O quê 1 bigodudo caipira faz na selva-de-pedra? Quem responde essa pergunta é o gato mais famoso da América Latina, o Chico Bento, nesse post especial que é uma misturinha das minhas colunas Adotar e Amar + Gato Faz Arte!

Chico Bento, o lindo-celebridade do CANSEI DE SER GATO

R: Bão, pessoaR... eu fico cansadão, bRinco de seR uma coisa poR dia e dispois, escRevo LIVROS!


Sou apaixonada pelo Chiquinho e fui ao lançamento do novo livro incrível desse gato adotado, manhoso e fotogênico - "do CAPIM ao SACHÊ' - que conta a aventura completa de quando ele se mudou para a cidade grande e muitas outras curiosidades. Veja aqui nosso encontro! ...e não se esqueça de se inscrever no canal Adote1Bigode, tá?





Leia também a entrevista que fizemos para o Tudo Gato, com sua adotante querida, Amanda Nori.


3NTY Trinity
Adote 1 Bigode






Eis aqui uma historinha linda de adoção - quando o próprio abrigo sente necessidade de transformar seu adotável em um morador vitalício. Conheça o gato Mr. Magoo, mais que especial porque além de doce, faz Arte do bem... ele pinta quadros!

Mr. Magoo

Mas, porque “Magoo”? Quem via desenhos animados antigos, se lembra deste personagem, confere? Pois bem, esse velhinho que não enxerga nada bem, acaba caindo em situações e aventuras arriscadas de perigo, porém, feliz da vida sem nem mesmo desconfiar. O senhor Quincy Magoo, aliás, tem um gato siamês gigante chamado Bowzir, que na verdade, acha ser um cão.


Mr. Magoo e seu gato Bowzir

Mr. Quincy Magoo

Calma, o gato Magoo não entra em enrascadas - é um vovô felino cego, muito bem amado que vive, como morada final, em um abrigo muito legal na Califórnia: o Centro Animal Valley. E ele participa do projeto “Paw”Casso Studio [Pata + Picasso + Estúdio] que ajuda o abrigo em vários sentidos, e orienta as pessoas a entenderem a importância da ação das ‘casas’ que recolhem animais.

O que é mais nobre desta ação “Paw”Casso é deixar o Magoo e outros animais pintarem sem esperar resultados espetaculares, mas apenas um registro bacana das patinhas, em que 1 mão ajuda a outra, ou melhor, 1 patinha ajuda outras! Veja com os olhos e com o coração.




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A CAPTURA, ESTERILIZAÇÃO e DEVOLUÇÃO é uma tecnica já consolidada em vários países desenvolvidos e está se tornando realidade em algumas cidades brasileiras. O principal objetivo é o controle populacional de gatos ferais nas ruas, diminuindo assim os indices de doenças e sofrimento a quais estes animais estão sujeitos e poupando centenas de filhotes de nascerem sem destino certo, além de aumentar a qualidade de vida dos felinos beneficiados com a castração.



O projeto Felinos Urbanos de São Luís, no Maranhão, desde setembro de 2011, se dedica integralmente à atividades de C.E.D  tendo, no momento, esterilizado 142 gatos ferais e 54 gatinhos e 2 cães em ações de castração abertas ao público. O projeto se sustenta com os recursos de sua idealizadora e doações monetárias, já que São Luís é uma das únicas capitais do Brasil que não oferecem castração a baixo custo ou de fácil acesso à seus moradores e apresenta índices assustadores de 30 animais recolhidos e sacrificados em seu CCZ semanalmente.

Mesmo que o foco principal do C.E.D sejam os gatos ferais, que nunca tiveram contato com humanos e nem podem ser reabilitados para uma vida domestica, pela irresponsabilidade de várias pessoas não é raro que os praticantes do C.E.D se deparem com gatinhos mansos que foram abandonados à própria sorte. E foi em uma noite comum de captura que a realidade da gatinha #58 mudou completamente, pelas mãos da Flávia Maia.

“Assim que chegamos no local onde tentaríamos a captura, enquanto montávamos a gatoeira, essa mocinha apareceu bem do meu lado. Chegou sem pudor nenhum, miando fraquinho. Ela sequer veio pela isca (que àquela altura ainda nem havíamos tirado do carro). Veio apenas para pedir carinho e ajuda, para tirá-la daquela situação, como se não aguentasse mais ficar ali.

Passei a mão na cabeça dessa gatinha tão meiga e tão debilitada e, com cuidado, foi encaminhada para a gatoeira. Ela se tornava, assim, a #58. Naquela mesma noite ela passou por uma avaliação veterinária e foi castrada.

Àquela altura, não queria devolvê-la às ruas, de onde ela tinha pedido para ser tirada, por isso resolvi que traria ela para minha casa. A desculpa para convencer minha mãe a permitir isso foi que a gatinha ficaria por apenas uma semana, o tempo de tirar os pontos da cirurgia, que propositalmente não foi feita com fios absorvíveis.

Com o passar dos dias, minha mãe foi sendo conquistada por ela e veio me contar toda feliz uma manhã que a gatinha tinha ido dormir bem ao lado dela na cama e ficou lá toda aninhada. Na semana de retirar os pontos, ela já possui um nome, era a minha Pepita.

Na época em que foi tirada das ruas, devia ter entre 6 ou 7 meses e, aparentemente, já havia sido mãe. Por isso estava tão desnutrida, com falhas no pêlo e os dentes permanentes ainda nem haviam crescido direito. Além disso, havia indícios de que ela apanhava dos outros gatos que moravam na área dela.



Aqui em casa ela pôde finalmente descansar. Na primeira noite ela comeu muito, com medo de passar fome novamente e acabou vomitando, porque o estômago não estava acostumado a receber alimento.

Desde o primeiro dia aqui em casa a Pepita se sentiu tranquila. Pedia sempre muito carinho e não podia me ver sentada ou deitada que já chegava e se aninhava do ladinho.

Hoje ela está totalmente recuperada da desnutrição. Apesar de ser uma gata "esguia", quando deita de barriga para cima dá para ver uma gordurinha cultivada com alimentação de qualidade.Falando em deitar, uma coisa muito característica da Pepita é dormir de barriga para cima e com as patas da frente jogadas por cima da cabeça. Uma fofa!

Tenho certeza que ela não sente falta da rua, onde experimentou tanto sofrimento. Acho que exatamente por saber o que tem lá fora é que ela não tem curiosidade de ir explorar além da porta do meu apartamento. Aqui dentro ela se sente verdadeiramente segura, e encontra tudo o que precisa para se divertir, se alimentar e ser amada."



Se quiserem saber mais sobre o C.E.D, o Projeto Felinos Urbanos e outros finais felizes proporcionados pelo projeto, acessem:
Facebook – Felinos Urbanos
Blog – http://felinosurbanos.blogspot.com.br/



Otávia Mello
amoremiados.blogspot.com.br
twitter: @felinosurbanos




O Nermal, um belo gato exotico, é um exemplo de como os animais de raça também sofrem com o abandono e negligencia.


Esse querido passou pela perda de sua querida dona, o abandono pela família dela, até ser resgatado pela Simone Andreta e, com ela, encontrar uma nova família e todo o amor que sempre mereceu.



A dona do Nermal era uma senhora de idade, que o amava muito. Infelizmente ela adoeceu e mesmo assim se preocupava com seu gatinho, já que seus filhos não gostavam do gatinho. Ela não teve tempo de encaminhar o Nermal para um novo lar e, quando faleceu, seus medos se tornaram realidade, os seus filhos abandonaram o gatinho na rua.


"Ele foi encontrado por meu filho, numa noite de sexta feira, que me ligou dizendo q tinha encontrado um gatinho machucado. Tomei um susto quando cheguei e vi essa carinha linda, sentadinho na calçada, ao lado do meu filho, olhando calmamente pra ele. Nós o resgatamos, pois estava com a perninha bem ferida, e aguardamos o dia seguinte para leva-lo ao vet.


Ele tinha coleira, com plaquinha de identificação, e fiquei me perguntando como um gato daqueles poderia estar assim abandonado. Na clínica, ele foi reconhecido pela dona do pet shop, que nos contou a historia dele.


Quando ele estava curado do ferimento da perna, o disponibilizei para adoção, pois já tinha outros 5 gatos. Ao mesmo tempo, sabia que a nova família dele deveria ser alguém bem especial. O Nermal é um gato extremamente carente e amoroso, precisava de alguém para dar atenção. Ele subia em nosso colo e sempre se certificava que estávamos por perto. Era incrível o medo dele de ser abandonado novamente.


A adoção durou apenas 3 dias e logo ele foi devolvido com desculpas esfarrapadas, mas nem dei atenção a elas. Já havia decidido que ele seria meu.


Mas na consulta veterinária após a adoção, uma bomba!  Nermal era positivo pra Leucemina Felina. Pra resumir a história, ele ficou em tratamento comigo por 1 ano, isolado dos meus outros gatos, tomando interferon todo santo dia, até que ao realizar um terceiro exame, veio o resultado tão esperado: Ele havia zerado. Completamente curado!


Foi então, introduzido à gataria de casa, e hoje vive feliz - Não com os irmaozinhos , porque ele ainda tem trauma de outros gatos, - mas vive bem, dono de si e do espaço que tomou pra ele, na minha casa e no meu coração principalmente. É o gato mais carinhoso, expressivo e gostoso que ja conheci. Não tinha como não fazer um álbum separado só pra ele. Ele é o maior presente que já ganhei em toda minha vida. Amo demais!"


Otávia Mello
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Gatos SRD são divididos em três grupos:

1. Raça misturada, sem nenhuma característica de qualquer raça.
2. Meio-pedigree, ou seja, filho de gato srd com gato de alguma raça.
3. Gatos de raça que não são registrados ou não satisfazem o padrão da raça (por exemplo, um scottish fold com orelhas retas, um Selkirk Rex com pelos lisos, ou mesmo um persa cujo focinho é muito longo).

foto: giane portal / fofurasfelinas

Eles são os nossos gatos companheiros do cotidiano, que trazem a alegria para nossas vidas. Muitos foram adotados de abrigos, filhotes de nossos gatos, filhotes de gatos de amigos ou mesmo achados na rua. Serão eternamente gratos por terem encontrado novos lares, onde eles vivem cercados de  amor e atenção, que recebem de seus novos proprietários.


História

foto: giane portal / fofurasfelinas
O gato srd remonta ao tempo dos faraós e, talvez, até antes. Mesmo que os primeiros gatos tendessem a ter características uniformes dentro de uma área geográfica, ao longo do tempo estas populações iniciais tornaram-se mistas. Existe o fato que vários gatos vinham em navios de outros locais do mundo, e foram muitas vezes abandonados juntando-se à população felina local. Os gatos sobreviveram à caça às bruxas dos anos 1500 e 1600, embora seus números fossem severamente reduzidos.

Como as pessoas perceberam que os gatos eram valiosos na redução da população de ratos, e eram excelentes animais  de companhia, seus números cresceram.

No início a maioria dos gatos foi autorizada a cruzar aleatoriamente e poderiam ser considerados os ancestrais dos gatos sem raça definida de hoje. No final de 1800, foi realizada a primeira exposição de gatos no Palácio de Cristal, em Londres. Enquanto alguns dos gatos tinham pedigree, outros eram srd. Os gatos srd tinham características e cores diferentes.


Aparência

Os gatos SRD variam em todos os tamanhos, formas, comprimentos de pelagem, e padrões de cores. Você vai encontrar todas as cores sólidas, além de combinações de todas as cores.
foto: giane portal / fofurasfelinas

Para aumentar a confusão, os gatos SRD vêm com muitos nomes. Eles também são chamados de gato doméstico, gato vira lata, moggie (geralmente no Reino Unido) e mais nomes dependendo do local onde que vivem.



Saúde e Predisposição a Doenças

O que pode ser falado sobre a saúde de gatos SRD, é que eles podem ser predispostos a todas ou a nenhuma doença. Tudo depende de suas origens. Os gatos SRD são considerados resistentes a doenças, pela seleção natural. Exemplo: Nasce uma ninhada com 8 gatos; sete morrem, e o que sobreviveu cruza com outro sobrevivente de outra ninhada; e assim, surge uma população de SRD super resistente. Mas também pode acontecer, de cruzar dois gatos, de raça diferente, originando filhotes  com predisposição a doenças predispostas pelos pais.

Mais uma vez, uma caixa de surpresa.


Cuidados

foto: giane portal / fofurasfelinas
Os cuidados variam.
• Animais de pelos longos, escovar três vezes por semana.
• Animais de pelo curto uma vez por semana.
• Alimentação de boa qualidade.
• Bandeja de areia sanitária a disposição, e sempre limpa.
• Visita ao médico veterinário a cada 6 meses.
• Vacinas, vermífugos, e limpeza ocular e auricular conforme orientação do médico veterinário.
• Castração indicada.


Comportamento/Temperamento

Em gatos srd, não há realmente nenhum tipo de comportamento ou temperamento pré-definido. Aqueles que não são registrados, mas possuem pais com pedigree, exibem os traços de sua raça. Os gatos com apenas um dos pais com pedigree, geralmente, embora nem sempre, exibem os traços da raça, ou podem mostrar uma personalidade e características físicas, completamente diferentes.

Com gatos srd, não há realmente nenhuma maneira de prever como se comportarão. Mesmo que você saiba ambos os pais, a personalidade real pode ser uma surpresa e pode ser mais baseada no ambiente e no modo de criação, do que em ascendência.

Na verdade, tudo será uma enorme caixa de surpresa.



Dedicatória:

Este post é dedicado aos (50) seguintes gatos e donos que participaram do post do Facebook:


Penélope, Frederico, Bóris, Radija, Pepita, Lara e Dora.
Donos: Viviane, Serginho, Nicolas e Sofia
Campinas - SP

Ziggy
Dona: Márcia Martins
Porto Alegre - RS

Zeca, Mel, Susie e Nívea
Dona: Nathália Ronay
Rio de Janeiro - RJ

Gata Lana (+ 3 filhotinhos)
Donos: Giovanna e Rui
Ribeirão Preto - SP

Mingau, Nega, Tigrão e Brancão
Dona: Priscilla Lupatelli
São Paulo, SP

Vidinha e Pandora
Donos: Jane, Amauri e Amanda Delotro
Guaianases - SP

‎60 vira latas
Dona: Jessika Coelho
Goiânia - GO

Valentina
Dona: Priscila Bianquini
Limeira - SP

Gaara
Dona: Melaine Ramon
Porto Alegre - RS

Simba, Mimoso, Fred e Lola
Dona: Mariana Rocha
Rio de Janeiro - RJ
 

MUXU, LELECO, MENININHO, PIGUINICINHA, TUIM e a BEBE
Dona: Elisangela Silva Fujita
Dracena - SP

Filomena
Dona: Arlete Beatriz
Porto Alegre - RS

BOLA
Dona: Marília Macedo
Porto Alegre - RS

AFRODITE
Dona: Fabiana Oliveira
Belo Horizonte - MG

Lion, Leona, Jim e Damon
Dona: Andreia Colecto
Goiânia - GO

SOFHIE
Dona: Loane Bernardo
Brasília - DF

Thomas, Meg, Suzy e Chico
Dona: Juliane Rocha
Belo Horizonte - MG

Felícia, Mafalda, Miúcha e Mia
Dona: Cristina Scariot
Petrópolis - RJ

Jorginho e Messiê
Dona: Ada Sarmento Marques
Rio de Janeiro - RJ

Julian Kowalski e Yanni
Dona: Daiane Ouvernay
Volta Redonda - RJ

Gata; Hera & Beto
Dona: Cin Oliveira
São Paulo - Sp

Coockie, Floquinho,Miumiu e Tequila
Dona: Glauce Arrais
São Paulo - SP

foto: giane portal / fofurasfelinas
Sophie
Dona: Loane Bernardo
Brasília - DF

Theddy Nene
Aline Tach
Porto Alegre - RS

Katrina, Zulu, Théo e Bartô
Dona: Jaciara
Belo Horizonte - MG

JUCA
Leticia Archer
Nova Trento - SC

Zulu, Anastácia, Alemão e Salém
Dona: Maritza Brito
Porto Alegre - RS

Stanley e Elvis
Dona: Leila Aronchi
Santo André - SP

Mia, Anish e Aisha
Dona: Beth Santana
Porto Alegre - RS

LAKA
Martha Rodrigues
Santos - SP

Lili e Alice
Laudicélia Oliveira
Itapetininga - SP

Zica
Paula Pedrosa
São Paulo - SP

Anastácia
Donos: Ana Cristina Spannenberg e Gabriel Guimarães
Uberlândia - MG

Fofa e Filo
DOno: João Pedro
Rio de Janeiro - RJ

Tiffany
Dona: Marsea Toselli
São Paulo - SP

Theodora e Mel
Dona: Kely C. Brumatti
Londrina - PR

Peteca
Donos: Arina e Danny
Jerusalém - Israel

Mimi
Donos: Eliane Chiqueleiro e Airton Daniel Schlemper
Pato Branco - PR

Mingau, Panqueca, Miguel e Mila
Dona: Ellen Guimarães
Lauro de Freitas - BA

Reversi e Bowie
Dona: Tania Zambrana
São Paulo - SP

Benhur e Kiara
Dona: Eliz Souza
Porto Alegre - RS

Luigi, Katita e Lilica
Dona: Luciana Souza MArchi
Curitiba - PR

Marrie
Dona: Krisley Stéffany
Santa Cruz - Bolivia

Heros, Pandora, Simba, Thor, Apolo, Zeus, Gaspar, Tomas e Horus
Dona: Karla
Oliveira - MG

Olivier Anquier
Dona: Juh Avila
Angra dos Reis - RJ

Pakato
Eric
Rio de Janeiro - RJ

Theodoro
Dona: Rosangela Pereira
Jacareí - SP

Baby
Dona: Vera Pegorari e Alexandre Pegorari
Jacareí - SP

John Lennon e Lucy +
Dona: Sarah
Belo Horizonte - MG

MILK
Dona: Isabel Cristina Andrea Samegima
Praia Grande - SP

Mingau e Mabel
Donos: Sueli, Cicero e Júlia Folador
Ponta Grossa - PR


E dedicado também a todos os gatos que nos trazem alegria, e tornam nossa vida mais feliz!




Notas

• Nada mais especial, que demonstre um ato de amor e carinho, que a adoção e cuidados de um gato SRD.

• Boa sorte, e eterna admiração a vocês, que adotaram ou adotarão um SRD.

• Os gatos te fazem pensar que eles são durões e não precisam de ninguém. Mas tudo que eles querem é que você pense o contrário. Fernanda Roldi

• "Acredito que gatos são espíritos vindos para a Terra. Tenho certeza que um gato andaria nas nuvens sem cair." (Julio Verne)


Médico Veterinário Marcelo Samegima Aleixo
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e mail e MSN: msaleixo@hotmail.com




O coração que somente vê o essencial não bate no peito de todos e é por isso que, todas as vezes que conheço alguem que colocou em sua vida um bichinho com marcas do abandono e descaso, fico feliz e esperançosa com a humanidade novamente.



Hoje, na coluna de estreia, trago a historia do Jack Sparrow, gatinho da Vanessa Almeida, que sobreviveu a todas as adversidades :)

"A mãe do Jack deu cria num mercadinho e o dono do estabelecimento colocou os bebês em uma caixinha na porta, para as pessoas pegarem. Todos conseguiram donos menos um, e o rapaz já estava querendo soltá-lo nas ruas. Era um gatinho rajado, com apenas um cotoco numa das patinhas traseiras, ele nasceu com a patinha já morta, pois o cordão umbilical enrolou nela dentro da barriga da mãe e bloqueou a circulação para a patinha abaixo do joelho. Foi então que ele cruzou nosso caminho, pegamos ele e trouxemos para casa. O batizamos de Jack Sparrow. Ele tinha no cotoco um ossinho que saia do corpo conforme ele andava, era envolto em pele, mas a pele era fina, e conforme ele corria ou pulava de algum lugar ele batia aquele ossinho e gritava de dor.

Levamos ele no vet, onde nos foi informado que possivelmente teria que retirar toda a perna. 


O Jack foi encaminhado  a um ortopedista, para ser examinado e ele resolveu tirar no mesmo dia, pois aquele osso além de causar dor e limitar os movimentos dele, era um poço de bactérias. Ele fez a cirurgia, levou vários pontos, deu um trabalho pois não aceitava o cone de jeito nenhum, ficamos mais de 40 horas sem dormir para que ele não mexesse nos pontos, até que achamos um jeito de ele não arrancar o bendito cone. 

Ele teve que se adaptar novamente, pois perdeu um pouco do equilíbrio ao tirar o cotoco, mas é um gato incrivelmente lutador, não conhece limites, tudo ele tenta, corre e deixa os irmãos pra trás nas brincadeiras, sobe na cama, no sofá, nos arranhadores, em tudo que dá pra ele escalar, é o único do qual não cortamos as unhas!! Mas ele não consegue subir no armário da cozinha, nem nas janelas, ele vê os irmãos lá em cima, olha pra gente e mia pedindo pra colocarmos ele lá e quando quer descer mia para o descermos, ou as vezes desce por conta propria. Então adaptamos alguns lugares, colocamos um arranhador gigante ao lado do guarda roupa que fica no quarto deles e agora ele consegue subir sozinho lá em cima e fica todo orgulhoso, e deixamos um ao lado de uma das janelas também!!

O Jack possui uma força absurda, sempre foi o que mais deu trabalho para tomar remédios, tomar banho ou qualquer outra coisa que ele não esteja a fim, a sua unica pata traseira equivale a umas 4 patinhas dos seus irmãos, tanto na força quanto na flexibilidade, ele é um exemplo de superação, a cada dia nos surpreende mais!! ADORA ser escovado, deita no chão e se entrega totalmente, e ADORA usar nossas pernas como arranhadores também!!"



Otávia Mello
amoremiados.blogspot.com.br
twitter:@felinosurbanos



5 de jan. de 2012

Adoção de gatos no Facebook

Oi gente!

Estou iniciando aqui, oficialmente, um espaço no facebook para quem quiser publicar gatinhos para adoção.

http://www.facebook.com/tudogato

Podem publicar texto com foto do gatinho. Estreamos o espaço divulgando uma gatinha cega em São Paulo.

O foco do Tudo Gato não é divulgar adoções, mas sentimos MUITA necessidade de fazer isso, por isso o espaço das redes sociais estará sempre aberto a você que quer ajudar um gatinho conseguir um lar.

Um ótimo ano cheio de amor pelos animais a todos!!!


Abraços,
Laurence Esgalha




Foto: thedingleberry.wordpress.com

Animais que apresentam problemas de saúde se mostram muito mais afetuosos e fiéis aos seus donos. É como se fossem muito mais gratos por saberem que existem pessoas que aceitam as condições “físicas” em que eles se encontram e que estão dispostos a trocarem muitos carinhos.


Se para os bichinhos sem raça definida já é difícil encontrar um novo lar, imagine para os idosos, por exemplo. Mais difícil ainda é essa adoção se concretizar quando se trata de animais com algum tipo de deficiência física. Sem falar no número de abandono que nesta situação é ainda maior.


Muitas vezes a deficiência é decorrente de situação de maus-tratos a que foram vítimas, seja por negligência ou atos cruéis de seus donos ou de terceiros. Atropelados, chutados ou espancados, a mutilação de órgãos e membros é a sequela mais comum entre eles.


Por outro lado, apesar da triste realidade, pelo menos, a crença antiga de que animais nesta condição precisam ser sacrificados tem se tornado cada vez menos difundida.


Ainda assim, a cultura de que um animal não é descartável é bem mais comum do que se imagina e a eutanásia passa a ser solução para as pessoas que não podem ou não querem mais cuidar de um animal com deficiência.


Entretanto, é preciso entender que a eutanásia é uma decisão complicada que deve ser tomada pelo dono em conjunto com o veterinário e só deve ser cogitada quando se tratar da melhor saída para o animal – em caso de dores e sofrimento excessivo e não apenas porque é mais cômodo para o dono.

Gato Oskar, cego | Foto: http://euqueru.net/gatinho-cego-e-seus-primeiros-brinquedos/

Com os sentidos e instintos muito mais aguçados que os nossos, os animais nessas condições, na maioria das vezes, se adaptam facilmente, convivem bem com as suas deficiências e conseguem levar uma vida normal. Entretanto, em alguns casos, há sim limitações, a necessidade de cuidados especiais e de atenção constante.


A veterinária Janaína C. R. dos Reis, do Centro Veterinário Mister Vet alerta: “Não adianta pegar o bicho num momento de dó. Tem que ter a posse responsável do animal. É preciso ter paciência e saber que o bichinho vai exigir mais tempo do dono e, em alguns casos, terá mais despesas.” Ela acredita que quem deseja adotar um bicho deficiente precisa saber direito quais as expectativas de melhora dele. “Isso é importante. O objetivo de uma adoção é dar mais qualidade de vida e melhores cuidados ao animal. Saber a realidade da situação é essencial.”


Aí embaixo está o vídeo do Oskar feliz curtindo seus primeiros brinquedos O Oskar é cego e foi adotado.



Um abraço.
Carol e Allan
http://miaaudote.blogspot.com/
twitter: @miaaudote



26 de out. de 2011

Abandono | Adotar e Amar


São 10 horas da noite do dia 25 de outubro e era para termos entregue o texto da postagem para o Laurence ontem, mas além dos afazeres normais do nosso dia a dia, estamos atarefados tentando fazer com que seis cachorrinhos consigam sobreviver. Um deles está, neste momento, provavelmente morrendo no colo da Carol. Ok, sabemos que o espaço aqui é para falarmos sobre gatos, mas isso diz respeito à ambas as espécies.


Os cachorrinhos foram abandonados dentro de uma caixinha, com uns três dias de vida. Ainda com os umbigos pendurados.


Normalmente não resgatamos animais. Muita gente nos procura querendo que a gente recolha um cão ou um gato que está abandonado na sua rua ou em frente o portão da sua casa. Não podemos recolher. Não temos abrigo. Tentamos conseguir com que cada um faça um pouquinho da sua parte, damos o apoio que for necessário e ajudamos a encontrar um bom adotante para o bichinho.


Mas em certas situações simplesmente não conseguimos ser racionais. Foi o caso desses cachorrinhos.


Tentar fazer com que uma ninhada dessa idade sobreviva sem a mãe é muito, muito difícil. Por mais apoio de veterinários que tenhamos, eles são extremamente frágeis. Gatinhos então! Já aconteceu de perdermos quatro em uma ninhada de cinco bichanos. E ver um bichinho desses morrer na sua mão, tentando até o último minuto, não é uma experiência a ser desejada para ninguém.


Mentira. As pessoas que têm a coragem de abandonar esses bichinhos para morrer aos poucos – sim, eles estão sendo abandonados para morrer aos poucos, pois a chance de alguém resgatar e cuidar deles é remota – deveriam passar por essa experiência. Deveriam ter que mudar sua rotina completamente para tentar alimentar um animalzinho – ou seis, às vezes sem sucesso, de três em três horas. Deveriam ter um cãozinho ou um gatinho de 10 ou 15 centímetros em suas mãos e vê-lo tentando, sem sucesso, conseguir mais um pouco de ar. Deveriam ver um bichinho com alguns dias de idade morrer. Deveriam conhecer as conseqüências do seu ato.


Por que não deixar os filhotes com a mãe até que tenham idade para serem desmamados? A mãe vai fazer todo o trabalho. É fácil. Depois é só doá-los. Doá-los fortes e saudáveis.


Abandonar um animal é um ato de covardia. Abandonar bichinhos dessa idade é inominável. Seria menos covarde sacrificá-los ao nascer. Mas o que os olhos não vêem o coração não sente, não é?



Um abraço.
Carol e Allan
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twitter: @miaaudote

PS: Desculpem o desabafo e a falta de gatinhos na postagem.

Update: o cachorrinho morreu em agonia por volta da meia noite, antes de enviarmos este texto.





Já há algum tempo, empresas vêm descobrindo as campanhas publicitárias “do bem”. Isso é marketing, claro. O que interessa é vender o produto. Mas se isso pode, ao mesmo tempo, ajudar em uma boa causa, por que não?


Desde a criação de produtos ecologicamente corretos, supermercados que incentivam o uso de sacolas retornáveis, a peças publicitárias que apoiam a adoção de um animal abandonado, o mercado está de olho em um consumidor mais atento, mais engajado e que não aceita qualquer produto. Isso é ótimo e nós acreditamos que não seja apenas um modismo. O mundo está mudando e o mercado acompanha.


Só para se ter uma idéia, a campanha da Pedigree®, Adotar é tudo de bom, já tinha doado 22.777 cães na última visita que fizemos à sua página.


Ok, postar notícia velha na internet é um pecado mortal, sabemos disso. Principalmente em se tratando de uma promoção em que se pode ganhar brindes. Por isso pedimos um milhão de desculpas, mas só descobrimos essa campanha um dia após ela ter se encerrado. Mas, como o objetivo aqui é mostrar boas iniciativas, ainda está valendo.


Então, mesmo atrasados, resolvemos mostrar a campanha feita para promover o novo sabor de Halls®. Ao todo, a peça é composta por uma sequência de quatro filmes semanais e o segundo episódio é estrelado pelo gatinho Mel, da ONG Adote um Gatinho. Eles avisam que o bichano de sorte já foi adotado, mas exibe um link para a ONG para quem se interessar em dotar um novo amigo.


E, independente da promoção já estar encerrada, a campanha é muito boa e o gatinho é um fofo. Vale a pena dar uma olhada.


É só clicar AQUI.


Um abraço.
Carol e Allan
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twitter: @miaaudote




Calma, nossa intenção não é gerar nenhuma polêmica (ou será que é?), mas relatar um pouco da nossa experiência com doações de cães e gatos.

Nós já falamos sobre o preconceito em relação à gatos de raça e S.R.D.’s. Existem aqueles que preferem determinadas raças e existem os ardorosos defensores dos “mix” (pra quem não leu, é só clicar aqui).



É fato conhecido para todos os donos de gatos que muita gente não gosta deles. É claro que tem gente que também não gosta de cães mas, essas pessoas geralmente não gostam de bicho nenhum.

O fato é que, de cada dez cães que encontram um lar através do Miaaudote, só um gatinho tira a sorte grande. Ficamos exultantes quando aparece um cadastro de alguém querendo adotar um bichano.

Quando promovíamos feiras de adoção, os gatinhos eram sempre os últimos a serem adotados. A maioria acabava tendo que voltar outra vez. Gatos adolescentes ou adultos então... Por outro lado, se havia uma ninhada de cãezinhos, quase dava briga.

Dos seis gatos que temos em casa, apenas dois são resultado de uma “adoção ativa”. Os outros quatro estão conosco por “adoção passiva” (não vamos citar nomes aqui para não traumatizá-los). Foram gatinhos que, a princípio, deveríamos doar, mas que não encontraram quem os quisesse. Bem, nós os quisemos.

Mas existe um lado bom nisso tudo: gatos são menos adotados, mas são melhores adotados.

O que foi que notamos com o feedback das feiras que fazíamos e do nosso blog? Muitas pessoas adotam cães (filhotes, principalmente) por impulso, para dar de presente, para vigiar a casa (às vezes uma obra, onde não mora ninguém), porque o filho pediu um ou, simplesmente para ter um cão em casa (afinal, toda família tem um, não é?). Ao investigarmos como estavam os animais algum tempo depois de serem adotados, descobrimos vários cães que foram doados novamente para outras pessoas, porque o filho cansou do cãozinho, ou porque ele cresceu demais, ou porque ele fazia xixi dentro de casa. Outros, que foram adotados enquanto filhotes sob o compromisso por escrito de que seriam castrados quando atingissem a idade adequada, não estavam castrados e alguns até foram colocados para reproduzir. Convencer um adotante de um cão a castrá-lo muitas vezes é um exercício de paciência.

É claro que isso não é regra. A maioria foi muito bem adotada.

Mas o interessante é quando se compara com as adoções de gatos. Ninguém adota um gatinho por impulso. A esmagadora maioria das pessoas que nos procuram interessados em adotar um bichano é extremamente consciente, inclusive na questão da castração.

Todo mundo gosta de cães (inclusive quem gosta de gatos). Mas donos de gatos são diferentes. Eles criam blogs e perfis em redes sociais para seus felinos. Criam blogs sobre gatos e suas curiosidades (não é Lauesg?). Conhecem os mínimos detalhes da personalidade de cada um de seus bichanos.

É, todo mundo gosta de cães. Mas quem gosta de gatos é apaixonado por eles. E não só pelos seus gatos, mas por todos os felinos.

O blog americano hunch criou, baseado em questionários, um infográfico muito legal sobre as diferenças entre donos de cães (dog people) e donos de gatos (cat people). Algumas curiosidades:

Donos de cães tendem a ser em sua maioria, homens. Donos de gatos, mulheres.
Donos de cães tendem a ser mais conservadores. Donos de gatos, mais liberais.
Donos de cães tendem a ser mais extrovertidos. Donos de gatos, mais introvertidos.
Ambos são entusiastas de redes sociais, mas donos de gatos twitam mais.



Clique na imagem aí em cima, acesse o infográfico completo e veja se você se identifica ou discorda da pesquisa.



Um abraço.

Carol e Allan
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twitter: @miaaudote





Que ter um gato de estimação é tudo de bom não é nenhuma novidade nem para mim, nem para você. Mas e para os seus avós?

Estudos desenvolvidos na área de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em Botucatu, evidenciam que o contato com animais melhora os batimentos cardíacos dos idosos, além do estímulo emocional resultante da troca de carinhos.

Entre os benefícios resultantes deste convívio, estão:
* alívio para situações tensas;
* disponibilidade ininterrupta de afeto;
* faz a pessoa rir;
* representa companhia constante;
* dá amizade incondicional;
* proporciona contato físico;
* dá proteção e segurança;
* mantém a pessoa ocupada.

De modo geral, um idoso que cuida de um animal de estimação apresenta maior grau de satisfação pessoal.

E em se tratando de boa companhia o gato é campeão. Não é por acaso que os gatos foram os primeiros colaboradores em terapias assistidas - as zooterapias. A técnica foi introduzida no Brasil entre o final da década de 1940 e início da década de 1950 no tratamento de pacientes com esquizofrenia e vem demonstrando bons resultados em outras áreas, como no tratamento de pacientes com câncer e demais doenças regenerativas e em asilos de idosos.

Gatos são a companhia perfeita para um idoso, pois exigem menor atenção quando comparados aos cães, são menos agitados, além de serem praticamente "auto-limpantes".

"O gato é mais sutil, mais reservado. De uma maneira geral, ele mede mais as conseqüências e respeita mais os limites dados pela pessoa”, foi o que disse a psicóloga e veterinária Hannelore Fuchs, em entrevista a Revista Galileu. Ela coleciona casos de sucesso com a zooterapia, como o de pacientes que recuperaram o movimento das mãos devido ao esforço feito para poder acariciar um gato.

Segundo a Dra Hannelore, "para os idosos, o gato vira um desafio positivo. Gerenciam a rotina do animal, sentem-se responsáveis pela vida do bicho. Isso faz com que o idoso deixe um pouco o papel de ser cuidado e passe a ser o cuidador. Por meio do convívio com o gato, a vida do idoso passa a ter uma motivação maior."

Em 1987, pesquisadores da Universidade do Kentucky entrevistaram 1232 pessoas com 65 anos ou mais. Entre elas, 408 tinham pets. Foi constatado que, entre os idosos sem amigos próximos, os donos de pets eram menos deprimidos (donos com forte depressão = 0%; não donos = 53,3%) e, entre as pessoas com poucos amigos próximos, havia menos casos de forte depressão nas pessoas com fortes laços com seus pets (donos com forte depressão e fortes laços com seus pets = 40%; donos com forte depressão e laços fracos com seus pets = 76,5%).

Estudos publicados no American Journal of Cardiology também comprovam: pessoas que interagem com animais, constantemente tendem a apresentar níveis controlados de estresse e de pressão arterial, além de estarem menos propensas a desenvolver problemas cardíacos. Estudos efetuados nos Estados Unidos e na Europa apontam para a redução do tempo de recuperação das doenças e maior sobrevida aos indivíduos que possuem animais de estimação e que foram acometidos por cardiopatia isquêmica. Nessas situações, foi constatado que a presença do animal resultou na redução da ansiedade, diminuição de depressão, uma vez que os animais incentivam a atividade física, tanto para levá-los aos passeios como para a realização dos cuidados diários.

Outro dado apresentado é que, durante a internação, os pacientes demonstram desejos de melhorar rapidamente para cuidar de seus animais, comprovando que os animais podem atuar como suporte emocional, representando um apoio para confiar e falar. Em outras palavras, como o animal não fala, ele passa a ser cúmplice do que os outros lhe contam.

Embora os benefícios de ter um animal em casa sejam evidentes na terceira idade, no Brasil, apenas 30% dos idosos possui a companhia de um animal de estimação. Um dado lamentável, já que o aumento do número de animais de estimação entre os idosos promoveria maior qualidade de vida e poderia até minimizar os impactos de saúde pública, inclusive com a redução dos índices de abandono de animais e o aumento do número de adoções. Entretanto, é importante que essa adoção seja monitorada por alguém próximo a esse idoso, auxiliando-o nas consultas veterinárias (e castração!), em situações de convalescência e que possa assumir a guarda do animal caso o idoso venha a falecer.

Para finalizar, vale lembrar que a relação homem-animal não substitui a relação homem-homem. Um gato não pode substituir um filho, marido ou neto, mas pode ser um facilitador, ensinando-nos como agir em nossos relacionamentos. Portanto, não deixe de abraçar, beijar e apertar demonstrar afeto às pessoas idosas que estão próximas de você, tal qual você costuma fazer com seus bichanos.

Essa postagem foi nossa pequena homenagem ao Dia dos Avós (26 de julho).

Carol e Allan
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4 de jul. de 2011

Gato Feral - Adotar e Amar


Você pode não conhecer o termo, mas com certeza já cruzou com algum por aí.


Ele vive pelas ruas, becos, prédios abandonados, parques ou rondando feiras e restaurantes. Não é castrado e vive, muitas vezes, em bandos.


É um gato de rua sim, mas é especial. E é um problema.


O gato feral não se socializa com humanos. Além da caça ele vive das sobras de nossa sociedade, mas não se deixa domesticar.


Nem todo gato de rua é um gato feral. Muitos já tiveram donos e foram abandonados ou fugiram e se perderam. Normalmente, eles podem ser ressocializados e adotados.


Com o gato feral, nem sempre isso é possível. Embora um filhote possa ser adotado e socializado sem maiores problemas, com o adulto muitas vezes é impossível.


Ele pode ter nascido na rua e nunca ter tido contato com humanos. Também aprende com a mãe a evitar esse contato. Ou, mesmo um dia tendo tido um dono, dependendo de suas experiências nas ruas, ele pode perder a capacidade de socialização.


As colônias de ferais, muitas vezes vivem muito perto dos humanos, pois se mantém por perto de onde há comida. E é aí que aparece o conflito. Injustamente acusados de serem transmissores de doenças e responsáveis pelo desaparecimento de várias espécies de pássaros e insetos, muitas colônias são atacadas e vários animais são mortos, causando mais temor ao contato humano e tornando-os mais selvagens.


Quando surge um conflito entre humanos e uma colônia de gatos ferais, normalmente a primeira atitude é chamar o CCZ local. Com raríssimas exceções, o que os órgãos públicos fazem é capturar e remover (leia-se matar) os animais.


Acontece que isso, além de cruel, não funciona. O que configura desperdício de dinheiro público.


Você já tentou capturar um gato arisco? Conseguiu? Por mais eficientes que sejam os funcionários que irão realizar a captura (e eles não o são, pode ter certeza), nunca pegarão todos os gatos. Os gatos restantes continuarão se reproduzindo e seus descendentes repovoarão a colônia. Com menos gatos, a competição por alimentos no local também será menor, o que atrairá mais gatos.


A forma mais eficiente – e humana de gerenciar uma população de gatos ferais é capturar, castrar, vacinar e devolver ao local de origem. Filhotes e adultos passíveis de socialização são encaminhados à adoção (sempre depois de castrados e vacinados). Os adultos saudáveis e não domesticáveis são devolvidos onde foram encontrados e supervisionados por voluntários.


No estado de São Paulo existe uma lei (Lei 12.916, de autoria do deputado Feliciano Filho) que prevê a existência do Cão Comunitário. Infelizmente, não há nada parecido em relação aos felinos.


É claro que nem todos gostam de ter gatos rondando seus estabelecimentos comerciais, miando em seus telhados ou subindo em seus carros.


Mas, se você ama os gatos e conhece uma colônia de ferais que viva por perto, pode tentar ensinar aos outros alguns truques para um convívio harmonioso.

Alguns truques para usar e ensinar:

Gatos vagando pelo quintal ou varanda.
Existem repelentes a venda em pet shop para serem usados no piso e que têm como função repelir gatos;
Instale um sensor de presença conectado a um sprinkler, que irá disparar a água quando o gato entrar no jardim é uma boa solução;
Jogue água com uma mangueira, para que eles entendam que não são bem vindos naquele local.

Gatos dormindo na edícula, depósito ou telhado.
Bloqueie a entrada dos gatos com cerca de galinheiro ou treliça, tomando o cuidado de verificar se não há filhotes escondidos nestes lugares.

Gatos mexendo no lixo.
Mantenha a lixeira bem tampada. Lixo a céu aberto atrai todo o tipo de animais (inclusive gatos);
Tente encontrar vizinhos que também gostem de gatos e forneçam alimentação regular a eles, longe das lixeiras. Forneçam alimentação em quantidade suficiente para que seja consumida na mesma hora. Se sobrar comida, insetos serão atraídos e novos gatos também.

Gatos subindo nos carros.
Uma capa resolve a questão de forma imediata;
Repelentes e desencorajamento com água, como no primeiro caso.

Gatos demarcando território.
A urina de gato tem um odor muito forte e desagradável. Existem produtos a venda para remover o odor. Vinagre branco diluído em água também ajuda;
A solução definitiva é a castração.

Gatos brigando e miando nos telhados.
De novo, a solução definitiva é a castração.

É um trabalho difícil, mas se ninguém tentar, nada muda nunca, não é?

Pra terminar, o endereço de dois projetos muito legais que trabalham com os ferais – um em São Paulo e outro em Santos. Vale à pena dar uma olhada: Projeto bicho no Parque e Cats of Necrópolis.

Um abraço.

Carol e Allan

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Dias atrás, estávamos assistindo a uma série do canal Discovery Home & Health, chamada Acumuladores.
O programa reúne casos de pessoas que sofrem de colecionismo (ou hoarding), uma variedade do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), cuja principal característica é a necessidade incontrolável de armazenar objetos.

Algumas manifestações do TOC são mais conhecidas, como a obsessão por limpeza. Outras, mais peculiares, como quando pessoas associam ações a consequências, sem nenhuma lógica, como uma pessoa que só pisa nos quadrados brancos em pisos quadriculados ou verifica se a porta da casa está fechada incontáveis vezes.

Além do desejo de juntar objetos, o colecionador não consegue se desfazer de nada, sequer do lixo. As vítimas do transtorno têm a sensação de que tudo aquilo terá uma serventia um dia. O armazenamento excessivo acaba comprometendo a vida da pessoa que tem o distúrbio e de quem a rodeia.

Quem nunca conheceu ou ouviu falar de alguém, geralmente uma senhora, que tem a casa lotada de animais (na maioria das vezes, gatos), não doa nenhum deles e se sustenta - e aos bichos - precariamente, muitas vezes às custas da ajuda de pessoas que se sensibilizam da situação? Quem nunca conheceu ou ouviu falar de uma “louca dos gatos”? Aquela que detesta todos os vizinhos pois acha que existe um complô para envenenar todos os seus gatos (nem sempre isso está longe da verdade, diga-se de passagem)? A “louca dos gatos” é uma figura tão folclórica que virou personagem dos Simpsons e action figure.

A coleção de animais (animal hoarding) nem sempre tem uma causa clara ou específica. Algumas vezes está associada a um desequilíbrio no cotidiano que faz com que a pessoa perca os parâmetros de sua relação com os animais.
Nos Estados Unidos, um grupo de pessoas fundou, em 1997, a HARC (Hoarding of Animals Research Consortium) para estudar esse comportamento. Suas pesquisas revelaram que três quartos de colecionadores são femininos; três quartos são solteiros, divorciados ou viúvos; mais da metade mora só; quase a metade têm 60 anos ou mais e 37% estão entre 40 e 59 anos.

Vejam bem, o que caracteriza um colecionador de animais não é necessariamente a quantidade de animais que ela tem. Nós temos seis gatos e dois cachorros. Conhecemos quem tem 10, 15 ou 20 gatos. Mas eles não são colecionadores. São apenas apaixonados pelos bichanos. São pessoas saudáveis, que mantém seus animais da mesma forma.

A coleção de animais é um distúrbio de comportamento que pode ser identificado por alguns sinais:

- Inabilidade de recusar um animal necessitado, mesmo que tenha muitos em casa;
- Má vontade em doar o animal resgatado. Acredita que ninguém tem as características necessárias para cuidar do animal;
- Incapacidade de prover condições adequadas à quantidade de animais que mantém;
- Não tem a capacidade de entender a deterioração progressiva da saúde e higiene de seus animais, (não reconhece a doença, a morte e a fome) e do meio onde se encontram.
- Afastamento das relações sociais e de trabalho;
- Deterioração gradativa do ambiente onde vive e da própria saúde.

Nós, que trabalhamos diretamente com animais abandonados, estamos no que podemos chamar de “grupo de risco”. Desde que nos envolvemos com isso, já conhecemos algumas pessoas que, se ainda não são colecionadores de animais, estão perigosamente se equilibrando na amurada.
Essas pessoas ainda sofrem com um agravante: os “amantes de animais com chapéu alheio”. Algumas pessoas não conseguem ver um animal abandonado nas ruas mas também não se dispõem a recolhe-lo em sua casa. Acabam levando o bichinho para aquela pessoa que adora animais, com a promessa de que “é temporário”, “apenas até ser adotado”, prometendo oferecer toda a ajuda necessária. Como essa pessoa é incapaz de dizer não, acaba com mais um animal, numa casa já incapaz de abrigar os que lá estão. Sem contar aqueles que abandonam ninhadas indesejadas em sua porta tendo-a como referência de alguém que gosta de animais.
Há várias histórias de colecionadores na internet. Há várias correntes de e-mails pedindo ajuda para essa ou aquela pessoa, que mantém, à duras custas, uma quantidade enorme de animais abandonados. Convém checar antes de ajudar. Algumas vezes a ajuda apenas está alimentando um ciclo vicioso de uma doença.

Para se ter um animal saudável, em primeiro lugar é preciso estar saudável. Para se ter 20, é preciso estar 20 vezes mais saudável. Manter um animal é uma responsabilidade enorme. Nós somos os tutores. Nós somos os responsáveis por suprir as necessidades dele, nunca o contrário.

Alguns links para saber mais sobre o assunto:
Universo Pet: Colecionador de animais
Gato Verde: Colecionadores de animais
Revista Época: Doutor em psicologia explica a síndrome dos colecionadores de animais
Animal Planet: Confessions – Animal Hoarding (excelente, não deixem de acessar!)

Carol e Allan
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Vamos falar de preconceito.

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou estranhos. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente.


De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial: “Todos os alemães são prepotentes”, “todos os norte-americanos são arrogantes”, “todos os ingleses são frios”.

Quando começamos a nos interessar pelo problema dos animais abandonados descobrimos que, lidar com esse problema é lidar com gente. E gente tem preconceito. De todo tipo.

Muita gente tem preconceito em relação a gatos: “Todos os gatos são traiçoeiros”, “todos os gatos gostam da casa e não dos donos”. Qual dono de gato nunca ouviu isso?

E todos sabem que existe preconceito em relação aos animais sem raça definida, certo?

Mas o fato é que, do outro lado também tem. Tem gente que atravessa a rua para não cruzar com um dono de um animal de raça. Para essas pessoas “todo dono de animal de raça é vaidoso e superficial”.

Com os donos de gatos de raça a situação é ainda pior. Você pode ter um Pastor Alemão, um Boxer ou um Poodle, mas se você for dono de um Maine Coon ou de um Sagrado da Birmânia, você é o supra-sumo da superficialidade (e, se você for homem, ainda por cima é gay). Isso é preconceito e todo preconceito é ruim.

Nós somos a favor da adoção e defendemos os gatinhos sem raça definida, mas isso não significa que todo dono de gato de raça tem ingresso pra ala V.I.P. do inferno.

O problema não é se você tem um gatinho de raça ou um S.R.D., se você comprou ou adotou o bichano, mas a atitude e responsabilidade que você tem ao fazer isso. Quem disse que todo mundo que adota um animalzinho sem raça definida será um bom dono? Tem muita gente que adota por impulso, ou pior, porque é de graça. E depois ainda cuida mal do animal porque acha que, por não ser de raça, não precisa de alimentação balanceada, vacinas, vermífugos, cuidados veterinários, castração...

Por outro lado, existem aqueles que têm um gato de raça E um S.R.D. (quem tem um gato tem um, tem dois, tem três...) e tratam ambos com o mesmo cuidado e responsabilidade.

É possível sim, comprar um animal com responsabilidade e ao mesmo tempo combater as “fábricas de filhotes”. Vamos aproveitar o gancho e falar sobre isso na próxima postagem.

O que realmente importa é que, comprado ou adotado, com ou sem raça definida, ter um animal é uma imensa responsabilidade. E é para a vida toda dele. Pense nisso antes de comprar ou adotar.

SEM PRECONCEITO!

Abraços a todos.
Allan.
http://miaaudote.blogspot.com/
twitter: @miaaudote



Semanas atrás, a GNT exibiu um documentário da maravilhosa Brigitte Bardot, mostrando toda a sua trajetória e um pouco de sua luta com os animais (Pra quem quiser assistir: “E Brigitte criou Bardot”... está lá no Youtube).

Brigitte Bardot
No post de hoje, inspirado nessa diva, não vamos falar de problemas, abandono, maus tratos, enfim, do bicho homem. Vamos falar de solução, de arregaçar as mangas e agir. É claro que há diversas maneiras de colaborar para minimizar o sofrimento de tantos bichanos que estão por aí. Por exemplo, ser voluntário ou contribuir financeiramente com alguma ONG, adotar um animal e até mesmo escrever um blog, não é Lauesg? Mas, acreditem a mais gratificante é reverter uma situação de abandono. Quer tentar?

Ok, você encontrou um animal abandonado... E agora, o que fazer?

A 1ª atitude é ACOLHÊ-LO. Coragem, ele depende de você, que é quem o viu e quem está sentindo compaixão e vontade de fazer alguma coisa por ele.

Não jogue a responsabilidade para os outros. Não adianta ligar para uma entidade de proteção aos animais e dizer: "Tem um gato ou cão abandonado na minha rua" e ir dormir com a consciência tranqüila. As entidades estão abarrotadas de casos como esse. Então, se você tiver a disposição de assumir a responsabilidade por apenas um único animal, estará ajudando as entidades imensamente e essa será uma ajuda mútua - com certeza você receberá delas retorno para lidar com essa situação.

Se você realmente se importa, faça o seguinte ao encontrar um animal abandonado:

- Encontre pessoas dispostas a ajudar: amigos, parentes e colegas de trabalho podem ajudar de diversas formas - com transporte, lar provisório, recursos financeiros, acesso à internet, etc.

- Ofereça um lar provisório: acolha o animal até a adoção. Antes de retirar um animal das ruas, é muito importante que você saiba para onde irá levá-lo, caso contrário, você pode piorar uma situação que já é ruim. Principalmente se o bichano em questão for um gato adulto. Pense que mesmo na rua ele conhece o território, sabe onde encontrar abrigo e comida.

- Não perca tempo com preocupações desnecessárias, apenas mantenha as vacinas dos animais que irão ter contato com o seu hóspede em dia e curta a nova companhia. Animais em situação de abandono nem sempre são animais doentes. Na maioria das vezes, muito carinho, boa alimentação, vermifugação e um belo banho são suficientes para tratá-los. Mesmo assim, a avaliação de um médico veterinário é muito importante.

- Prepare o animal para a adoção: leve-o a um veterinário para exames, vacinas, vermifugação e castração. Nessa etapa, você pode contar com a ajuda de associações de proteção, que muitas vezes mantém convênios com veterinários que podem prestar esses serviços por preços mais em conta.

- Encaminhe para a adoção: divulgue o animal através de cartazes e via internet. Procure entre seus conhecidos, alguém que possa estar interessado em adotar um bichinho. Converse com pessoas que gostam de animais. Entre em contato com as associações para ajudar na divulgação ou levá-lo para uma feira de adoção. Tenha consciência de que, se ele for levado a uma feira e não for adotado, você deverá ficar com ele por mais algum tempo.

Relaxe, se nós podemos e tantos outros podem, você também é capaz. É claro que dá trabalho, toma tempo, um pouco de grana, adoções nem sempre são fáceis, mas esse é o caminho. E em troca de tudo isso, lambidas, massagens e ronronadas incomparáveis de gratidão.




Para baixar, imprimir e divulgar (é só clicar na imagem)


Beijos a todos.
Carol.
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