Fico olhando meus humanos tão preocupados em fazer, em correr, produzir, e isso e aquilo, e mesmo assim parecem não receber a gratificação que esperam. Então, queria fazer um convite. Pra todos vocês que chegaram até aqui porque algum amigo marcou, ou porque ama seu gatinho: que tal colocar esses verbos fazer-correr-produzir embaixo desse aqui PERMITIR.

“Oi?”

Sim, permitir. Permita-se descansar. Permita-se desfrutar de uma amizade cheia de amor e lealdade. Permita-se realmente a olhar o seu gatinho (que tal adotar um se você não tem?) – e, ao compreender um pouco mais sobre ele, você pode compreender também um pouco mais sobre você. E, com isso, talvez no próximo ano você esteja tão cheio de paz que nem perceba que faltou riscar um monte de coisinhas na sua lista de resoluções. ;)

Meus amigos queridos da marca Whiskas (nham!) fizeram um manifesto dessa campanha tão bacana, que vou compartilhar um trechinho aqui. Não deixem de ir para Conviva com Gatos para ver inteiro e se emocionar também!



#convivacomgatos
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Saiba Mais
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Socialização gatos novos & crianças
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Gatos & bebês: parte 1    parte 2    parte 3     parte 4

Fontes
Em português: Pesquisa Waltham®     Cão Cidadão 
Em inglês: 4 Paws Sake Retreat      Washington Post      Parenthood      Healthy Pets


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Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Imagem: knowbetterpetfood.com
Sim, gatos são animais territorialistas. Entre os inúmeros mitos que envolvem a figura do fascinante felino doméstico, essa é uma afirmação que deve ser classificada como algo absolutamente verdadeiro.

Entender um pouco dos motivos que levam os gatos (e felinos em geral) a serem tão cuidadosos com o seu território, ajuda a decifrar algumas situações que podem se tornar um problema no cotidiano daqueles que convivem com gatos. 

Felinos são caçadores natos, disso não temos dúvidas. Mas são caçadores solitários, não necessitando de um grupo que os ajude a colocar em prática as suas estratégias de caça (como acontece com os lobos, por exemplo). 

Diante dessa perspectiva, fica claro que é essencial para a sobrevivência dos felinos ter, a sua disposição, abundância de presas, pois só assim ele poderá se manter vivo. 

Assim, fica mais fácil entender o motivo pelo qual gatos precisam ter absoluto controle sobre o território que habitam: se “permitirem” que seja invadido, haverá disputa pelas mesmas fontes de alimentação (caça), o que comprometerá a sobrevivência.

E como os felinos mantêm o controle sobre o território? Primeiramente, sinalizando de várias formas a sua presença por ali: com urina (borrifada em superfícies verticais, que não deixam a menor sombra de dúvida em relação à “marca”), arranhando (sinal visual de sua presença) e também atacando.

Imagem: Google

Trazendo esses comportamentos para dentro dos milhares de lares que mantêm um bichano como companheiro, pode-se começar a entender a causa de alguns comportamentos nitidamente territorialistas: urinar com borrifos na mobília e objetos, arranhar cortinas ou camas.

Aliás, em se tratando de urina borrifada próximo a janelas e/ou portas, basta investigar um pouco mais para constatar a existência de um “gato invasor” nas proximidades, sendo que o “gato residente” está buscando apenas sinalizar que ali é o seu território. Sem contar as situações em que um gato antigo na casa não aceita um novo morador e o ataca constantemente.

Assim, para resolver algumas dessas questões, que muitas vezes aborrecem sobremaneira os tutores, algumas medidas simples podem fazer toda a diferença:

• certificar-se de que os recursos essenciais para a sobrevivência do gato estão abundantes em seu território: água, comida, caixas de areia, locais de descanso.
• espalhar arranhadores pela casa (compatíveis com o tamanho do gato).
• não deixar atrativos acessíveis aos gatos não residentes, para que eles não sejam atraídos para próximo da casa.

Com essas providências, tomadas após um entendimento acerca do que origina determinados comportamentos, é provável que não sejam mais observados comportamentos que demonstram haver disputa por território entre gatos. 



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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.



30 de set. de 2015

Entrevista | L!nk Desvenda



Oi pessoal! Estou aqui de volta e dessa vez pra divulgar uma entrevista que dei falando um pouquinho de mim e também do universo felino, seus mistérios e tudo mais!
Abaixo tem a transcrição pra vocês poderem curtir o que rolou nesse bate-papo super bacana!



Hoje estou de frente com uma das "revelações" felinas dos últimos anos. Um dos idealizadores do blog "Tudo Gato", o gato L!nk é antenado nas redes sociais e também ativo na defesa dos direitos dos gatos. Atualmente cuida de uma coluna onde ele desmistifica uma série de inverdades e preconceitos criados durante anos de história contra os felinos. E é sobre isso e muito mais que vamos falar hoje!

Olá, L!nk! Tudo bom, seja bem-vindo.
Muito obrigado, estou muito feliz de estar aqui representando a comunidade felina.

Como foi que você começou a participar mais ativamente do blog?
Bom, o pessoal do Tudo Gato é muito dedicado e interessado em ampliar o conhecimento sobre nós gatos e também de mostrar o quanto um gato é especial e diferente do que muitas vezes é falado a nosso respeito. Eu já vinha trabalhando nos bastidores desde o início e era meio que um "garoto-propaganda" do blog quando percebemos que um gato falando sobre sua própria experiência daria mais credibilidade.

E como tem sido a recepção dos leitores, maioria humanos, creio eu?
Ah, tem sido a melhor possível! Me seguem no instagram, curtem a página no facebook e sempre elogiam o trabalho que vem sendo feito que é uma verdadeira investigação sobre a vida felina e sua relação com os humanos que convivem conosco.
  
Mas como é, pra você, ter essa exposição toda da sua vida já que os gatos costumam ser mais reservados?
É tranquilo porque o que recebo é sempre carinhoso e ao contrário do que muitos pensam, nós adoramos carinho. Ainda não sou famoso a ponto de me reconhecerem na rua mas a abordagem respeitando o meu espaço e o meu momento é sempre recebida com prazer e alegria. É como quando coçam minha barriga; é muito bom até que não é mais. E pra mim está ótimo assim. O meu humano entende isso e nos damos super bem dessa forma.

Você acha que não é fácil lidar com os gatos?
Não acho, não. O humano tem uma tendência a rejeitar o que é diferente ou desconhecido e dá até pra dizer que é normal. E existe realmente uma "aura" de mistério envolvendo os gatos, logo, muitas vezes num primeiro momento, o início do relacionamento entre nós e os humanos é meio conturbado, mas se for parar pra analisar nós somos intrigantes porém fascinantes...

Como assim?
Os biólogos costumam dizer que somos "os mais sensitivos entre os mamíferos" e isso porque nós somos extremamente observadores e atentos. Temos uma percepção de mundo mais aguçada que outros animais, inclusive os humanos. O homem tem o costume de analisar e interpretar o comportamento de seus iguais e também de outras espécies. Acontece que os felinos fogem da previsibilidade. A gente gosta do improviso, da novidade. E aí que é muito comum olharem pra nós com a pergunta "o que será que ele está pensando?".

Então você considera o lado misterioso dos gatos algo positivo?
Mas é claro! Qual seria a graça de um relacionamento baseado na mesmice? Ou assistir um filme que você já sabe exatamente como vai acabar? Eu sempre ficava indignado quando pisava em algumas revistas em bancas por aí e via revelações dos episódios das novelas na capa! O fato de sermos exímios guardadores de segredos fez com que, durante milênios, fôssemos até mesmo cultuados e adorados por algumas culturas.

Adorados? Como se fossem deuses?
Pois é, acredita? (risos) Eu até contei essa história recentemente no blog. Acontece que a associar uma coisa com a outra é compreensível. Os egípcios, por exemplo: sofriam muito com ratos quando armazenavam suas colheitas. Quando descobriram que éramos exímios caçadores e "cuidávamos" dos roedores antes que eles destruíssem tudo nos tornamos os "heróis da agricultura". Os faraós trataram de incluir na lei uma regra que tornava crime matar ou causar mal a um gatinho. Aí a notícia foi se espalhando, a fama crescendo e sabe como o povo é, né? Aumentaram um pouco o teor dos nossos feitos e pra nos confundirem com divindades foi questão de tempo.


Os gatos não ficaram então um pouco "convencidos", 
com essa toda essa "bajulação" milenar?
Não! De maneira alguma... Pelo contrário. Apesar de diversas culturas ligarem nossa imagem à sorte e coisas divinas, infelizmente não fomos sempre alvo de veneração. Você acredita que durante a Idade Média, o Papa Gregório IX falou pra quem quisesse ouvir que odiava gatos, que éramos horrorosos e, pasme, diabólicos!

Nossa! Vocês foram literalmente do "céu" ao "inferno"...
Pois é... numa hora éramos tratados como deuses e na outra dizíamos que trabalhávamos pro "tinhoso". A perseguição nessa época foi ferrenha; nós gatos - e também os humanos que se relacionassem conosco eram até queimados... (silêncio)
Desculpe... é que eu até me emociono quando penso nisso porque é muito triste...


Vem daí então a relação conturbada com alguns humanos?
Pode ser, sim. São anos e anos de histórias e lendas a nosso respeito e estamos tentando recuperar o prestígio. De alguma forma isso também ajudou.

A perseguição aos gatos teve alguma repercussão boa?
A gente fica mais "calejado", sabe. Também por isso somos tão independentes e com um espírito "livre". Vivemos cada dia como se fosse o último e procuramos não causar problema e mal a ninguém. Quem se dá a chance de conhecer um gato mais profundamente não se arrepende.


Ok, L!nk, muito obrigado! Foi um prazer tê-lo conosco!

O prazer foi todo meu. Obrigado e muitos ronrons a todos! Miaaau!


Esta é uma corrente de whiskas brasil contra o preconceito aos gatos. Participe: marque um amigo que acredita nessa história!

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Gato L!nk
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Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.


Passear com o gato usando coleira e guia pode parecer uma ideia totalmente sem sentido para os mais desavisados. Mas está cada vez mais fácil se deparar com uma situação dessas no dia a dia.

Assim, antes de pegar uma coleira e guia, e sair para dar umas voltas na rua com o bichano, é preciso tomar alguns cuidados para evitar problemas, como fugas, pavor excessivo e até acidentes.

Em razão da natureza mais independente dos felinos domésticos, pode não ser nada fácil colocar uma coleira neles. Aliás, esse é um item muito importante: deve ser providenciado equipamento próprio para gatos, que consiste em uma espécie de peitoral melhor adaptada a sua anatomia, com um laço que fica ao redor do pescoço, outro ao redor do tórax e, nessa parte, prende-se a guia propriamente dita. 

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Para que o gato se acostume a ter esse equipamento em seu corpo, o ideal é começar apenas brincando com a coleira, sem ainda prendê-la no felino. Fazer associações positivas com recompensas saborosas ou brincadeiras que o gato adore são medidas que ajudarão na adaptação.
Só se deve realmente colocar a coleira e a guia no gato quando ele já não demonstrar mais sinais de que se incomoda com esses itens. Uma tentativa de pular etapas nessa fase, ou seja, colocar a peitoral e já sair para a rua, pode levar o bichano a se assustar de tal forma que dificilmente aceitará usar a coleira no futuro. Afinal, ninguém (muito menos o gato) gostaria de um passeio assim:



Quando o bichano já estiver habituado à guia, é hora de explorar novos ambientes. O ideal é começar em locais pouco movimentados e sem muitos estímulos. O hall do prédio, por exemplo, é um bom ambiente para iniciar.

Lembrando que gatos são animais que necessitam estar à vontade nos lugares, para que possam dar vazão a seus comportamentos naturais. Assim, se ele estiver apavorado com o novo local a ser explorado, a experiência não será boa. Observando que isso está ocorrendo, o ideal é voltar um passo atrás, ou seja, diminuir os estímulos que estão deixando o gato inseguro.
Por isso, o recomendado é ir aos poucos, deixá-lo ficar totalmente à vontade em um local determinado, para somente então levá-lo a outro, com sessões curtas no início. Quando o gato estiver demonstrando segurança e curiosidade natural em relação aos novos locais, pode-se avançar um pouco mais, em lugares com mais estímulos visuais e sonoros.

É importante mencionar que nem todo o gato será capaz de lidar com essa situação: caminhar tranquilamente estando contido por uma guia, especialmente aqueles com temperamento mais medroso ou inseguro.

Mas gatos mais confiantes podem realmente aproveitar um bom passeio em um domingo de manhã, como no vídeo abaixo:

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Gato L!nk saindo para investigar

Olá, pessoal!

Muita gente veio aqui por causa de uma pergunta de um gato amigo meu (valeu, Chico!) e, para respondê-la, colocamos “as patas na estrada” . Vocês não vão acreditar no absurdo, mas ainda tem gente hoje em dia que acredita que nós gatos só gostamos da casa onde moramos e não do humano nela.

Pra ser honesto, a confusão é até compreensível; é que é difícil pra algumas pessoas entenderem que somos criaturas um tanto quanto territorialistas; o que quer dizer que nós marcamos o lugar como nosso e cuidamos dele com todo zelo possível. Gostamos de conhecer cada buraquinho, cada rota de fuga; cada espaço da casa é especial para nós, pois nos dá segurança. A vida “lá fora” não é fácil pra nós felinos e por isso nos tornamos animais bastante metódicos e criteriosos no que diz respeito ao lar.

Logo, a verdade é que os humanos devem perceber que o fato de serem “inquilinos” em nosso espaço é motivo para ficar lisonjeado e não o contrário, haja visto que só aceitamos compartilhar o território com quem confiamos e amamos.

Talvez alguém insista em dizer que nos apegamos sim a esse espaço e não vou negar. Assim como os humanos lutam para conseguir um lugar pra chamar de seu, nós gostamos de deixar nosso cheirinho por onde passamos, deixando ali também nossa identidade e é por isso também que nos esfregamos tanto em nossos humanos - para marcá-los como nossos!


Vai dizer que nunca viu um gatinho te esperando em cima da cama, pulando no seu colo, passeando por sobre o teclado do computador? Já que deixamos vocês morarem conosco em nossa casa, nada mais justo que receber um pouco de atenção não é mesmo?

E quando um de nós é resgatado da rua e adotado, a alegria por ter um teto e o carinho por esse lugar será ainda maior, o que também se aplica ao humano que nos resgatou.

Como todo bom senhorio, nós gatos passamos a conhecer tão bem o funcionamento da casa e também os hábitos dos nossos humanos que sabemos exatamente a hora de acordar para o trabalho ou escola – por isso fazemos questão de sempre acordá-los uns dez minutos antes para evitar que se atrasem – também sabemos bem o horário das refeições – suas e nossas – e assim o dia-a-dia fica muito mais fácil e bom para todos!

Viver em comunidade não é fácil, eu sei bem. Lidar com mudanças também não.

E acredito que nisso nós e os humanos somos bem parecidos... então convém nos ajudarmos mutuamente desmistificando essa história e acreditando que tudo que queremos é segurança, para nós e para os nossos humanos.




Agora... como será que gatos se comportam com alguém desconhecido?
Para nos ajudar a responder essa pergunta, convidamos a Louca dos Gatos. Corre ver!

Esta é uma corrente de Whiskas Brasil contra o preconceito aos gatos.
Participe: compartilhe com um amigo que acredita nessa história!

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Gato L!nk
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Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Google

Saber identificar se a interação entre dois bichanos é uma mera diversão ou uma briga feia é extremamente importante para os amantes dos felinos manterem a paz na residência. 

A dúvida surge já que gatos costumam praticar verdadeiros rituais de luta, que nada mais são do que brincadeiras, apesar de parecerem, muitas vezes, um tanto quanto violentas.

Já mencionamos no post anterior (link) os sinais que demonstram que dois gatos realmente são amigos. Esses mesmos gatos, que dormem e comem juntos, fazem limpeza mútua, entre outros comportamentos habituais, certamente também brincarão de perseguição e luta, exercitando seus rituais de caça, muitas vezes podendo confundir seus donos.

Nos vídeos abaixo, você pode observar que os gatos estão simplesmente brincando:


1:10 a 2:15


 0:18 a 1:05


É importante prestar atenção nas posturas corporais dos gatos nos vídeos  citados acima: apesar de se encararem vez ou outra, como que chamando para a brincadeira, o corpo se mantém relaxado, muitas vezes ficando um dos gatos deitado.

A barriga fica exposta, sem que a “vítima” demonstre receio de ser atacado em local tão vulnerável. As patadas geralmente não expõem as unhas, o que demonstra a intenção de não ferir o outro. E mais: não há vocalizações que demonstrem uma tentativa de afastar o outro. Finalmente, nenhum dos dois, apesar de ter tido oportunidade, foge da situação. Pelo contrário, eles se mantêm assim, nesse ritual, até um dos dois se cansar. E essas brincadeiras geralmente terminam da mesma forma que iniciaram: os felinos simplesmente se cansam e se afastam tranquilamente.

No dia a dia é fundamental observar se essas brincadeiras não estão deixando um dos gatos acuado demais: muitas vezes, um deles acaba sendo mais “empolgado” e, o outro, não reage bem à intensidade da brincadeira. Um sinal de que isso está ocorrendo é começar a ouvir o famoso “fuuuu”, durante essas interações. Isso indica uma tentativa clara de afastar o outro bichano.

Agora, para que fique clara a diferenciação entre brincadeira e agressão, a compilação abaixo não deixa dúvidas:


até 1:00


00:10 a 00:50

Perseguição feroz que culmina em um ataque intenso: certamente não se trata de brincadeira. Além disso, você pode ver claramente que as patadas e mordidas têm a clara intenção de machucar o oponente. As orelhas são mantidas para trás e os olhos, muitas vezes quase fechados, visando proteger esses órgãos de ferimentos. A vocalização é intensa e barulhenta, visando intimidar o outro. Os pelos ficam eriçados boa parte do tempo, para dar a impressão de que são maiores e mais fortes. Finalmente, fica nítida a tentativa de um acuando o outro, demonstrando sua força e poder, especialmente quando se encaram fixamente. Basta um vacilo do outro e pronto: o ataque é inevitável e certeiro.

Esse tipo de agressividade é muito comum para defesa de território. O gato que percebe algum tipo de ameaça invadindo o seu ambiente, provavelmente tentará espantá-la. Essas situações podem ocorrer entre gatos que vivem na mesma casa e não se dão bem. Nesses casos, não é indicado deixar que os bichanos se entendam por meio dos confrontos, como muitos preferem fazer. Esse tipo de situação pode levar a um estresse crônico, que por sua vez pode causar problemas de saúde, sem contar nos ferimentos que podem advir das brigas.

Por isso, na dúvida, o ideal é consultar um especialista em comportamento e seguir as orientações, para evitar episódios de agressão. Afinal, o que todos querem é paz e harmonia dentro de casa.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas


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Foto: Google
Esta é uma questão que costuma afligir aqueles que convivem com mais de um bichano: a convivência entre eles pode ser harmoniosa, mas também pode se tornar um verdadeiro martírio para todos, humanos e felinos. 

Assim, uma boa maneira de garantir que tudo está bem é observar como os gatos convivem no dia a dia, ou seja, saber identificar os comportamentos que demonstram que está tudo bem entre eles. 

Gatos são considerados animais mais independentes, mas isso não significa que não estabeleçam laços entre sim. Atualmente, diversos autores são unânimes ao afirmar que felinos domésticos são animais sociais, capazes de estabelecer vínculos afetivos com outros da mesma espécie, se houver abundância dos recursos essenciais para sua sobrevivência. 

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
Além disso, bichanos com temperamentos individuais compatíveis têm uma chance maior de conviverem harmoniosamente. Da mesma forma, a introdução gradual e supervisionada de um novo gato no ambiente onde já residiam outros aumenta a probabilidade de aceitação por parte dos moradores anteriores. 

Por outro lado, pensando na situação das pessoas que já convivem com mais de um gato na residência (realidade bastante comum atualmente), como saber se os gatos estão convivendo bem, se têm laços afetivos entre si e se nenhum deles está sendo submetido a estresse excessivo, em razão de um relacionamento ruim com outro gato? 

Bichanos com laços afetivos entre si apresentam comportamentos afiliativos (amigáveis). Mesmo dentro de uma colônia com vários gatos, eles são vistos frequentemente juntos em várias situações e contextos, mantendo-se juntos por conta do vínculo afetivo existente entre eles. Gatos amigos também dormem juntos, se aninhando confortavelmente no outro na hora da soneca.

Outro comportamento afiliativo é a limpeza mútua, ou seja, gatos que realmente têm um bom relacionamento costumam se lamber mutuamente. Muitas vezes, só um deles aceita a limpeza mútua, mas não a pratica no parceiro. Frequentemente, é possível perceber que estão ronronando durante esse processo, o que demonstra o quanto estão relaxados. A esfregação mútua e toques “focinho a focinho” também são entendidos como comportamentos afiliativos. Da mesma forma, a aproximação com a cauda em pé sinaliza intenções amigáveis quando um bichano está se aproximando do outro.
Comer espontaneamente próximo um do outro também é um sinal de que os gatos têm laço de amizade. Assim como usar as caixas de areia que estão à disposição no ambiente, sem que um fique “montando guarda” enquanto o outro usa.

Foto: Google
Finalmente, observar se os gatos ficam relaxados quando o outro está no ambiente, mesmo que seja correndo ou fazendo movimentos bruscos. Aliás, gatos amigos, especialmente os mais jovens, costumam brincar muito entre si. Mas, muitas vezes, os jogos podem parecer um pouco mais “violentos”, o que não é de todo anormal. Mas esse será o assunto do próximo post, já que é muito importante diferenciar brincadeira de comportamentos efetivamente agressivos. 

Conhecer as condutas afiliativas e saber distinguir comportamentos amigáveis daqueles que podem provocar agressividade é essencial para prevenir inúmeros distúrbios comportamentais.

Afinal, o que todos querem é a paz reinando dentro de casa, entre bichanos e humanos!

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Cassia Rabelo Cardoso dos Santos
Colabora com textos para diversas publicações como o Guia Universo Pet, a Revista Pulo do Gato e a Revista Expressão. É adestradora da Cão Cidadão, franquia criada pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, que há mais de 10 anos atua no mercado oferecendo serviços de adestramento e consultas de comportamento em domicílio para gatos, cães e outros pets.
Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento, pelo telefone (11) 3571-8138, ou acesse www.caocidadao.com.br 










Gato L!nk

Não é de hoje que alguns humanos vêm espalhando diversos boatos e criando mitos sobre os gatos e nós (quase) nunca tínhamos o direito de resposta. Por isso, nós do Tudo Gato decidimos “caçar” esses mitos um por um e desconstruí-los, principalmente para informar aqueles que ainda possam ter algum preconceito com os pobres felinos.

E para essa tarefa investigativa nada melhor que um gato como eu, com toda a experiência e vivência no assunto!

Para começar, nesse nosso primeiro post, vamos tratar logo de desmistificar a ideia de que gatos são frios e insensíveis.

Apesar de nos dias atuais existirem muitas pessoas que infelizmente pensam dessa forma, a situação não foi sempre assim - muito pelo contrário: na Antiguidade, nós gatos éramos muito bem vistos e queridos pelos humanos da época. Escavações feitas no Egito revelaram que existe uma infinidade de registros em pinturas e até mesmo estátuas indicando que essa amizade entre o bicho-homem e os felinos domésticos começou há cerca de 9.500 anos. O amor pelos gatinhos era tanto que eles eram considerados sagrados e se alguém fizesse um mal a um gato seria penalizado na mesma moeda. Na antiga Pérsia acreditava-se que o gato era o verdadeiro melhor amigo do homem e que maltratando um gato você estaria maltratando um espírito responsável por fazer companhia ao humano durante sua passagem pela Terra.


Foi só no início da Idade Média que a coisa mudou de figura e começaram a querer nos envolver em superstições - tudo por causa dos nossos hábitos noturnos parecerem muitas vezes “estranhos” aos olhos de algumas pessoas.

Vejam então como é importante que antes de qualquer coisa nós gatinhos nos façamos entender, pois conhecendo nosso modo de agir e expressar sensações fica fácil perceber que somos tão carinhosos quanto qualquer outro pet e as vezes até mais. O fato é que cada animal é um ser único e, assim como acontece com os seres humanos, somos também influenciados pelo meio em que vivemos. Apenas rotular a nós gatos como “frios” ou “interesseiros” de forma generalizada é ignorar toda uma variedade de personalidades e costumes.

E alguém pode perguntar: “mas L!nk, tem jeito de saber o que meu gatinho está ‘dizendo’?”.
É elementar, meus caros! Vamos ver algumas demonstrações muito comuns de verificar e que fazem toda a diferença na relação entre nós gatos e nossos humanos:

Pra começar tem a piscadela. Não damos confiança a qualquer um, é verdade. Quando encaramos um estranho ou mesmo um “inimigo” em potencial mantemos sempre nosso olhar fixo, sem piscar.

Então, ao piscarmos nossos olhos na presença de outro gato, ou os cerramos despreocupados diante de nossos humanos estamos demonstrando extrema confiança num gesto de aceitação, pois o pouco tempo que dura essa piscadinha nos deixa vulneráveis.

Tem humano que não gosta que mexam em seus cabelos, não é mesmo? Saiba que conosco não é diferente. No entanto, quando gostamos de alguém e confiamos nele é lambendo uns aos outros que construímos nossos relacionamentos. Logo, ao deixar que nos escovem estamos dizendo que confiamos. Saiba que receber também uma “lambidinha” nossa é um sinal de puro carinho.

É através do esfregar das nossas cabeças que liberamos nosso cheirinho e assim marcarmos território. Quando seu gatinho faz isso, se esfregando em você, ele está dizendo claramente “você é meu!” (você e todas as outras coisas em que ele se esfregar que a gente é possessivo, sim!).

Se um gato mostra sua barriga para você, pode ter certeza que você é especial para ele e ele confia em você. Numa briga, nossa barriga é um dos locais mais perigosos de serem atingidos, então instintivamente nós temos uma tendência a tentar protegê-la. Esse tipo de exposição é certamente um caso sério de confiança e claro, um carinho na barriga é uma delícia.

Ah, e a massaginha? Esse é particularmente um dos meus momentos prediletos, pois me lembra da infância, quando ainda estava na fase da amamentação. Enquanto mamávamos fazíamos esse movimento ritmado pra estimular o fluxo de leite de nossas mamães. Fazendo esse movimento com nossos humanos criamos um laço afetivo e maternal (ou paternal) com eles.

E claro, não podemos nos esquecer do Ronron. Quando estamos tranquilos e alegres é natural começarmos a ronronar. Não sei por quê mas isso nos traz uma paz imensa!


O fato é que essa história de que não ligamos pra carinho e que só pensamos nos humanos com segundas intenções é totalmente furada. Alguns de nós são mais afetuosos que outros, é claro, mas assim como outros animais, cada um tem sua peculiaridade e através da convivência mútua, gatos e humanos vão aprendendo a reconhecer seus gostos e o amor só vai aumentar.

#maisronron #mundogato #gatoterapia

Esta é uma parceria com a Whiskas Brasil

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Gato L!nk
Instagram: @tudogato






Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas

Eis uma brincadeira muito divertida para ensinar aos bichanos: buscar uma bolinha! Parece algo impensável, até porque, no imaginário popular, somente cães seriam capazes de tamanha proeza.

Antes de mais nada, vale mencionar que muitos gatos já são naturalmente predispostos a buscar bolinhas, sem necessidade de qualquer treinamento. Esse comportamento está relacionado ao instinto caçador dos felinos, já que uma bolinha rolando ou “voando” é muito semelhante a qualquer presa que poderia ser caçada. A maioria dos que convivem com gatos já amassou uma folha de papel e jogou para o pequeno buscar: eles costumam adorar e se empolgar bastante com essa interação!

Mas é possível avançar ainda mais na diversão, treinando o gato para que, quando ele visualizar a bolinha sendo lançada, busque-a e a traga de volta! Mesmo gatos que não se interessam muito podem aprender. Basta seguir as dicas a seguir.

Para começar, a bolinha deve ser muito interessante, para que o gato fique motivado a “caçá-la”, toda vez que for jogada. Para tanto, basta colocar um petisco que o gato goste bastante em uma folha de papel embrulhada como bolinha, e jogar para ele. Se no início ele não se interessar tanto, deve-se deixar o petisco mais visível, fácil de ser comido. Vale testar se o gato se motiva mais com ela sendo jogada para o alto ou rente ao chão: gatos podem ser melhores caçadores de “coisas que voam” ou “rastejam”!

E, assim, começar a jogar a bolinha recheada várias vezes, para que o bichano sempre queira persegui-la e pegá-la com a boca, para comer o petisco que estará lá dentro. Assim que ele já estiver bem acostumado e interessado na brincadeira, a bolinha não precisará ser mais recheada, podendo ser somente jogada. Quando o gato estiver com ela na boca, deve-se rapidamente oferecer o petisco gostoso. Cuidado nessa fase, pois ele pode se desinteressar pela bolinha e querer somente o petisco. Para evitar que isso aconteça, o ideal é que ele fique escondido e só seja oferecido quando a bolinha estiver na boca do gato.

O próximo passo é somente recompensar quando o gato soltar a bolinha espontaneamente – provavelmente, já à espera da recompensa que foi usada tantas vezes nos treinos anteriores. Então, temos o comportamento completo: joga-se a bolinha, o gato busca e a traz correndo para o tutor, solta aos pés desse e recebe a recompensa! Pronto, mais um truque para divertir a todos!

Vale a pena investir algum tempo para ensinar o gato a buscar a bola, pois é uma forma divertida de incentivá-lo a exercitar seus instintos naturais de caçador, além de ser uma excelente atividade física e mental, que estreita o laço com o tutor. Tudo visando garantir o bem-estar do bichano!

A seguir, dois vídeos divertidos que mostram gatos brincando de buscar a bolinha:







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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.




Ensinando comandos para o gato

Por Cassia Rabelo Cardoso dos Santos, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
Como já foi mencionado no último post desta coluna, sabe-se que é perfeitamente possível e benéfico ensinar comandos a um gato. Assim, o assunto de hoje será o treino efetivo, ou seja, como começar?

Antes de mais nada, é preciso ter em mente que paciência é o item mais importante. Não adianta tentar forçar uma sessão de treinamento se o bichano não estiver motivado: acabará se tornando frustrante. Além disso, as sessões de treinamento devem ser curtas, para que o animal se mantenha motivado sempre.

Foto: Giane Portal / Fofuras Felinas
A utilização do que se denomina clicker auxilia bastante o treinamento. O clicker é um aparelhinho que emite um som metálico ao ser pressionado (lembrando que os gatos medrosos podem achar esse som muito alto, ou seja, é bom testar antes!). Pode-se também utilizar um estalo com a boca como sinalizador também.

Esse som marcará o exato momento em que o comportamento esperado ocorre, ficando ainda mais claro para o gato que é aquilo que se espera dele e que, logo em seguida, ele receberá a recompensa. Após algumas sessões de treinamento, o som do clicker significará “acertei, agora vou ganhar minha recompensa!”.

Como fazer para recompensar os comportamentos desejados, já que o gato não entende, no início, o que são os comandos e o que se espera dele? O segredo é induzir o movimento esperado e recompensar exatamente no instante em que ele ocorrer.

Tomando como exemplo o comando SENTA. Para induzi-lo, basta manter um petisco pequeno entre os dedos e bem perto do focinho, direcionando a cabeça do gatinho para trás. A tendência é que ele naturalmente se sente e, nesse momento, ele deve ser imediatamente recompensado! Após algumas repetições, quando o movimento se tornar praticamente automático, introduz-se o comando verbal.

Senta

O comando DEITA se ensina da mesma forma: com a recompensa entre os dedos, abaixa-se as mãos até que o gato literalmente se “largue” no chão e, nesse momento, deve-se clicar e recompensar.

Mas, aqui cabe uma observação importante: não se deve exigir que o gato acerte prontamente o comando que se deseja ensinar. Pode ser muito difícil, ao ensinar o DEITA, que ele logo se deite no chão. Então, o segredo para não desanimar o bichano é ir clicando e recompensando sempre que ele se abaixar um pouco. Assim, ele vai percebendo o “caminho das pedras”, ou seja, começa a notar que o que gera a recompensa é esse movimento de se abaixar.

Após algumas repetições, pode-se exigir um pouco mais e esperar que ele se deite mesmo. Essa regra vale para todos os truques ou comandos que se deseja ensinar, ou seja, valorizar e recompensar cada pequeno acerto, mesmo que ainda não esteja perfeito.

Deita

Outro comando fácil de ensinar é o DAR A PATA. Mas, cuidado: o início e, dependendo da motivação pelo petisco, o gatinho pode machucar as mãos da pessoa ao tentar pegar a recompensa!

Para induzir, basta segurar o petisco na mão e, quando o gato tentar pegá-lo com a boca, afastar a mão, para que ele tente com a pata – esse é um comportamento natural deles, tentar pegar o que interessa com as patas.

Quando a patinha tocar a mão do treinador, deve-se clicar e recompensar com a outra mão. Com o tempo, nem será necessário deixar um petisco na mão, bastará pedir a pata e o bichano gentilmente a colocará na mão da pessoa.

Dar a pata

Treinar os bichanos para o aprendizado de comandos é divertido e prazeroso, e uma ótima maneira de melhorar a relação deles com as pessoas com as quais ele que convive, além de ser uma atividade que entretém esse animal incrível!

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Criada por Alexandre Rossi, a Cão Cidadão atua há mais de 15 anos com adestramento e comportamento animal. Oferece adestramento em domicílio, consultas comportamentais, além de uma agenda mensal de cursos e palestras. Tudo isso com muito amor e respeito. Para saber mais sobre a Cão Cidadão, entre em contato com a Central de Atendimento pelo telefone (11) 3571-8138 ou acesse www.caocidadao.com.br.



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