17 de mar de 2015

LionBoy - No Sofá com Gatos


Lionboy
Zizou Corder


Você provavelmente já ouviu alguém dizer que não se deve julgar um livro pela capa. Eu não sei se é pelo fato de trabalhar como designer, mas eu sempre dou um valor diferenciado para o “visual” das coisas. Foi aí que Lionboy me ganhou na hora. A capa é linda e há diversas ilustrações super bacanas espalhadas pelo livro.

O Menino-Leão é um livro infanto-juvenil escrito por Zizou Corder (pseudônimo da autoria colaborativa de mãe e filha, Louisa Young e Isabel Adomakoh Young) e tem uma história que vai te prender do começo ao fim. Inclusive, isso chega a ser (quase) um problema, pois se trata de uma trilogia e, como só o li o primeiro livro até o momento, estou bastante ansioso para saber como termina a história. Não à toa, Steven Spielberg já garantiu os direitos para gravar uma adaptação pro cinema.

O livro desde o primeiro capítulo já prende a atenção e o personagem principal faz jus ao protagonismo. Charlie é um garoto fascinante. Quando ele é tratado como um adulto sente tamanho deleite que ficamos felizes com ele; seu senso de justiça e seus pontos de vista sobre questões étnicas (especialmente considerando o fato de ser um personagem negro de origem africana) fazem dele alguém por quem torcer. E mesmo com toda sua coragem ele não deixa de demonstrar ser uma criança. Ele fala diversos idiomas fluentemente – inglês, italiano, francês, latim e um dialeto ganês – e embora isso seja até um pouco inverossímil, principalmente por causa da pouca idade, não é o que mais chama a atenção e sim o fato de que ele pode falar e entender qualquer felino; do gato doméstico ao leão selvagem.


Este “dom”, adquirido após um incidente ocorrido enquanto ele ainda era um bebê envolvendo o sangue de um leopardo, acaba sendo uma capacidade muito útil nessa Londres futurista onde se passa a história, pois há gatos de rua espalhados por todos os lugares e poder se comunicar com eles é uma vantagem e tanto. É por causa desses gatos que toda a trama começa. Os pais de Charlie são dois cientistas, ambos os quais trabalham em uma cura para a asma e outras alergias causadas pelo contato com a família dos felídeos e como resultado de suas descobertas científicas, são raptados por uma empresa farmacêutica conhecida misteriosamente como a Corporação.

É então que Charlie embarca numa aventura para tentar encontrar seus pais e acaba à bordo de um navio que transporta um circo onde faz amizade com os leões que sonham em recuperar sua liberdade. Assim eles se tornam aliados e dão ao leitor momentos de grande diversão e emoção durante a jornada.

O livro tem ação do começo ao fim, o que torna esse livro perfeito para leitores que reclamam quando um livro “demora a embalar”. Afinal, quem nunca pensou em se juntar ao circo, ou descobrir uma grande conspiração? E claro, não podemos nos esquecer dos leões (que são excitantes o suficiente caso você nunca tenha sonhado em trabalhar num circo ou mesmo desmantelar um imenso complô) que com suas personalidades contrastantes - amigos alegres e leais mesmo sendo poderosos predadores – os garantem como ícones reais e críveis. Por sinal, a capacidade das autoras em valorizar as características particulares mesmo dos personagens menores ou secundários faz com que elas consigam ter controle total da história.

Com personagens únicos, um protagonista forte e carismático e um enredo que flui numa velocidade incrível O Menino-Leão é o tipo de livro que pode agradar a qualquer pessoa e ser apreciado por qualquer idade, mesmo sendo originalmente voltado para um público mais infantil.

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Alison
twitter: @menino_magro



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